Na flor da idade

Pequenos reparos na 40ª edição do Fenata podem melhorar o Festival

Quatro segmentos participantes do Festival Nacional de Teatro (Fenata) configuram uma qualidade peculiar ao ano de 2011. Os organizadores, os críticos da cidade, os próprios grupos e o público, apontam a qualidade das peças inscritas, da disposição das mesmas e a lotação dos espetáculos.

Ao longo das edições do festival tem sido introduzido aos poucos um caráter plural de escolas de teatro. Este ano uma peça em especial caracterizou a linguagem do absurdo. “Pé na curva”, de Paranguaçu Paulista, representou o “nonsense” em grande estilo. Chocou alguns, embruteceu outros, mas talvez seja um começo de acesso a peças não convencionais, e a diversidade portanto, é uma característica primordial de festivais de teatro. Por mais que algumas linguagens não agradem a todo o público, o caráter de um festival nacional é mais do que agradar, é mostrar a realidade nacional das trupes.

Também fundamental em festivais é o retorno que o grupo recebe do júri e do público. A avaliação que cada um faz em meio ao debate, no final da peça, é fundamental para a reformulação e inscrição em novos festivais. Todos em um debate têm o mesmo objetivo: esclarecer. Algo muito bem feito em 2011, mas se a prática ajuda nas perdas adultas não faria bem também para todas as outras montagens?

O Fenata 2011 completou uma etapa e, no próximo ano, com a comemoração de 40 edições do festival, o reconhecimento da qualidade deve ser mantido. Por mais que o espaço esteja se diversificando (com oito palcos no total em 2011), o palco principal sempre é o mais esperado.

Em 2011 foi possível observar as pessoas que foram fisgadas pelo interesse no teatro. As peças estavam lotadas. Filas e mais filas nos dias de apresentações. Será que isso não quer dizer que os espaços de Ponta Grossa não estão suportando o aumento de tanto interesse? E se o ano do quarentão angariar turistas a Cidade passaria vergonha devido à falta de espaço?

A presença de representantes de oito estados e uma atração internacional configuram uma legitimação da qualidade do festival mundo afora. Os próprios atores participantes foram reveladores da eficiência que compõem o projeto. Além disso, sua disponibilidade para os debates e atenção ao público no fim das peças faz toda a diferença. Por outro lado, as encenações se mostraram dignas de participar em um festival com o porte do Fenata.

Maria Fernanda

Serviço:

Festival Nacional de Teatro (FENATA)

Organizado pela UEPG

Data: De 4/11 a 11/11/2011

www.uepgcultura.com.br/fenata

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