Archive for Outubro, 2012

30/10/2012

Sobre ‘serviço’ e fotos

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Crítica de Ponta tem uma estrutura de análise pensada para ser de compreensão fácil e rápida. O tamanho médio dos textos (1,5 mil caracteres), o uso de foto ou imagem ilustrativa e o ‘serviço’ ao final são componentes fundamentais. Porém, os autores e editores desta semana do blog não prestaram atenção nisso, o que fez com que a qualidade caísse.

A crítica ‘Fortalecimento espiritual, físico e mental’ era a que mais precisava de uma imagem para que o leitor compreendesse o ‘Sukyo Mahikari’. Mas por que a crítica foi enquadrada em ‘Outros Giros’ se não fala quase nada do espaço e sim da doutrina? Apesar destas falhas, o texto agradou muito, além de ser uma cultura singular observada pela autora e fugindo das opções cada vez mais recorrentes de produtos, eventos e locais próximos ao Campus Central da UEPG. Dos oito textos da semana, seis não têm foto. Mudou a estrutura do Crítica de Ponta e não avisaram ao leitor ou foi preguiça?

Quanto aos serviços, a função é ser prático e rápido. Porém, pede mais atenção ainda em relação às informações. O nome do evento do curso de Jornalismo não é ‘XXI Semana de Jornalismo’, como informado em dois textos, e sim ‘XXI Semana de Estudos em Comunicação’. Além disso, caso o leitor queira saber mais sobre a peça ‘A Rainha do Rádio’, o grupo ‘Novos Malandros’ e o livro ‘Antologia’, não vai encontrar nada a partir do blog, já que as críticas não dão a opção de hiperlink ou qualquer informação mais específica.

A crítica de ‘Na Tela’ da semana voltou a ser apenas descrição, assim como ‘Pratos & Drinks’. Já os textos de ‘Em Cena’ e ‘Livro Aberto’ continuam na história de pegar inúmeras características e descrever uma por uma, elogiando ou apontando falhas. O texto ‘Desejo de um teatro de quintal’, mesmo estando sem categorização e chamando refletor de canhão de luz, usou alguns aspectos bem interessantes: emitiu uma opinião sem contar o final da peça e situou o leitor sobre os espaços (de chegada, o cenário e a plateia). Porém, da mesma forma das duas categorias citadas acima.

Dois textos chamam atenção esta semana. ‘Malandros da Resistência’ e ‘Sexo, drogas, rock’n roll e pelúcia’ animaram no início, mas fui perdendo a empolgação ao longo do texto. Estavam no caminho certo, mas acabaram se perdendo. Porém, é um indício de que há esperanças!

Avante, Crítica de Ponta!

Eduardo Godoy

27/10/2012

Agenda Cultural

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 De 25 a 28 de Outubro

Espetáculo de Ballet “ Dom Quixote de La Mancha”

Promoção: Escola de Dança La Ballerina

Horários: 20h30 nos dias 25, 26 e 27 – No dia, 28, Domingo às 18hs

Local: Cine- Teatro Ópera – Auditório “A”

Ingressos: Inteira R$ 36,00 – Antecipada ou meia-entrada R$ 18,00

Os ingressos poderão ser adquiridos na secretaria da escola, na loja Bonsucesso ou mais informações pelo sitewww.laballerina.com.br ou pelo fone 3223-1282

 

27 de Outubro –Sábado

Stand up Comedy – “ Humor em HD”

Promoção: Diego Castro

Local: Centro de Cultura Cidade de Ponta Grossa

Horário: 21h

Ingressos: R$ 12,00 ( inteira) R$ 6,00 ( meia-entrada)

Ingressos Antecipados a venda no Centro de Cultura ) R$ 6,00 ( válido para entrada inteira)

Classificação Indicativa: 14 anos

 

28 de Outubro – Domingo

“Preciosa Graça” com o Coro Cidade de Ponta Grossa

Promoção: Conservatório Maestro Paulino, FAUEPG e SMCT

Local: Igreja Presbiteriana Independente

Horário: A definir

Ingressos: Atividade Livre

 

29 de Outubro – Segunda-Feira

Noite Cultural: Apresentação “ Os Saltimbancos”

Promoção: Escola Tales de Mileto

Horário: 18h30

Local: Cine- Teatro Ópera – Auditório “A”

Ingressos: Público Dirigido

Contato: Cintia 3226-5926

Show Musical Beneficente com a Banda Gospel “ Na Companhia de Jesus”

Promoção: APLA- Academia Pontagrossense de Letras e Artes

Horário: 20h

Local: Centro de Cultura Cidade de Ponta Grossa

Ingressos: R$ 5,00 ( preço único) + 1 quilo de alimento não perecível em prol do Projeto Bom

Samaritano da Paróquia Santa Rita de Cássia.

 

30 de outubro – Terça-Feira 

10° Seminário da Diversidade Sexual e 9° Fórum dos Direitos Humanos

Palestras com: Advogada Mª Cristina Rauch Paranoski, Willian Hanki, Andressa Cerqueira

Carvalhaes, Márcia Tobias Carneiro, Vinícius Cabral, Profª e Mestre em Educação Daiana Bruneto e Bacharel em Direito Amanda Schubert Spósito

Promoção: Grupo Renascer

Horário: das 8h às 17h30

Local: Centro de Cultura Cidade de Ponta Grossa

Ingressos: Entrada Franca

Mostra de Talentos SEPAM 2012

Promoção: Colégio SEPAM

Horário: 19h30

Local: Cine- Teatro Ópera – Auditório “A”

Ingressos: Público Dirigido

Projeto Tela Alternativa – Exibição do Filme: “Investigação sobre um cidadão acima

de qualquer suspeita

Direção: Elio Petri, 1971

Promoção: UEPG- Departamento de Línguas Estrangeiras Modernas e SMCT

Local: Cine-Teatro Ópera – Auditório B

Horário: 19h30

Ingressos: Entrada Franca

Classificação: 16 anos

 

31 de Outubro – Quarta-Feira

Maratona Intelectual Olavo Alberto de Carvalho

Promoção: Rotary Club de Ponta Grossa, SMCT e SME

Horário: 19h

Local: Cine-Teatro Ópera – Auditório A

Ingressos: Público Dirigido

Contato: Eleuterio 972-2107

Conservando o Choro – Professor Rodrigo Milek

Promoção: SMCT, FAUEPG e Conservatório Musical Paulino Martins Alves

Horário: 18h

Local: Conservatório Musical Paulino Martins Alves

“Réquiem em Ré Menor”- W.A. Mozart – Com o Coro Cidade de Ponta Grossa

Promoção: Conservatório Maestro Paulino, FAUEPG e SMCT

Local: Igreja Luterana Bom Pastor

Horário: 20h

Ingressos: Atividade Livre

Espetáculo de Sapateado “TAP FOR ALL”

Direção: Fabiana Sabedotti

Promoção: Vozes do Pé Núcleo Artístico

Horário: 20h

Local: Cine- Teatro Ópera- Auditório B

Ingressos: R$ 15,00 – Preço promocional único

Contato: Fabiana 3027-4432

27/10/2012

‘Rainha do Rádio’ ilustra Semana de Comunicação

A apresentação divertiu a plateia e ajudou alunos a aprender mais sobre radiodifusão

A XXI Semana da Comunicação falou sobre 90 anos do rádio no Brasil e 72 anos nos Campos Gerais. Para ilustrar o assunto, a peça “A rainha do Rádio” foi apresentada no Grande Auditório da UEPG, na quarta-feira, 24/10. A atriz, Barbara Coque, encenou um monólogo, já apresentado na cidade, onde a frustração da personagem Adelaide Fontana é retratada, após a apresentadora ser demitida da emissora (‘Esperança do Interior’) onde trabalhou por 25 anos.

A apresentadora que tinha um programa de poesia resolve contar histórias sobre a vida pessoal e a dos habitantes da cidade, em seu último dia na emissora. A acústica do local não era apropriada para uma apresentação sem microfone, o que exigiu um esforço auditivo de quem estava mais ao fundo no auditório. Porém, a peça mostrava uma situação comum no ambiente de trabalho, a pressão dos superiores, o que fez a deficiência no som ser apenas um detalhe, visto que o público se mostrou interessado. O uso de palavrões e a sinceridade da apresentadora conseguiram arrancar algumas risadas do público.

Foto: Roseli Stepurski

A contribuição da peça ao evento foi realizar uma ponte entre as palestras e uma experiência radiofônica na prática, ainda que encenada. O momento foi também, um diferencial no evento que resgatou através de palestras, apresentações culturais e documentários, a história do rádio.

A Semana de Comunicação iniciou na segunda-feira, 22 e, até dia 26/10, contou com palestras de radialistas, dos veteranos que trabalham no ramo desde a inauguração do veículo na cidade aos atuais e ainda professores que falaram sobre o meio radiofônico atual.

Rebeca Gambassi

Serviço:

XXI Semana de Jornalismo

Universidade Estadual de Ponta Grossa

De 22 a 26 de outubro de 2012 – Entrada franca

27/10/2012

Fortalecimento espiritual, físico e material

Sukyo Mahikari, doutrina originária no Japão, mistura conceitos católicos e espíritas para promover sua arte

Diferente de ser classificada como uma religião, a Arte Sukyo Mahikari é definida como uma congregação que permite fortalecimento espiritual, físico e material. Em Ponta Grossa, o Dojo – local de aprimoramento espiritual – é freqüentado por pessoas que pertencem à religião evangélica a espírita.

O ritual de fortalecimento é individual. Os novatos recebem a orientação de um dos três coordenadores para terminar o ritual. Por mais que a Arte Sukyo Mahikari não seja ligada diretamente a uma religião, alguns conceitos assemelham-se à igreja católica, como o da oferenda e do perdão.

A claridade do lugar explica-se por um dos conceitos que norteia a arte. Para que a luz do Deus Su, o Deus Superior, consiga purificar a mente, o espírito e o corpo, é necessário que o lugar tenha janelas grandes e cortinas claras. O altar da congregação possui um vaso de flores, um quadro simbolizando o Deus Su e outro representando o Deus Material. A arte Sukyo Mahikari exige que, para participar do ritual, o indivíduo esteja descalço e com as mãos e boca limpas.

Apesar da Sukyo Mahikari promover a paz interior e limpeza espiritual, os conceitos parecidos aos da igreja católica podem afastar pessoas de outras doutrinas a procurar a arte. Mesmo que não seja considerada e classificada como uma religião, a doutrina parece ser uma mescla de vários conceitos já conhecidos socialmente, quando assemelha-se ao catolicismo por permitir o perdão, e ao espiritismo, por fazer ligações entre o mundo material e espiritual.

Thainá Kedzierski

Serviço:

Arte Mahikari – Purificação e Elevação Espiritual

Rua Padre Ildefonso, 342, Centro – Telefone: (42) 3224 8797

Funcionamento: De segunda a sexta das 9h às 20h     Sábados, domingos e feriados das 9h às 18h

27/10/2012

Diferentes autores para diferentes públicos

Livro Coletânea organizada pela prefeitura Municipal de Ponta Grossa reúne mais de 50 autores

                                                                                                                                             

Organizado pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Ponta Grossa, o livro Antologia alcança a 6ª edição. O conteúdo da obra formada por contos, poesias e crônicas é obtido através de concursos promovidos pelos departamentos de cultura municipal, estadual e nacional. Lançado em 2011, o livro contem 248 paginas.

As 53 obras publicadas possuem uma folha de rosto, que traz o título, o nome do autor e a cidade onde foi escrito. Cada poesia ocupa uma folha, deixando o verso da pagina em branco, assim há uma falta de aproveitamento de papel e o livro fica extenso. O tipo de papel usado nas paginas internas, branco, cansa a vista do leitor.

Cada obra tem um tema diferente, tratando de assuntos que vão desde a existência humana, ate assuntos que são do cotidiano, como a ressaca, calendário e flores. Não existe uma ligação entre os temas.

A capa do livro tem muitas cores e por isso chama a atenção do leitor. São riscos e manchas de canetas e pinceis, que não formam nenhum desenho em especifico, deixando para o leitor a tarefa de imaginar o que podem ser os traços.  É justamente essa liberdade de imaginar, que faz o leitor voltar durante a leitura para a capa, para ver imagens dos contos.

Por ser escrito em linguagem simples, torna-se acessível para que qualquer pessoa possa ler. A maioria das poesias é escrita por pessoas que trabalham no comércio de Ponta Grossa. O livro tem as medidas maiores que o padrão comum. Disposto em uma coluna, as linhas são extensas, o texto fica difícil de ler.

Carola Schüller

Serviço:

Antologia 2011 – concursos nacionais – contos

27/10/2012

Malandros da Resistência

Grupo Novos Malandros foi um dos convidados da Rádio Resistência na Semana da Comunicação, realizada no Campus Central da UEPG

 

Fugindo dos bares e da vida boêmia, o grupo de música brasileira Novos Malandros participou de uma das transmissões da Rádio Resistência no campus centro da Universidade Estadual de Ponta Grossa. Sem um dos integrantes, Arajan Cunha, desta vez o som ficou por conta dos músicos Nícolas Pedrozo Salazar na flauta transversal e Sérgio Falcão no violão.

Os instrumentistas embalaram o público presente no pátio da universidade com apresentações da música popular brasileira. Apenas com som instrumental, os músicos conseguiram transmitir para os espectadores a sensibilidade do chorinho de Pixinguinha, com a música Rosa. Além de Pixinguinha, os Novos Malandros exibiram outros clássicos do choro e da música popular. O som entoado pela flauta de Nicolas, em conjunto com o violão de Sérgio, não passaram apenas sensibilidade, mas alegria das canções.

A dupla conseguiu arrancar bons comentários de quem passava pelo pátio, senhoras que passavam pelo local pararam para ouvir. O som boêmio dos Novos Malandros é de uma qualidade que prende o público. Por ser em um palco simples e a céu aberto, o som ganha um tom mais caseiro, sem perder a qualidade. Em um espaço aberto, esse tipo de música que o grupo tocou só ganha, relembrando os bons tempos da boêmia do Rio de Janeiro, entoados num pequeno espaço de Ponta Grossa.

Os Novos Malandros nunca deixam a desejar quando o assunto é música brasileira. Conseguiram transmitir os melhores sentimentos que esse estilo contém até mesmo num dia nublado como foi na apresentação da Rádio Resistência.

Guilherme Artoff

Serviço:

Data: Quinta-feira, 25/10/2012, 12 horas

Local: Pátio interno do Campus Central UEPG

27/10/2012

Novo local e outros pratos que motivam apetite

Restaurante Luana ganha novo endereço, oferece melhor qualidade de serviço e ambiente agradável aos fregueses

O restaurante Luana, a partir do dia 22 de outubro, terá um local espaçoso para que os consumidores tenham maior conforto e um ambiente agradável durante a alimentação. Por ora, o restaurante serve como opções de pratos basicamente arroz, feijão, macarrão, puré de batata, saladas e carnes. Também são oferecidas sobremesas. A capacidade do local é de cerca de 100 pessoas. Há algum tempo, o estabelecimento funcionava em uma sala pequena, o que dificultava o movimento interno.

O Luana funciona como um Buffet. O preço do quilo é R$ 17,90 valor considerado caro para um cardápio tão raso. O local perdeu a característica caseira e intenção de ser econômico aos universitários, pois aumentou em seis reais o preço do quilo – no antigo local custa R$ 11,90. A escolha de bebida é feita no momento de pesagem do prato. Feito isso, o consumidor pode ir até a mesa e apenas se preocupa com o pagamento na hora de sair. Porém, vale ressaltar que o pagamento não pode ser feito com nenhum tipo de cartão, somente com dinheiro.

O serviço pode ser considerado eficiente, mesmo contando com apenas uma pessoa para fazer a limpeza das mesas. Outras duas para o serviço de caixa. A higiene pode ser considerada boa, pois o ambiente está sempre limpo e organizado. Os ingredientes são harmoniosos, mas, infelizmente, às vezes a comida já está fria. Com a mudança, algumas mesas não ficam mais em frente do banheiro, que, mesmo não tendo cheiro ruim, pode desagradar os clientes causando perda de apetite para os usuários.

Temitope J. Aransiola

Serviço:

Restaurante Luana

Novo endereço: Rua Francisco Búrzio, n° 608, próximo à Escola Bom Pastor.

Buffet: R$ 17, 90 por quilo.

27/10/2012

Sexo, drogas, rock’n roll e pelúcia

Filme de urso com vida que perde a popularidade e se torna irresponsável garante boas risadas no cinema

 

No ritimo de exibir filmes estrangeiros apenas dublados, o cinema do Shopping Palladium, de Ponta Grossa, traz agora Ted, um urso de pelúcia que possui vida. Do diretor Seth MacFarlane, criador de séries de animação da TV como Family Guy e The Cleveland Show, o filme agrada quando se trata de efeitos especiais.

O urso consegue passar a sensação de realidade, e a interação dos atores com Ted se encaixa com perfeição, fato que pode ser notado em cenas de confronto. Ponto positivo não apenas ao diretor, mas também aos atores e à sonoplastia. A trilha sonora do filme se baseia apenas na música Flash, da banda britânica Queen. Uma boa sacada, já que a música é tema do filme Flash Gordon (1980), o preferido de John, dono do urso interpretado por Mark Wahlberg.

Foto: Divulgação

Outro aspecto original de Ted é que vários clássicos do cinema são citados durante o longa, pois um dos hobbies de John e do urso é assistir a filmes antigos enquanto se drogam no sofá. No início, o enredo se parece como um filme infantil sobre o natal, uma criança sozinha que ganha um brinquedo e pede para que ele tenha vida, o que pode desanimar o espectador.

Entretanto, com o desenrolar da história, essa sensação desaparece, e Ted ganha sucesso na mídia com a mesma velocidade que a perde. John chega aos 35 anos, morando com o urso e com pouca responsabilidade no emprego, é obrigado por sua namorada Lori, interpretada por Mila Kunis, a escolher entre uma vida adulta com ela ou a sua vida atual com Ted.

Ted possui um toque romântico, mas o público consegue se divertir com o urso irônico e irresponsável que proporciona cenas engraçadas baseadas em sexo e em uso de drogas.

Camila Gasparini

Serviço:

Diretor: Seth MacFarlane

Gênero: Comédia. Classificação: 16 anos. Distribuidora: Paramount

Horários: sexta-feira, sábado, domingo, segunda-feira e quarta-feira 17h30 e 19h30; terça-feira e quinta-feira 19h

27/10/2012

Boa iniciativa e execução, com falha na divulgação

Cobertura da XXI SeCom garante dinâmica do evento, porém falha na divulgação do material audiovisual

Entre os dias 22 e 26 de outubro, o curso de Jornalismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa promoveu a XXI Semana de Comunicação. O tema escolhido neste ano para a discussão foi “História do Rádio – 90 anos no Brasil e 72 anos nos Campos Gerais”. Durante a semana, alunos do curso desenvolveram cobertura diária do evento através de pequenas filmagens, realeases que, posteriormente, foram disponibilizados através do canal You Tube.

A iniciativa, agregada a disciplina de Assessoria de Comunicação, tem como professoras coordenadoras Paula Melani Rocha e Maria Lúcia Becker. O projeto contribui para dinamizar a cobertura do evento, que já conta com o periódico informativo Correspondente da Semana, também feito pelos alunos, que divulga informações sobre as palestras e atividades através de um jornal mural exposto diariamente no ambiente onde são realizadas as palestras.

 As gravações possuem, em média, quatro minutos de duração, e apresentam entrevistas com os palestrantes do dia, relatos de professores do curso de Jornalismo, depoimentos e impressões dos ouvintes, proporcionando um maior entendimento sobre o assunto para quem não acompanhou presencialmente o evento, de forma a agendar as atividades para o dia seguinte, servindo, também, como forma de registro da XXI SeCom. O ponto negativo foi a falha divulgação diária do material pelas redes sociais, sendo algo de fácil execução. Dessa forma, uma das principais características atribuídas ao jornalismo foi prejudicada: a factualidade.

Angélica Szeremeta

Serviço:

Link para o vídeo: http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=18xBIAHuw90

XXI Semana de Jornalismo – Universidade Estadual de Ponta Grossa

De 22 a 26 de outubro de 2012 – Entrada franca

26/10/2012

Criticar é opinar

A disciplina de ‘Crítica de Mídia’ não foi feita para que os alunos do curso de Jornalismo saiam da UEPG como especialistas em determinadas áreas culturais. O objetivo é que aprendam a analisar produtos midiáticos de forma crítica, sem se deixar levar pela percepção rasteira que a maioria do público brasileiro tem. É como se fosse o modo ‘macro’ de uma câmera fotográfica, onde se aproxima a visão e percebe-se que nem tudo é tão perfeito ou simétrico assim.

Visto isto, os textos do ‘Crítica de Ponta’ ainda não chegaram ao ‘macro’ das produções midiáticas e culturais de Ponta Grossa. O leitor não abre o blog para ler uma descrição de determinado evento ou como é produzido certo programa. Ele quer uma opinião crítica (seja elogiando ou apontando os erros).

Os textos ainda pecam pela quantidade de aspectos que o autor acha que precisa colocar. Não é a quantidade de erros na revista ‘ACIPG em Ação’ que me dá um olhar crítico sobre ela, ou a falta de espaço do ‘Imperial Lounge Bar’, ou então como é editado o programa ‘Especial Social’.

Fazer crítica não é fazer um balanço entre as coisas boas e ruins do produto analisado, deixando a decisão sobre a qualidade ao leitor – isto acaba se tornando um desrespeito a quem usa alguns minutos da sua semana para saber o que o público (representado pelos alunos que constroem o Crítica de Ponta) está achando de determinado produto e, ao finalizar a leitura, percebe que quase nenhum texto emitiu uma opinião. Fazer crítica é deixar bem claro, desde o início do texto, se vale a pena ou não conhecer tal programa, um restaurante, um jornal etc.

Erros

Atenção pessoal da edição para erros gritantes nos textos. Repetições de palavras/termos em uma única frase (‘uma vez que’ / ‘cantor’), sigla sem denominação (só explicaram o que é a ACIPG no segundo parágrafo), falta de informações no serviço (onde e em quais datas está sendo exibido o filme ‘Hotel Transilvânia’ e quanto custa a marmita do Costelão?) e termos em língua estrangeira sem tradução (o que significa ‘Freedon I’Know’?). Ah… e a ACIPG não tem a função de representar os funcionários de empresas, e sim os empresários, industriais e comerciantes. Funcionários ficam a cargo dos sindicatos.

Acertos

Mas tem críticas fundamentadas nos textos ‘Onde o universitário tem voz e vez’ (apesar do título ruim e de alguns erros de edição), ‘Lembrança de casa na mesa dos estudantes’ e ‘Livraria itinerante com preço de sebo’. Agendar um evento a partir de determinado cantor foi uma boa sacada da primeira crítica, enquanto a segunda usou bem a percepção sentimental e nutricional e a terceira mostrou as vantagens de se comprar na ‘minifeira’ ao comparar os preços dos livros.

Eduardo Godoy