Archive for Maio 18th, 2012

18/05/2012

Uma ode ao sentimento e aos anos 80

Novo álbum do grupo Nenhum de Nós demonstra sonoridade madura

A década de 1980 foi marcada por bandas de rock que conquistaram o público e depois voltaram a fazer sucesso nos anos 2000. Esse foi o caso de grupos como Engenheiros do Hawaii, Ultraje a Rigor e Nenhum de Nós, que se apresenta no próximo dia 26 na Play Acoustic Bar. A banda existe desde 1986, quando lançou o primeiro sucesso, a faixa “Camila, Camila”, que aborda a violência contra a mulher.

Em 2011, o Nenhum de Nós lançou novo álbum, Contos de Água e Fogo. Produzido em parceria com Ray Zimmer, a compilação de 13 músicas inéditas, apresenta faixas diferentes entre si, e utilização de elementos como sintetizadores, gaitas, e violinos. O álbum lembra trabalhos anteriores da banda, exceto pelo uso de guitarras mais pesadas. O destaque vai para a faixa Corrente, que demonstra a qualidade técnica instrumental. A música de trabalho Último Beijo é, sem dúvida, a mais pegajosa, com o refrão “tudo sempre igual, sempre igual”, ganhando o ouvinte pela repetição. Exatamente Igual, expõe melancolia através da mistura harmônica de guitarra, violino e voz.

Foto: Divulgação

O antes trio, e agora quinteto, mostra mais entrosamento que nos anos 80, lança um álbum mais pop e ao mesmo tempo mais pesado que os anteriores, mas cumpre a função de agradar ao público já conquistado. A maturidade dos integrantes talvez influencie nas letras da banda que, mesmo por falar de amor, têm melhores arranjos e composições, sem fugir da proposta inicial do grupo. As músicas de Contos de Água e Fogo servem em uma apresentação, como bons intervalos para os sucessos de Nenhum de Nós.

Thaís Belluzzo

Serviço:

Banda: Nenhum de nós
Álbum: Contos de Água e Fogo

Gravadora: Imã Records

Audição disponível no site da banda: http://www.nenhumdenos.com.br/

18/05/2012

O importante não é ser melhor que o outro

Academia Azuma treina atletas para prática do Judô e educa mente para pensar com velocidade e exatidão

O Judô, uma das artes marciais mais conhecidas, vem do japonês “Juu Dou”, caminho suave. Além de exercitar o físico, o esporte trabalha com a mente e a disciplina. Mais do que uma simples prática marcial, a arte objetiva criar cidadãos íntegros, através da concentração. Durante treinos e competições leva-se em consideração o respeito aos colegas e ao ‘Sensei’- termo designado para representar o mestre.

A Academia Marista Azuma Judô surgiu há 12 anos, em fevereiro de 2000, funciona dentro do colégio Marista Pio XII, e é aberta para todos os alunos da instituição, bem como para a comunidade. Para o Sensei Neto, a academia tem o objetivo de “formação do ser”. O judô, além de incentivar a competitividade, busca mostrar ao atleta que, mais que uma luta, o esporte é um meio de aprendizagem.

Foto: Camila Higachi

O diferencial é que a academia divide os objetivos da prática do judô de acordo com a faixa etária. Azuma treina os atletas para que desenvolvam técnicas para competições, como a 1° etapa do circuito ponta-grossense de Judô. Nesta competição, 11 dos 16 atletas da academia Marista Azuma subiram ao pódio, mostrando potencial e representatividade dos atletas. O próximo circuito está previsto para junho e os competidores treinam para, novamente, conquistar vitórias.
Por se dividir em quatro etapas durante o ano, o circuito ponta-grossense difunde a prática esportiva do Judô e atrai público fiel, dentre eles praticantes, estudantes e ‘senseis’. Em comparação com outras competições municipais, como o JEM e Jogos da Primavera, que promovem circuitos de esporte uma vez ao ano, o diferencial do Circuito de Judô, é que acontece quatro vezes ao ano e vem crescendo cada vez mais.

Camila Higachi

 

Serviço:

Academia Marista Azuma de Judô

Site Oficial:http://azumajudo.orgfree.com/

Local: Colégio Marista Pio XII,Rua Rodrigues Alves, 701 – Jardim Carvalho – Ponta Grossa/PR

18/05/2012

Vida de um gauche contada no cinema

Documentário propõe análise descritiva e pouco crítica sobre escritor do século XX

 

Retratar a vida de um ilustre poeta brasileiro. Este é o propósito do documentário Poeta de sete faces, escrito e dirigido por Paulo Thiago em 2002. Com duração de 94 minutos, a produção conta a trajetória de Carlos Drummond de Andrade, falecido em 1987. O filme foi exibido e discutido em 28 de Abril, no projeto Diálogos entre Literatura e Cinema, realizado pelo Departamento de Letras da UEPG.

A ideia do título refere-se ao Poema de sete faces publicado em 1930. Nele, Drummond faz algumas críticas sociais e se considera um gauche, uma figura ‘esquerda’, excluída da sociedade. Nesse contexto, o documentário revela a vida e obra de Drummond, desde momentos que perpassam a juventude até os instantes que antecederam sua morte. Com tantas informações, o espectador pode sentir dificuldade em compreender a obra, sobretudo aquele que não teve contato com a literatura ‘Drummondiana’.

O ator Carlos Gregório interpreta o papel principal de forma satisfatória. Além de semelhanças físicas, a interpretação traça quase fielmente o perfil do personagem, marcado pelo silêncio. No decorrer da história, pode-se observar características da personalidade de Drummond, um funcionário público e mero observador da realidade.

Foto: Divulgação

A obra é enriquecida com música, dança e teatro que dinamizam o enredo. Porém, a diversidade deixa a poesia em segundo plano. Trechos e estrofes de textos menos conhecidos poderiam ser citados e comentados no filme. Enfim, o Poeta de sete faces revela a dificuldade biográfica em resgatar a vida de um autor cuja obra é vasta, mas que não tinha interesse na fama.

Antonio Correia

Serviço:

Documentário “O poeta de sete faces” (Brasil, 2002)

Autor e direção: Paulo Thiago

Duração: 94 minutos

Classificação: livre

Como assistir: Disponível em DVD, pode ser comprado pelo site: http://www.interfilmes.com/filme_14195_poeta.de.sete.faces.html

Também está disponível no Youtube dividido em 9 partes: http://www.youtube.com/watch?v=nIaiw_ZC08k

18/05/2012

Viagem pela informação sem sair do sofá

Mensalmente, revista Panorama do Turismo traz ao leitor conteúdo de diferentes ambientes sulistas

 

A proposta da revista Panorama do Turismo é levar ao público um conteúdo centrado na atividade turística. Em seu sétimo ano, a edição número 84 traz uma matéria especial sobre a Itaipu e foca nos pontos e espaços turísticos dos três estados sulistas.

Com linguagem simples e direta, temas como gastronomia e hotelaria são recorrentes nas 24 páginas da revista. No entanto, algo que chama a atenção é o fato das matérias gastronômicas darem destaque à pizza e não à culinária tradicional do sul, como o barreado, churrasco ou o arroz-de-carreteiro.

Apesar da publicidade presente em quase todas as páginas, a disposição gráfica é bem feita. A edição utiliza fotos e cores que atraem o leitor. Porém, é preciso atentar para a capa, que poderia trazer mais informações sobre o conteúdo interno.

Foto: Dilvugação

A matéria ‘Hidrelétrica de Itaipu também gera emoções’ cumpre seu papel e trabalha não só explicando a área, como mostra os atrativos e contextualiza o tema, deixando a leitura dinâmica. ‘Pés no chão, olhar para o alto’ tem um enfoque interessante ao mostrar as particularidades artísticas no topo dos prédios e templos históricos de Curitiba. Contudo, poderia ter sido melhor explorada e não restrita a três pequenos parágrafos. Já ‘Ponta Grossa preserva patrimônio histórico’ foge da realidade. Tirando alguns pontos, o que se vê na cidade é o descaso, melhor ilustrado pelo Cine Império.

Além dos 10.000 exemplares distribuídos gratuitamente em hotéis, postos de informação turística e outros locais, a revista pode ser encontrada no formato digital e pdf.

Edgar Ribas

Serviço:

Revista Panorama do Turismo

Edição 84/2012

www.panoramadoturismo.com.br

Editor e Jornalista responsável: Júlio Cézar Rodrigues

18/05/2012

Pré-história atual aos olhos estrangeiros

Nascida nos Campos Gerais, autora de livro alerta população sobre a depredação de artes rupestres em Piraí do Sul

Já estava na hora de uma obra sobre as pinturas rupestres na região dos Campos Gerais. Nada mais justo que uma autora nascida em Piraí do Sul fizesse este trabalho. Cinara de Souza Gomes, desde pequena na fazenda de seus pais, interessava-se pelos desenhos ‘diferentes’ nas rochas, e adulta tornou-se historiadora. Como forma de realizar os sonhos de menina e alertar o governo sobre a depredação da arte pré-histórica estadual, ela escreveu o livro As representações geométricas e zoomorfas da tradição planalto – A arte nos Campos Gerais.

A obra é dividida em quatro capítulos que tentam, respectivamente, revisar a cronologia dos registros das pesquisas realizadas por Cinara, as tradições pré-ceramistas Umbu e Humaitá, a memória rupestre e, por último, uma avaliação dos sítios arqueológicos de Piraí do Sul. A estética do livro é bem apresentada com o uso de várias imagens e ilustrações, fazendo com que o leitor sinta-se atraído pelo texto.

Com a menção de autores da arqueologia brasileira e internacional, Cinara mostra suas ideias, porém não tira conclusões próprias sobre o assunto. Ao divagar sobre a história da pintura rupestre, a autora esquece suas pesquisas em Piraí do Sul, colocando apenas no último capítulo as observações da arte pré-histórica na região.

Apesar dessa falha, o trabalho de Cinara é valioso para a cultura dos Campos Gerais, talvez do Brasil. Na conclusão, a autora avisa: esta foi apenas ‘a ponta do iceberg’. Espera-se que, em um próximo livro, ela traga um pouco mais da história da região e não se perca em citações de outros autores.

Marina Demartini

Serviço:

Livro: As representações geométricas e zoomorfas da tradição planalto – A arte nos Campos Gerais

Autora: Cinara de Souza Gomes

Editora: Imprensa Oficial do Governo do Estado do Paraná – Secretaria da Cultura

Número de páginas: 87

Preço: Não Divulgado

 

 

 

 

 

 

 

18/05/2012

Museu em formato de Vila Histórica

Parque Histórico de Carambeí atrai turistas de toda região dos Campos Gerais

Construído em homenagem ao centenário da colonização holandesa no Brasil (1911-2011) e principalmente nos Campos Gerais, instalado num terreno de 100 mil m², o Parque Histórico de Carambeí (PHC) foi inaugurado dia 4 de abril de 2011, data oficial comemorativa do centenário. A primeira ala do Parque é constituída pela Casa da Memória, que está instalada num antigo e preservado armazém, o primeiro em alvenaria de Carambeí. O propósito é apresentar a evolução do modelo cooperativo da agroindústria de grãos, laticínios e derivados. Ao lado encontra-se o Museu do Trator e um canal, com uma ponte vinda especialmente da Holanda. O Koffiehuis é o recinto comercial onde são servidas as tortas (doces) que se destacam na gastronomia local.

O PHC é uma maquete em tamanho real das primeiras construções da Vila de ‘Carambehi’. E, no espaço, encontram-se o Museu das Borboletas; Estação de Trem; Chácara Holandesa; Igreja; Casa de Imigração; Museu da Presença Holandesa no Brasil; Museu do Leite; Matadouro; Escola; Marcenaria; Ferraria; Museu da Madeira; Monumentos. A área foi construída com o objetivo de preservar a memória de uma história de lutas e vitórias de imigrantes holandeses em um novo país.

Em qualquer área do PHC pode-se observar o horizonte amplo de campos abertos e agricultura local. Grama cuidada e jardins ajudam a compor um ambiente campestre, limpo e tranquilo. Os objetos dispostos, tanto nas áreas externas quanto dentro dos recintos, foram realmente utilizados pelos colonos. O PHC é um museu ambientalizado, local agradável para um passeio em qualquer época do ano.

Roseli Stepurski

Serviço:

Parque Histórico de Carambeí

Av. dos Pioneiros – Carambeí Pr

Fone: 42 3231-5063

Horário: de terça-feira a domingo das 11h às 18h.

Valor: R$ 20,00

Dos 6 aos 12 anos e estudantes com carteirinha, meia-entrada.

18/05/2012

Concurso para agradar palcos e públicos

Grupos de teatro de Ponta Grossa serão premiados para se apresentar na cidade

O Concurso de Seleção para Concessão de Prêmios para ‘Circulação de Espetáculos de Teatro’ foi um dos editais lançados em 2012 pela Prefeitura Municipal de Ponta Grossa, através da Secretaria de Cultura e Turismo. As inscrições encerraram dia 10 de maio e serão premiados cinco projetos de espetáculos. Cada grupo vencedor receberá R$ 3000,00, sendo R$ 1000,00 após confirmação dos vencedores e R$ 2000,00 depois que as apresentações forem realizadas. Serão 10 encenações em locais diferentes da cidade.

A proposta incentiva os produtores e atores de teatro locais. Os grupos teatrais ganhadores terão o compromisso de mostrar ao público ponta-grossense mais espetáculos ao longo do ano. A proposta é simples, pois o que acontece é que, fora de época de Fenata (Festival Nacional de Teatro), as equipes teatrais da cidade não têm tanta visibilidade. É um investimento que agrada aos grupos de teatro, que terão verba para produzir e também ao público que reclama por mais opções culturais.

No dia 17 de maio, a comissão julgadora se reuniu para avaliar os DVDs das sete produções inscritas. Os jurados são formados apenas por pessoas da área teatral. Duas das características avaliadas foram qualidade e viabilidade. Assim, há uma certa garantia de que os espetáculos serão chamativos. Também o que confere credibilidade às peças é que um dos segmentos do edital confere que cada projeto tenha pelo menos um integrante que curse ou seja formado por um curso técnico, de graduação ou possua DRT (registro teatral) na área artística, informações comprovadas com documento oficial.

Nicoly França

Serviço:

Edital: http://www.pontagrossa.pr.gov.br/files/smc/2012/edital-circulacao-de-teatro-2012.pdf

Data: de 01 a 10 de maio

Escolha da comissão: 17 de maio

18/05/2012

Rapidez eficaz, informação de menos

Programa “De repente”, do jornalista Felipe Andreoli, na rádio Mix, deixa a desejar na qualidade das notícias

Desde 25 de julho de 2011, o jornalista Felipe Andreoli possui um programa na rádio Mix. Em Ponta Grossa, a rádio é sintonizada na frequência 94.7 FM. Intitulado “De primeira”, o quadro comenta sobre os principais assuntos do esporte nacional e mundial. Seguindo a linha de outros programas do gênero, Andreoli busca repercutir principalmente o futebol, como no programa de 16 de maio de 2012, onde falou sobre os próximos jogos da Copa do Brasil e da Libertadores da América, e o que o torcedor poderia esperar do time do coração.

O programa vai ao ar quatro vezes ao dia em horários diversos: 09h25, 10h25, 11h55, 12h35, 16h55 e 21h25. O grande problema é que o quadro é extremamente curto, não chegando nem a 5 minutos de duração. Andreoli faz comentários demasiadamente rápidos que tendem a não acrescentar nada de diferente na informação do ouvinte. Além de que, todas as edições entram com atraso de pelo menos 10 minutos, o que acarreta na falta de padronização na grade de programação, deixando o ouvinte confuso.

Foto: Divulgação

Como a rádio possui um caráter jovem, passa a maior parte da programação tocando músicas dos gêneros pop, rock, eletrônica e emocore, e deixa a desejar no cunho jornalístico, já que o programa “De primeira” é o único informativo. Com o pouco tempo que tem, Felipe Andreoli procura atender ao critério do público, repassando as notícias de forma descontraída e de maneira engraçada, pincelando tudo que possa interessar aos ouvintes sobre as últimas rodadas das competições.

Andressa Elesbão

Serviço:

Rádio Mix FM (94.7)

Localização: Rua 15 Novembro, 515 – Centro.

Site:http://www.mixfm.com.br/