Archive for Dezembro, 2011

05/12/2011

Erros que persistem

Como exercício didático/pedagógico, é necessário novamente apontar as falhas dos críticos nos textos da presente semana, com vistas ao refinamento da escrita e como registro para a turma vindoura de autores do blog. Sobre o conjunto, parece que o descuido inicial dos produtores foi o da não leitura do texto doombudsman da semana passada, pois os erros vistos são os mesmos dos apontados anteriormente, com o acréscimo de outros.

Falando dos deslizes repetidos, encontra-se a falta de padrão redacional. Exemplos estão no texto ‘Informação de quem e para quem?’ e ‘Criticar de modo literal’, onde se escreve pontagrossense quando a grafia usual é ponta-grossense. Os estrangeirismos ora estão escritos em itálico e ora não nas críticas ‘De volta ao planeta dos macacos’ e ‘Como não fazer coberturas ao vivo’. Usos indefinidos de titulações (Avenida, Doutor) também estão presentes. Se não existem padrões pré-estabelecidos, a edição deve resolver tal situação.

A reprodução de vocábulos em um curto espaço é observada em quatro dos sete obras. O caso mais grave está na produção de ‘Informação de quem e para quem?’ onde a palavra texto(s) é repetida em quatro linhas sequenciais.

As adjetivações vazias foram recorrentes na editoria ‘Vitrola’. Dizer que ‘O Centro de Eventos estava cheio para o show’, que ter ‘letras boas e contagiantes, faz da banda um sucesso quase que absoluto’ e que o público foi embora ‘bastante satisfeito’, não transmite informação mensurável, contrariando as expectativas do leitor, que quer saber detalhes da apresentação mesmo sem ter estado lá. O problema com adjetivos vagos está presente em ‘Outros Giros’, quando a autora fala que ‘[o] local parece prezar’. O espaço preza ou não preza? Especifique! O quanto é esse preço ‘um pouco salgad[o]’ referido? Aliás, tal crítica poderia comparar o valor dos alimentos servidos ali com de outros lugares para que o leitor tirasse suas conclusões.

A edição não realizou seu trabalho como deveria. Em três críticas existem trechos confusos que deveriam ser resolvidos (‘Informação de quem e para quem?’, ‘Na flor da idade’ e ‘Um trágico fim’) e na ‘Criticar de modo literal’ há problemas com grafia: está escrito ‘poemas que circulam a mais de 10 anos na cidade’, onde o correto é ‘poemas que circulam há mais de dez anos…’, etc. Pode se achar que seja um trabalho ingrato, mas a correção de detalhes é o mínimo que a edição deve fazer.

Persistem erros primários, não aceitáveis pela lógica de que o trabalho de produção de 2011 para o blog completa seu turno e deveria ter evoluído consideravelmente em relação ao começo do ano. Vejamos: não se começa texto com datas, pois isso o enfraquece e foi o que aconteceu na crítica de ‘Entre Linhas’. Aqui o autor diz que não existe manchete no informativo. Ora, informativos não precisam necessariamente de manchete de capa. O crítico se contradiz ao dizer que ‘não existem muitos problemas gráficos’ e logo em seguida assegura que há ‘utilização em exagero de fios’. Como entender? Existem ou não problemas?

Há um informação incorreta na ‘Agenda Cultural’, pois a apresentação da Turma do Cocoricó na München foi cancelada. A crítica de ‘Livro Aberto’ além de falar na linha de apoio o que todos já sabem sobre o que deveria ser tratado na editoria, se perde em definições/ligações confusas e rasteiras na relação de produção/consumo de livros.

A crítica de ‘Na Tela’ prometeu um panorama das produções da editoria no ano. Prometeu e não cumpriu. Ficou na apresentação de características que não são de todo palpáveis ao leitor e passou a maior parte do tempo falando do filme abordado. Além disso, o último parágrafo poderia ter entrado no serviço da crítica, já que são informações adicionais e que, presentes no texto, deixaram-no excessivamente extenso.

O texto de ‘Em Cena’ é o mais bem escrito da semana. Porém, não há ‘inkagem. A crítica seria pertinente se fosse feita logo após o encerramento do Festival. Por que não falar do cenário teatral por outro viés? Da criação de eventos ao decorrer do ano, para que os expectadores/apreciadores do Festival tenham opções que não se restrinjam a apenas uma das 52 semanas do ano, por exemplo.

A sistematização do que deu certo e (mais ainda) do que há de falho nas produções se constitui num exercício que muito acrescenta à formação. O apontar dos desvios mais comuns é uma amostra de que certos deslizes preocupam, visto que os autores de 2011 do Crítica de Ponta fecham a metade do período de permanência na escola cometendo (ainda) imprecisões que deveriam ter ficado no passado.

Kevin Willian Kossar

02/12/2011

AGENDA CULTURAL

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Confira as atividades da Munchen Fest até dia 04 de dezembro/11: Dia 2/12/2011, sexta-feira, show com Luan Santana. Dia 03/12/2011 tem Chitãozinho e Xororó. E no domingo 4/12/2011 Turma do Cocoricó e Circo Tholl. Entrada: 20 reais inteira ou 10 reais a meia.

 

Bicicletada do Pró Ciclovias PG

Dia: 3 de dezembro
Local: Parque Ambiental
Horário: 9:30 horas

 

Ato contra a Corrupção

Dia: 9 de dezembro

Local: Calçadão da Coronel Cláudio (Centro de Ponta Grossa)

Horário: 11 horas

 

Circuito da comédia

Dia: 12 de dezembro

Local: Empório Avenida

Show com Rogério Vilela

02/12/2011

Informação de quem e para quem?

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Tablóide informativo da Faculdade Secal, de Ponta Grossa, está na 4ª edição sem público definido

Em 2011 as Faculdades Secal (Sociedade Educativa e Cultural Amélia Ltda.) começaram a fazer um jornal informativo no formato tablóide para divulgar o que está acontecendo no âmbito acadêmico da instituição, o Secal News. No mês de novembro saiu a 4ª edição do informativo, com oito páginas coloridas de cores que representam a marca da instituição.

Nesta edição o jornal traz algumas matérias que mostram o que as faculdades têm para oferecer às pessoas da comunidade pontagrossense. A diagramação (montagem da página) da capa não deixa claro qual é a manchete da edição. Já nas outras páginas não existem muitos problemas gráficos, além da utilização em exagero de fios (linhas) utilizados para separar as matérias, o que torna a diagramação quadrada.

A utilização exagerada das cores confunde a leitura, pois em todas as páginas mais de um elemento é colorido e, além disso, existem títulos com cores agregadas. Outro problema é que as chamadas da capa são o começo dos próprios textos, assim, elas terminam com (… continue lendo na pág X) o que não torna atraente a leitura, pois quando o leitor busca o texto na página indicada encontra fica sabendo que é a “continuação da pág X”.

Em todos os textos e fotos persiste a falta dos créditos. E, assim, há uma desvalorização do autor do texto ou da imagem. Quem lê pode ter a impressão que apenas uma pessoa escreveu todos os textos e tirou todas as fotos. O informativo possui textos bem editados e sem muitos erros gramaticais, mas poderia avançar buscando esclarecer… a pretensão é fazer um informativo da instituição para alunos e funcionários da mesma, ou dialogar com outras partes da sociedade?

Adrian Delponte

Serviço:

Secal News – Informativo das Faculdades Secal

Novembro de 2011 nº 4 – Ponta Grossa/PR

02/12/2011

Criticar de modo literal

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Desde o mês de março, o blog Crítica de Ponta cobriu o cenário da literatura pontagrossense

O Projeto Crítica de Ponta, ao longo de 2011, buscou acompanhar o cenário de informação sobre os eventos, problemas, novidades e características marcantes na literatura local. Foram cerca de nove meses relatando os novos livros de Ponta Grossa e região, que vão desde técnicas normativas da língua portuguesa, espanhola e inglesa, passando por livro de poemas que circulam a mais de 10 anos na cidade, chegando até obras da literatura moderna de autores pontagrossenses. Mas o Crítica de Ponta foi além e cobriu eventos como a ‘Semana Literária do SESC’ e a falta de opções nas livrarias da cidade.

Explorar os gêneros literários, a forma física do livro com sua capa e suas páginas de papel, algo conceitualmente usado há mais de cinco milênios, e que vem perdendo espaço para os novos meios de comunicação, não se mostrou um desafio nas críticas do blog. Livros que atingem um público segmentado e utilizam de uma linguagem técnica tomaram forma de recipientes de informação alcançáveis a todo tipo de leitor. Há, contudo, muitos termos convencionalmente envolvidos nas críticas da editoria ‘Livro Aberto’. Argumentos como ‘prender a atenção do leitor’, ‘o autor explora’ e ‘uma leitura rápida e agradável’ mostram que há uma dificuldade de atribuir novos sentidos a forma de se fazer crítica.

O compromisso não apenas com o livro, mas a forma como ele é divulgado, comercializado e distribuído, tomaram foco na editoria em dados momentos, onde foi possível perceber o compasso que o município está junto à 6ª arte. Problemas e soluções foram apontadas, mas junto fica a experiência de mostrar que o livro ainda tem seu valor, seja nos espaços de Crítica de Mídia, seja nas livrarias ou até mesmo na (re)descoberta de novos autores.

Dhiego Tchmolo

Serviço:

Blog Crítica de Ponta – Editoria ‘Livro Aberto’

https://criticadeponta.wordpress.com/

02/12/2011

De volta ao planeta dos macacos

Vocalista do Jota Quest reclama da quantidade de shows sertanejos na Münchenfest

 A banda Jota Quest se apresentou no palco da Münchenfest, no Centro de Eventos de Ponta Grossa, no sábado, 26/11. Dentro de uma programação voltada quase que exclusivamente ao gênero sertanejo, o show foi um alento para aqueles que preferem o rock’n roll.

O próprio vocalista Rogério Flausino reclamou, durante a apresentação, da falta de variedade das atrações musicais e pediu ao público para se mobilizar e reclamar por mais shows de rock dentro da Festa Nacional do Chopp Escuro. O cantor relembrou ainda a última passagem da banda pela München, em 2006.

O grupo apresentou a turnê “J15 – Jota Quest 15 Anos na Moral”, em comemoração aos 15 anos de estrada. O Centro de Eventos estava cheio para o show, tanto de grandes fãs quanto de pessoas que admiram o trabalho e gostam das músicas da banda. Com uma mistura de black music, pop e rock, as canções se destacam pela energia transmitida.

A combinação entre o carisma de Rogério Flausino, a animação da banda, além de letras boas e contagiantes, faz da banda um sucesso quase que absoluto. Praticamente todas as canções do grupo mineiro emplacam nas rádios e tornam-se hits conhecidos que “grudam” na cabeça das pessoas. É difícil encontrar alguém que não conheça músicas como “Na moral”, “Dias melhores”, “De volta ao Planeta dos macacos”, “Encontrar alguém”, “Além do horizonte”, “Fácil”, entre muitas outras.

O show da München contou com vários desses hits, além de homenagens a bandas como Titãs e Legião Urbana. Como é característico dos mineiros do Jota Quest, a vibração esteve presente durante toda a apresentação e o público saiu bastante satisfeito.

Fernanda Rosas

Serviço:

Show do Jota Quest

Münchenfest – 26/11 /2011

Jota Quest no Flickr Álbum Ponta Grossa:

http://www.flickr.com//photos/27458184@N05/sets/72157628181616579/show/

02/12/2011

Comida rápida e gostosa

Pastelaria Princesa, na Bonifácio Vilela, agrada pelo bom atendimento e pelo paladar

Quem mora na região central de Ponta Grossa e precisa fazer um ‘lanche rápido’ certamente pode visitar a Pastelaria Princesa. O local parece prezar belo bom atendimento, partindo das atendentes de mesa, até a caixa. São pessoas bem educadas, que conversam com os clientes e até sugerem quais os melhores e mais pedidos sabores de pastéis, caso o consumidor esteja em dúvida.

Apesar do nome, a casa não se restringe somente em servir pastéis. O cardápio é variado: cafés, panquecas, lanches e até mesmo o tradicional arroz, feijão e acompanhamentos são oferecidos no local (o último somente em horário de almoço, no entanto). O tempo de preparação da comida também é um dos pontos fortes da casa, já que o pedido fica pronto pouco tempo depois que é feito, independente do movimento do local.

Mesmo com pouco espaço interno, a Pastelaria Princesa agrada pela mobília nova e pelo clima aconchegante dentro da casa. Mesas dispostas uma um pouco longe da outra, de forma que um cliente não atrapalhe o outro ao chegar e sair do local. Além do espaço de dentro, existe uma espécie de “sacada”, com vista para a Av. München, onde também se pode sentar (apesar de haver só uma mesa e ela dificilmente encontra-se vazia).

O sabor da comida e dos lanches também é agradável, além de existirem várias opções de recheio para pastéis e panquecas. Só uma coisa ali é um pouco salgada: o preço. No entanto, vale a pena pagar um pouco mais pelo bom atendimento e pela estrutura do local.

Alana Fonseca

 Serviço:

Av. Bonifácio Vilela, 453 – Centro (ao lado do Empório Avenida);

Funcionamento: segunda à sábado, das 11h às 22h

02/12/2011

Como não fazer coberturas ao vivo

TV Educativa transmite Desfile de Abertura da 22ª München Fest com péssima qualidade

Todo ano, o desfile de abertura da München Fest (Festa Nacional do Chopp Escuro, que se tornou uma festa do sertanejo universitário), de Ponta Grossa, leva milhares de pessoas para a Avenida Dr. Vicente Machado, seja para desfilar em um dos blocos ou para assistir aos ‘müncheliões’. Na edição 2011 da festa, cerca de 15 mil prestigiaram o desfile dos 63 blocos, segundo informações da organização. E esta folia foi transmitida ao vivo pela TV Educativa de Ponta Grossa (canal 58 UHF).

A ideia foi boa, mas a execução foi péssima. É interessante a proposta do canal de transmitir o desfile, já que é uma TV pública e tenta cumprir um de seus papeis que é mostrar as ‘tradições’ regionais de sua área de abrangência e de identificação com o público. Porém, quando ela se propõe a tal cobertura, é de se esperar que a desempenhe com qualidade; mas não aconteceu.

A começar pelo apresentador. Quem teve a idéia de colocar um âncora de telejornal para narrar um desfile de blocos quase carnavalesco? E ainda mais, este âncora sendo Altair Ramalho, que tem de voz de locutor de radiojornal, fala pausada, seca e linguagem extremamente explicativa. Erros grotescos de gramática e informação foram cometidos, como quando Ramalho citou o evento como a “24ª München Fest”, embora o evento ainda esteja na sua 22ª edição. Ou então “tal bloco sabe desenvolver o desenvolvimento na Avenida”. Se existe a figura de um narrador, este precisa ser alguém que tem experiência neste tipo de cobertura ao vivo, como Fernando Durante.

Ainda, a transmissão de áudio estava em cerca de 80% da cobertura, com falhas técnicas. Este é um problema que a TV Educativa enfrentou também durante a final do Festival Universitário da Canção (FUC). Se os técnicos de som sabem do problema recorrente, esperava-se que tivessem arrumado desta vez. Por fim, os cinegrafistas merecem reconhecimento, visto que as imagens geradas eram de qualidade para este tipo de transmissão; mas não salvaram a cobertura da TV Educativa do Desfile de Abertura da München. Uma pena, pois o público que não pode acompanhar a festa na Avenida também não pode acompanhar a transmissão com qualidade e, provavelmente, usaram o controle remoto para mudar de canal.

Eduardo Godoy

 

Serviço:

Transmissão ao vivo do Desfile de Abertura da 22ª München Fest

TV Educativa de Ponta Grossa – canal 58 UHF

Data: 25/11/2011, a partir das 19h30

Narração: Altair Ramalho. Repórter: Marcelo Ferreira

02/12/2011

Na flor da idade

Pequenos reparos na 40ª edição do Fenata podem melhorar o Festival

Quatro segmentos participantes do Festival Nacional de Teatro (Fenata) configuram uma qualidade peculiar ao ano de 2011. Os organizadores, os críticos da cidade, os próprios grupos e o público, apontam a qualidade das peças inscritas, da disposição das mesmas e a lotação dos espetáculos.

Ao longo das edições do festival tem sido introduzido aos poucos um caráter plural de escolas de teatro. Este ano uma peça em especial caracterizou a linguagem do absurdo. “Pé na curva”, de Paranguaçu Paulista, representou o “nonsense” em grande estilo. Chocou alguns, embruteceu outros, mas talvez seja um começo de acesso a peças não convencionais, e a diversidade portanto, é uma característica primordial de festivais de teatro. Por mais que algumas linguagens não agradem a todo o público, o caráter de um festival nacional é mais do que agradar, é mostrar a realidade nacional das trupes.

Também fundamental em festivais é o retorno que o grupo recebe do júri e do público. A avaliação que cada um faz em meio ao debate, no final da peça, é fundamental para a reformulação e inscrição em novos festivais. Todos em um debate têm o mesmo objetivo: esclarecer. Algo muito bem feito em 2011, mas se a prática ajuda nas perdas adultas não faria bem também para todas as outras montagens?

O Fenata 2011 completou uma etapa e, no próximo ano, com a comemoração de 40 edições do festival, o reconhecimento da qualidade deve ser mantido. Por mais que o espaço esteja se diversificando (com oito palcos no total em 2011), o palco principal sempre é o mais esperado.

Em 2011 foi possível observar as pessoas que foram fisgadas pelo interesse no teatro. As peças estavam lotadas. Filas e mais filas nos dias de apresentações. Será que isso não quer dizer que os espaços de Ponta Grossa não estão suportando o aumento de tanto interesse? E se o ano do quarentão angariar turistas a Cidade passaria vergonha devido à falta de espaço?

A presença de representantes de oito estados e uma atração internacional configuram uma legitimação da qualidade do festival mundo afora. Os próprios atores participantes foram reveladores da eficiência que compõem o projeto. Além disso, sua disponibilidade para os debates e atenção ao público no fim das peças faz toda a diferença. Por outro lado, as encenações se mostraram dignas de participar em um festival com o porte do Fenata.

Maria Fernanda

Serviço:

Festival Nacional de Teatro (FENATA)

Organizado pela UEPG

Data: De 4/11 a 11/11/2011

www.uepgcultura.com.br/fenata

02/12/2011

Um trágico fim

Final de ano com balanço das criticas e um comentário sobre o último filme de Sidney Lumet

Nesta semana a crítica da sessão projetor tem alguns recursos especiais. Em primeiro lugar, como é a última critica da sessão em 2011, vale registrar que foram feitos 29 textos de análise na editoria, com mais de 10.000 palavras, em 51.632 caracteres, sobre filmes de ação, comédia, nacional, clássicos e mercado cinematográfico regional. Ao todo foram assistidos 28 produtos audiovisuais, totalizando 2.870 minutos, equivalente a 48 horas em frente a uma tela de computador, TV ou o universo paralelo conhecido como a sala de cinema… Ufa!

No entanto, o espaço volta-se para análise do último filme do diretor estadunidense Sidney Lumet. “Antes que o diabo saiba que você está morto” é a obra que encerrou o ciclo de 51 filmes produzidos e dirigidos por Lumet. O filme também foi apresentado na última sessão de 2011 do projeto ‘Tela Alternativa’, que registra o fim do ciclo de “últimos” de 2011.

O mais importante sobre o último filme de Lumet é que foi uma rendição aos ‘prazeres’ da indústria cinematográfica, mas não a indústria dos roteiros baratos, pois a rendição foi a um novo estilo cinematográfico: a New Hollywood, onde estão expoentes como os cineastas Quentin Tarantino, Tony Scott e Ridley Scott. Lumet sempre distinguiu as linguagens de televisão e cinema. E era, inclusive, contra a exibição de filmes na TV.

Na maioria de seus filmes (tirando as obras realizadas no Reino Unido, como “Equus” e “Colina dos homens perdidos”) existe uma mescla entre cinema e teatro, tanto pela forma de utilização de planos médios e gerais como a exploração de fatos absurdos como roteiro. Lumet tinha um estilo que seguia rigorosamente a linearmente cronológica da trama, com poucos cenários ns histórias. Mas, no último filme (“Antes que o diabo saiba que você está morto”), Lumet apela para a quebra de padrão da linearidade do tempo, percorre Mannhatan através da câmera, tudo isso para demonstrar o drama da família Hanson.

O drama de “Antes que o diabo saiba que você está morto” foca os problemas de Andrew Hanson (Philip Seymour Hoffman) e Hank Hanson (Ethan Hawke), filhos do casal Charles Hanson (Albert Finney) e Nanette Hanson (Rosemary Harris). Os irmãos Hanson, com problemas financeiros, resolvem assaltar a joalheira dos próprios pais. Porém, o imprevisto é que a mãe dos irmãos Hanson, que estava no local, morre na tentativa de assalto. O filme explora a situação inversa de “Um dia de cão”, filme de Lumet sobre um assalto a banco mal sucedido, que interpreta apenas a visão dos assaltantes. “Antes que o diabo saiba que você está morto” mostra as conseqüências de um roubo a partir da vitima. Um comentário importante ao leitor de primeira vez do filme, e na concepção que pode ser criada sobre Rio de Janeiro ou propriamente o Brasil, que é citado por Andrew na obra. Para alguns, soa como forma de escapismo da trama. Porém, é proposto como um desejo, um sonho a ser realizado, muito diferente do que alguns críticos argumentam.

A cena final da trama consegue sintetizar as emoções e sentimentos de Charles, o pai de Hank e Andrew. Lumet mostra um drama familiar que percorre a sensibilidade através do sentimento capitalista. Em algum momento, o diretor sugere que o sonho americano realmente é um desejo fracassado.  Lumet faleceu em 9 de abril de 2011 e deixou uma extensa filmografia para futuras gerações.

O Critica de Ponta 2011 fica para por aqui, mas quem deseja ler mais sobre critica de filmes e notícias de cinema para acessar no período das férias, pode acessar o blog de Eduardo Escorel http://revistapiaui.estadao.com.br/blogs/questoes-cinematograficas, e no blog http://abilheteria.blogspot.com/, para ficar por dentro do que acontece no cenário cinematográfico. Muito obrigado e boas férias.

 Gildo Antonio

Serviço:

Filme: “Antes que o diabo saiba que você está morto” (2007)

Direção: Sidney Lumet

Duração: 117 minutos.

Apresentação: Projeto “Tela Alternativa”

Data: 29 de novembro

Horário: 19h 30.