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25/03/2012

Excesso de descrição, carência de análise

Segunda rodada de críticas e volta ao blog a figura que representa cada editoria, porém, foi esquecida em um dos textos da semana. Atenção para a revisão. Erros de colocação de vírgulas, por exemplo, podem mudar o sentido das frases.

Independente de proporcionar a chance de escrever de maneira mais livre e criativa, determinados critérios não podem ser esquecidos na critica. A maioria dos textos apresenta palavras repetidas, que, por sinal, não são difíceis de substituir. Em “Parquinho novo, praça lotada”, várias palavras se repetem, inclusive “bairro”, que aparece duas vezes em uma mesma frase. No mesmo texto o excesso de descrição chama a atenção.  Descrever o local é interessante nesse caso, mas não deve se ater a isso.

Quando o leitor busca uma crítica  antes de conhecer o produto, provavelmente quer ter uma ideia do que ele é, afim de decidir se convém ou não experimentar. Em “Semeada. cultivada e agora adubada”, a autora propicia isso ao leitor quando relaciona o trabalho do disco escolhido com o de outras bandas mais conhecidas. Vale destacar um maior cuidado com termos não muito familiares do público, como “dub”, por exemplo. Percebe-se a tentativa da autora explicar o termo, mas falta clareza na explicação. O Planta e Raiz estará em Ponta Grossa no fim de março/2012, o que poderia ser indicado na critica para tornar o gancho forte.

 Já em “Os dez mandamentos implícitos na reflexão cotidiana”,  as informações da linha de apoio não conversam com o texto. Quem não conhece os filmes chega a se sentir perdido e com dúvidas ao final da crítica.

Decisão acertada da nova equipe do Crítica de Ponta ao trazer para o blog uma editoria de esportes. No texto da semana a autora traz um enfoque diferente ao não criticar um campeonato, e sim o trabalho de uma equipe. Mas cuidado, textos com essa característica exigem do autor um grau de conhecimento e familiaridade com o assunto, o que ficou explicito no texto da semana. Outro acerto está no tema escolhido, é importante trazer uma variação de modalidades na editoria e não apelar apenas para a popularidade do futebol.

Além de mais atenção aos erros corriqueiros, sugere-se que as ações esportivas façam parte da agenda do Crítica de Ponta.

Para o leitor, é muito vago imaginar um espaço apenas quando o texto o qualifica. É preciso dar os elementos necessários para o público entender o que o autor considera grande ou pequeno, por exemplo. Por fim, tragam suas visões e impressões. É preciso análise e contextualização, se não a critica torna-se apenas um texto descritivo e perde seu propósito.

Marrara Laurindo