Archive for Setembro 18th, 2012

18/09/2012

Esclarecimento

Entender uma crítica é fundamental para democratizar a mídia

Breves esclarecimentos sobre análise publicada no blog Crítica de Ponta

 Depois do direito a criar, é o direito de criticar o

dom mais valioso que a liberdade de pensamento

e de expressão pode oferecer”(V. Nabokov)

 Uma das virtudes do jornalismo está na capacidade de ouvir e não apenas falar. E, com os comentários postados no blog, a partir da crítica realizada por uma estudante do curso de Jornalismo da UEPG, novamente, o grupo exercitou a tarefa de ouvir, ler e avaliar, didaticamente, a experiência da crítica.

A recente crítica sobre o trabalho da Rádio Sucesso Web (publicada em 07/09/2012) gerou reações – de ouvintes, internautas ou integrantes do grupo gestor do site. O problema, como é de hábito para quem acompanha e faz análises frequentes da produção midiática, não é a reação, mas a forma como algumas respostas ou comentários são apresentados. Em alguns poucos casos, lamentavelmente, de forma um tanto agressiva ou ríspida, como se o objetivo de fazer uma crítica fosse um ataque ou desprestígio.

Como se vê, o problema reside no que se entende por crítica e daí algumas reações, talvez, despropositais. E, pois, pouco democráticas. Quem pensa e faz a mídia deve conviver com práticas democráticas, onde o direito de ver e analisar um produto ou serviço deve ser respeitado. E, para isso, toda crítica deve, igualmente, ser respeitosa.

Uma rápida, mas atenta leitura ao texto publicado no Crítica de Ponta (https://criticadeponta.wordpress.com/2012/09/07/sucesso-apenas-na-nomenclatura/) pode confirmar que não há, em momento algum, qualquer ataque ou desprestígio ao espaço analisado. Até porque não é este o objetivo do espaço experimental que, toda semana, procura discutir e analisar os mais diversos produtos, serviços e espaços de mídia existentes em Ponta Grossa. Parte do currículo do curso de Jornalismo pela UEPG, a Crítica de Mídia é realizada para os futuros periodistas aprenderem a analisar, escrever, ler e ouvir críticas, tanto negativas quanto positivas. Todo meio de comunicação deve estar aberto a críticas, pois é com opiniões diversas que se forma e se consolida um projeto editorial (seja jornal, revista, TV e até mesmo uma radio web).

Como blog e parte do curso de Jornalismo, o Crítica de Ponta procura melhorar e aprender com críticas, mesmo que algumas, eventualmente, se pautem pela ausência de informação. E isso vale, também, aos produtos do próprio curso de Jornalismo. Aliás, basta um giro ou leitura do que já se publicou no Crítica de Ponta para confirmar que várias críticas têm por objeto e tema exatamente as atividades experimentais do Curso. E isso não é pouco, pois são divulgadas inúmeras edições nos mais diversos formatos jornalísticos.

Os estudantes de Jornalismo da UEPG, responsáveis pelas críticas com a orientação de professores, não escondem sua produção. Tanto que divulgam e aguardam manifestações, desde que com elegância e cordialidade, pois o diálogo é parte da aprendizagem e da formação profissional. Afinal, discordar é parte da condição de expressão humana e cidadã.

A crítica publicada sobre a Rádio Sucesso Web não tem nenhuma inverdade e tampouco agressão, apenas uma análise pontual do produto em questão. Mas, como toda crítica, pode ser contestada. E os estudantes de Jornalismo estão desenvolvendo o democrático hábito de aceitar críticas, respostas e manifestações contrárias, como parte do processo de aprimoramento da produção textual. E isso também é parte da democracia, pois não se pode esperar unanimidade em ações humanas, que precisam ser constantemente aperfeiçoadas. Por fim, o blog Crítica de Ponta, bem como todos os demais espaços de produção laboratorial do Curso de Jornalismo da UEPG, estão abertos para dialogar com os mais diversos setores sociais. E, pois, não seria diferente com os colegas – gestores, internautas ou ouvintes – da Rádio Sucesso Web.

Coord. Editorial Crítica de Ponta, 17 de setembro de 2012

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18/09/2012

Não vale interpretar como quer, pois é senso comum

Nesta semana a ombudsman é quase um feedback. Ao que parece, os escritores estão melhorando gradativamente e entender a função de uma crítica já não é mais drama. Contudo, o que ainda parece meio nebuloso é que “na crítica sua opinião não interessa, interessa sim, sua interpretação”. A sugestão é parar com os achismos e que os argumentos sejam aprofundados. Pode parecer clichê, mas está totalmente ligado a qualidade de um texto.

Outro ponto interessante da edição é que foram dados diferentes enfoques a um mesmo tema. Isso é ótimo, porque os leitores percebem o quanto um evento pode ser carregado de elementos a serem apreciados. Parabéns à equipe pelo esforço e por melhorar a cada edição, mas ainda faltam alguns passos para boas críticas em todas as editorias. E, pois, aos erros e acertos da semana!

BOM

Enfim, uma verdadeira crítica. O ‘Livro Aberto’ da edição aproveitou o gancho da Semana Literária e a autora conseguiu, de forma leve e criativa, trazer uma parte importante do evento. Além disso, os argumentos vão além de meras observações e são trazidos dados, como o número de participantes e informações prévias sobre o autor em questão. Aqui o sentido do serviço está muito além de local/hora, mas vai ao encontro de um ponto fundamental no exercício da crítica: Informação + Serviço + Crítica.

Parece que os escritores do blog estão prestando atenção no que diz o “ombudsman”. No texto de ‘Entrelinhas’ há uma oportuna abertura com início retirado do próprio jornal analisado. Além disso, a crítica apresenta descrição, que permite ao leitor imaginar o material em questão. O texto está de acordo com os propósitos de uma crítica para veículos informativos impressos ou on-line, pois discute elementos importantes como orientação editorial e pluralidade de fontes.

O texto de ‘Em cena’ utiliza o mesmo gancho da editoria ‘Livro Aberto’, e os recursos textuais são diferentes. A autora descreveu minuciosamente, contextualizou e deu forma, o que não torna o tema repetitivo, apenas analisa o mesmo evento sobre outro enfoque.

‘Pratos e Drinks’ deixa qualquer um com vontade de provar ‘empanadas’. O texto foi bem descritivo, mas mesmo assim não deixou a desejar sobre informações pertinentes. Tudo muito bem distribuído em uma crítica com abertura convidativa e expressões para seduzir o leitor.

MÉDIO

Os elementos discutidos no texto sobre a apresentação do cantor Ratto demonstram pesquisas prévias da autora, mas faltou um pouco mais de argumentação, só observar e descrever não faz sentido. Afinal, aqui, é preciso ter um olhar crítico sobre produtos culturais.

Em ‘Outros Giros’ o gancho ainda é a Semana Literária, mas parece que a autora deu mais importância ao do que ao local escolhido para o texto. Apenas nos primeiros parágrafos foi possível perceber que o ‘personagem’ era o Centro de Cultura, depois tudo ficou muito ligado ao evento e pouco ao verdadeiro sentido da editoria.

‘Na Tela’ trouxe um bom texto, com descrição e contando bons momentos do filme analisado e, além disso, trouxe uma boa contextualização histórica. Contudo, começou de forma abrupta e só mostrou o porquê o filme foi escolhido para o blog no final.

A crítica sobre os horários eleitorais (HGPEs) não poderia ter entrado em melhor edição. Porém, mesmo com boa intenção, o autor deixou o texto monótono e pouco convidativo, falando tudo o que o leitor/eleitor já sabia. E analisou mais o horário em si, do que suas características no rádio.

RUIM

A editoria ‘Na Tela’ ficou muito superficial e foi muito mais uma descrição do programa do que qualquer tipo de comentário e passa muito longe de uma crítica. Durante todo o texto a autora é muito incisiva, reclama e pouco fundamenta, mas no fim traz uma frase – “Nota-se que o programa alcança a população, pois traz vários apoios”- que parece querer se desculpar por tudo que foi dito no começo.

Marina Alves

 

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