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03/09/2012

Autocrítica é fundamental

A primeira impressão obtida com a leitura do blog esta semana foi de que as críticas foram escritas às pressas e não houve tempo para as correções necessárias e para aprofundar melhor os assuntos. Frases muito longas, problemas de pontuação, concordância e acentuação gráfica atrapalham a leitura e deixam alguns textos confusos.

A crítica convence pelo conjunto da obra. De nada adianta utilizar ótimos argumentos e pecar na gramática. Errar é humano, mas quando se analisa um produto ou serviço, o cuidado com os erros deve ser muito maior, porque a crítica envolve responsabilidade. Não se pode correr o risco de ouvir a famosa frase: “como fulano pode me criticar se mal sabe escrever direito?” Assim como os eleitores desejam algo a mais dos candidatos a cargos públicos na cidade (Antena), os leitores do blog esperam a utilização correta do português pelos futuros jornalistas.

Na editoria Livro Aberto, o que o autor quis dizer com “livro pequeno” no subtítulo do texto? O livro é pequeno no tamanho, na qualidade ou no número de páginas? O uso dos adjetivos precisa ser analisado dentro do contexto para evitar ambiguidades ou falsas percepções. Além disso, termos como “trás” e “traz” possuem significados diferentes e é preciso muita atenção na hora de utilizá-los.

Pode ser apenas coincidência, mas nas últimas quatro semanas a categoria Pratos & Drinks tratou duas vezes sobre pizzarias. O blog precisa de diversidade para se manter atualizado e interessante. Não custa esperar algumas semanas para escrever sobre temas tão semelhantes, muito embora os locais sejam diferentes. O mesmo ocorre com as editorias Antena e Na Tela. Como ambas tratam de programas políticos, um no rádio e outro na TV, as críticas acabaram ficando parecidas.

Entre Linhas conseguiu fazer dos murais da UEPG um tema inovador e interessante. A busca por um olhar diferenciado sobre coisas aparentemente banais pode render bons frutos. Faltou uma foto para completar a editoria, algo simples para quem está na Universidade todos os dias.

Em Cena consegue captar o espírito do espetáculo e transmiti-lo ao leitor que não assistiu à peça. Dá quase para imaginar a expressão de surpresa dos espectadores ao fim da apresentação. Desde o título, muito bem elaborado, até os pequenos detalhes, como o ruído respiratório dos atores, não passaram despercebidos e ajudaram a compor uma crítica muito bem fundamentada.

A arte de escrever bem depende do exercício da escrita!

Fernanda Rosas