Erros que persistem

Como exercício didático/pedagógico, é necessário novamente apontar as falhas dos críticos nos textos da presente semana, com vistas ao refinamento da escrita e como registro para a turma vindoura de autores do blog. Sobre o conjunto, parece que o descuido inicial dos produtores foi o da não leitura do texto doombudsman da semana passada, pois os erros vistos são os mesmos dos apontados anteriormente, com o acréscimo de outros.

Falando dos deslizes repetidos, encontra-se a falta de padrão redacional. Exemplos estão no texto ‘Informação de quem e para quem?’ e ‘Criticar de modo literal’, onde se escreve pontagrossense quando a grafia usual é ponta-grossense. Os estrangeirismos ora estão escritos em itálico e ora não nas críticas ‘De volta ao planeta dos macacos’ e ‘Como não fazer coberturas ao vivo’. Usos indefinidos de titulações (Avenida, Doutor) também estão presentes. Se não existem padrões pré-estabelecidos, a edição deve resolver tal situação.

A reprodução de vocábulos em um curto espaço é observada em quatro dos sete obras. O caso mais grave está na produção de ‘Informação de quem e para quem?’ onde a palavra texto(s) é repetida em quatro linhas sequenciais.

As adjetivações vazias foram recorrentes na editoria ‘Vitrola’. Dizer que ‘O Centro de Eventos estava cheio para o show’, que ter ‘letras boas e contagiantes, faz da banda um sucesso quase que absoluto’ e que o público foi embora ‘bastante satisfeito’, não transmite informação mensurável, contrariando as expectativas do leitor, que quer saber detalhes da apresentação mesmo sem ter estado lá. O problema com adjetivos vagos está presente em ‘Outros Giros’, quando a autora fala que ‘[o] local parece prezar’. O espaço preza ou não preza? Especifique! O quanto é esse preço ‘um pouco salgad[o]’ referido? Aliás, tal crítica poderia comparar o valor dos alimentos servidos ali com de outros lugares para que o leitor tirasse suas conclusões.

A edição não realizou seu trabalho como deveria. Em três críticas existem trechos confusos que deveriam ser resolvidos (‘Informação de quem e para quem?’, ‘Na flor da idade’ e ‘Um trágico fim’) e na ‘Criticar de modo literal’ há problemas com grafia: está escrito ‘poemas que circulam a mais de 10 anos na cidade’, onde o correto é ‘poemas que circulam há mais de dez anos…’, etc. Pode se achar que seja um trabalho ingrato, mas a correção de detalhes é o mínimo que a edição deve fazer.

Persistem erros primários, não aceitáveis pela lógica de que o trabalho de produção de 2011 para o blog completa seu turno e deveria ter evoluído consideravelmente em relação ao começo do ano. Vejamos: não se começa texto com datas, pois isso o enfraquece e foi o que aconteceu na crítica de ‘Entre Linhas’. Aqui o autor diz que não existe manchete no informativo. Ora, informativos não precisam necessariamente de manchete de capa. O crítico se contradiz ao dizer que ‘não existem muitos problemas gráficos’ e logo em seguida assegura que há ‘utilização em exagero de fios’. Como entender? Existem ou não problemas?

Há um informação incorreta na ‘Agenda Cultural’, pois a apresentação da Turma do Cocoricó na München foi cancelada. A crítica de ‘Livro Aberto’ além de falar na linha de apoio o que todos já sabem sobre o que deveria ser tratado na editoria, se perde em definições/ligações confusas e rasteiras na relação de produção/consumo de livros.

A crítica de ‘Na Tela’ prometeu um panorama das produções da editoria no ano. Prometeu e não cumpriu. Ficou na apresentação de características que não são de todo palpáveis ao leitor e passou a maior parte do tempo falando do filme abordado. Além disso, o último parágrafo poderia ter entrado no serviço da crítica, já que são informações adicionais e que, presentes no texto, deixaram-no excessivamente extenso.

O texto de ‘Em Cena’ é o mais bem escrito da semana. Porém, não há ‘inkagem. A crítica seria pertinente se fosse feita logo após o encerramento do Festival. Por que não falar do cenário teatral por outro viés? Da criação de eventos ao decorrer do ano, para que os expectadores/apreciadores do Festival tenham opções que não se restrinjam a apenas uma das 52 semanas do ano, por exemplo.

A sistematização do que deu certo e (mais ainda) do que há de falho nas produções se constitui num exercício que muito acrescenta à formação. O apontar dos desvios mais comuns é uma amostra de que certos deslizes preocupam, visto que os autores de 2011 do Crítica de Ponta fecham a metade do período de permanência na escola cometendo (ainda) imprecisões que deveriam ter ficado no passado.

Kevin Willian Kossar

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