Archive for Novembro, 2011

28/11/2011

Sobre usos teóricos, erros corriqueiros e padrões redacionais

   

    Como “não há nada de novo debaixo do sol” conforme nos alertou o sábio Salomão em Eclesiastes (1:9), percebe-se ser mister relembrar os críticos (cada qual individualmente) de pequenos deslizes observados na produção da presente semana, mesmo que isso pareça ser redundante como os termos postos entre os parênteses acima

   Ao leitor atento incomoda a não existência de um padrão redatorial, do modo ‘Manual de Redação/Estilo’ visto em veículos impressos. Como exercício seria de grande valia a produção de um manual do gênero para o Crítica de Ponta, pois tal dispositivo facilitaria o trabalho e resolveria dilemas de escrita.

    A desconexão de termos/padrões é vista, por exemplo, nos textos ‘Para que servem as afiliadas?’, no tocante a escrita de horas e de termos estrangeiros, este observado também na crítica ‘Um jornalismo mais acessível para meninos e meninas’ e no ‘Forget about the price tag…’. Ora, é necessário definir se usar-se-ão expressões com aspas, negrito, itálico, etc. Usos definidos deixam os textos limpos e constroem uma identidade para o espaço comunicacional em questão. As disparidades de padrão são vistas ainda nos usos de caixa alta/baixa de algumas palavras e na escrita de números (aplicação de numéricos onde devia ser por extenso).

     Sobre os erros habituais, que têm impacto negativo sobre as críticas vemos a repetição de palavras em sequência – o que se constitui num erro gravíssimo, visto que daqui sairão profissionais da imprensa. Esse deslize é percebido em metade das obras da semana. Vide caso gritante na crítica ‘História e literatura’, onde em três linhas usa-se duas vezes o termo literatura e duas vezes o termo livro. O encontro/uso de sinônimos é um exercício necessário.

     A respeito das falhas viciosas nota-se o uso excessivo de valorações do tipo ‘um pouco’, ‘mais acessível’ (essa no título de ‘Um jornalismo mais acessível para meninos e meninas’), ‘relativamente alto’ e ‘um grande número’, que acabam por não dizer nada (‘recurso’ presente em metade das críticas). Aliás, sobre o não dizer nada, a linha de apoio do texto de ‘Outros Giros’, leia-se ‘Apesar do preço, Deck é uma opção de balada em Ponta Grossa’, faz isso, ou seja, não diz nada, pois é óbvio.

   Faltam informações básicas, que desalentam o leitor. No ‘Dedilhando o violão no aprendizado’, quantas pessoas assistiram a Audição? Em ‘Cores, luzes e sons no palco’, o quanto é lotar os espaços do Auditório A do Cine-Teatro Ópera? Aliás, não existe o serviço dessa crítica, assim também como não o há nas editorias ‘Livro aberto’ e ‘Na Tela’. Falando novamente do ‘Um jornalismo mais acessível para meninos e meninas’, falta explicar de que instituição de ensino é o dito Trabalho de Conclusão de Curso, inspiração da crítica. Nem tudo é tão claro para todos os leitores do blog

    Críticos, se faltarem opções de angulação, façam como o texto da editoria ‘Vitrola’, que conseguiu retratar (dois primeiros parágrafos) – via modelo teórico ressaltado por Adelmo Genro Filho – o singular, o particular e o universal da problemática radiofônica levantada. Assim, a produção amplia horizontes, sem deixar de falar do que é oportuno às produções do Crítica, o local. Uma boa sacada!

Kevin Kossar

25/11/2011

Cores, luzes e sons no palco

Ballet de Alice no País das Maravilhas mistura gêneros musicais e belos figurinos

    A Academia de Dança Angelus apresenta nos dias 24, 25 e 26 de novembro o espetáculo “Alice no País das Maravilhas” no Teatro Ópera. O primeiro dia de apresentação, que ocorreu no Auditório A, lotou tanto a plateia inferior quanto o espaço superior. A expectativa para o primeiro dia da apresentação, que contou com apoio da Secretaria de Cultura de Ponta Grossa, atraiu pessoas de todas as faixas etárias.

    A peça, dividida em duas partes, teve aproximadamente três horas de duração, e contou com um grande número de dançarinos. Os gêneros musicais variaram de acordo com as cenas, entre ballet clássico, sapateado, jazz e dança contemporânea. A faixa de idade dos dançarinos fica entre 5 e 20 anos. Um dos destaques da apresentação ficou por conta dos figurinos. Bem produzidos, coloridos e visualmente agradáveis, diferentes durante cada cena específica da história apresentada.

    A dança utilizou poucos objetos como recursos de palco. O fundo de toda a peça se deu por meio de um projetor, que mudava as cenas e situava o espectador. Ainda no que diz respeito ao uso de luzes, a iluminação se deu em todo o palco, de maneira homogênea. Embora permitisse plena visualização de toda a área, algumas cenas em que havia a participação de muitos dançarinos, tornava-se difícil achar o foco necessário da história, o que, eventualmente, confundia o público.

    Quanto às coreografias, a atração teve altos e baixos. Algumas das danças foram executadas de maneira sincronizada. No entanto, durante algumas das coreografias, era perceptível a confusão de alguns dos participantes no palco, mesmo em meio ao grupo. Dentre as danças que receberam destaque, estão os dançarinos de sapateado e o grupo que realizou a cena “Gêmeos”, momento mais animado da abertura da peça.

     A direção geral da apresentação é de Olinka Dallabona Brustolim, que procurou – e conseguiu – manter-se fiel à obra de Lewis Carrol ao elaborar oballet inspirado na história de Alice.

Patrick Inada

Serviço:

Apresentação: Alice no País das Maravilhas

Data: 24, 25 e 26 de novembro

Local: Cine Teatro Ópera

Valor da entrada: R$ 36,00 (inteira) R$ 18,00 (meia)

Direção Geral: Olinka Dallabona Brustolim

Realização: Angelus Academia de Dança

25/11/2011

“Forget about the price tag…”

Apesar do preço, Deck é uma opção de balada em Ponta Grossa

    O Deck Club & Lounge Bar é uma casa noturna de baladas alternativas em Ponta Grossa. Localizado na rua Balduíno Taques, 1234, as festas acontecem todas as sextas, sábados e vésperas de feriado. O público alvo da casa é o GLS, porém, ultimamente, o lugar está sendo mais ocupado pelos héteros.

    Apesar de o lugar ser um pouco apertado, conta com uma boa estrutura. Só é permitido fumar do lado de fora. Sete seguranças ocupam todos os cantos do bar para que não haja nenhum desentendimento. Os frequentadores do “lounge” costumam dizer que lá é uma das melhores baladas da cidade, pois as pessoas vão para socializar, fazer novas amizades, namorar e, principalmente, se divertir.

     Contando com alguns dos mais conhecidos DJ’s da região, o Deck torna-se mais uma das opções de casas mix da região dos Campos Gerais do Paraná. O lugar toca músicas do estilo pop que vão de Katy Perry a Lady Gaga, passando por Jessie J. e, frequentemente, algum samba brasileiro. A iluminação é típica de balada, com globos de espelho e várias luzes piscantes e coloridas, que fazem a “vibe” do ambiente ‘subir’. A casa também conta com a presença de “gogoboys” e “gogogirls”.

    Uma das poucas reclamações sobre o bar é o preço. Com o custo de 10 reais a entrada feminina e 15 ou 20,00, dependendo da noite, a masculina, o público que frequenta o ambiente é mais seleto e, de acordo com alguns usuários, quem vai a primeira vez não quer saber de outra casa noturna na cidade. O bar oferece variados drink’s e bedidas, porém o preço também é relativamente alto. As mais populares são cerveja e wisky com energético, mas uma boa pedida é o malibu, que leva licor de laranja.

Luiza Slaviero

Serviço:

Deck Club & Lounge Bar

Av. Balduíno Taques, 1234

Funcionamento de sextas, sábados e vésperas de feriado a partir da meia noite

Entrada: R$ 10 feminino e R$ 15 masculino

25/11/2011

História e literatura

A autora Marilene Weinhart busca referências para se entender os caminhos da história através da literatura

    O livro Ficção Histórica é caloroso na sua percepção sobre como existem possíveis narrativas diferentes e até movimentos opostos na área da ficção com a história. A princípio, o embate da obra prolonga-se a definir uma diferença entre a literatura e a historia. O livro pode ser usado também como fonte para aqueles que procuram desenvolver jornalismo literário. Embora, pode-se entender que, em marcações severamente pontuais, a discussão da autora passa a ser referência da verdade X a ficção.

    A lista de autores é extensa em cada capítulo e o leitor pode perceber que a pesquisa foi longa até porque a autora explora muito dos conceitos propostos para os livros documentários. O livro busca conceituar a literatura dentro das linhas da documentação. Todo o conteúdo do livro compõe-se sobre a pesquisa das linhas da literatura com a história.

    Dentro da discussão sobre ficção e realidade, percebe-se uma narrativa muito acadêmica sobre a distinção dos fatos com as histórias. A vantagem para os leitores que buscam uma interpretação sobre clássicos do universo do jornalismo literário compõe-se na discussão através dos jornalistas que se arriscaram sobre o mundo da literatura.

    O livro é composto por 7 capítulos que procura seguir uma lógica que compõe da literatura com a história. “Ficção Histórica” está mais ligada a decifrar as analises do campo da literatura do que as práticas investigativas da história através da arte. Assim, Marilene Weinhardt desvenda os processos de construção da narrativa histórica através dos conceitos literários contemporâneo.

Gildo Antonio

25/11/2011

“Canta tua aldeia e serás universal”

Programas televisivos apostam no regionalismo para conquistar público

Conquistar um público fiel é uma necessidade para os meios de comunicação. Para tanto, nada melhor do que conquistar através da preservação da cultura trazendo informações locais e regionais. A produção de TV no Estado do Paraná sofre um processo de regionalização através da criação de blocos e mesmo programas específicos ressaltando a cultura do Estado.

Crítica de Ponta se propõe a fazer uma análise da mídia e da produção cultural nos Campos Gerais. O blog já destacou atrações televisivas da TV aberta e de canais a cabo que trazem como principal diferencial uma programação baseada no regionalismo. Programas como “Meu Paraná”, “Jornal Mercosul” recentemente a adaptação do “Globo Esporte” para não apenas um bloco, mas uma atração inteira baseada no Estado são referenciais fortes da adaptação midiática.

Os canais a cabo da cidade de Ponta Grossa também tem se esforçado nesse sentido. Muitas vezes a produção é simples e contempla apenas uma parte da população se assemelhando a cadernos sociais dos jornais diários. Mas também há que ser considerada o desempenho de alguns telejornais como da Educativa ou mesmo programas de debate como “Verdade em Pauta” da TVM e programas jornalísticos como o “Ade!” veiculado pela TVCOM PG (canal 96).

É necessário levar em consideração que as emissoras são afiliadas e a lógica é focar em elementos regionais. Mas, o interessante é perceber a variedade de programas: a programação vai desde atrações jornalísticas, esportivas até variedades. Uma produção que não fica restrita apenas ao eixo Rio – São Paulo e assim foca o local e o regional parece não somente identificar, mas também dar credibilidade aos assuntos pautados. Como define Leon Tolstoi, “canta tua aldeia e serás universal”.

Marina Alves


25/11/2011

Um jornalismo mais acessível para meninos e meninas

Trabalho de conclusão em Jornalismo tenta conexão de qualidade com pequenos, em falta na mídia atual

     O acesso informativo encontra um abismo para chegar às crianças nos meios de comunicação atualmente. Os espaços para intercâmbio infantil, principalmente na internet, não passam de sites promocionais ou de jogos. Em alguns casos a única interação que conseguem na web é com redes sociais que, sem a vigilância necessária, pode deixar os pequenos perto de sérios perigos. O site “Mundo das Crianças”, Trabalho de Conclusão de Curso de Jeniffer Thomas, graduanda de 2011, vem para suprir essa defasagem na internet.

    Tratar de cidadania parece uma proposta dura de desenvolver com crianças. No entanto, a autora consegue transformar o assunto em algo divertido. Como relatou a avaliadora da banca Ana Paula Braga, o entendimento das crianças não é nem melhor nem pior que dos adultos, é apenas diferente. E Jeniffer trata dessa especificidade naturalmente no site. A interação com crianças do Colégio Estadual Presidente Kennedy para a produção de matérias, e depois para o feedback sobre o produto final, firma identidade com os meninos e meninas. As cores, desenhos, interação com os balões informativos e os textos acessíveis se mostram divertidos e compreensíveis. Os textos conseguem ser assimiláveis sem perder os critérios de produção jornalística. A divisão em editorias também é uma forma de aproximá-los das características do jornalismo convencional.

    Para validar o experimento na plataforma web o aspirante a jornalista deve situar certa continuidade dentro do trabalho. Quanto á proposta de Jeniffer a fidelidade com o site só seria firmada se um doce a mais chamasse a atenção: o entretenimento. A solução, proposta pela autora, é a introdução de jogos educativos no site.

   Uma limitação que pode surgir nos trabalhos de alunos que optarem pela plataforma do web jornalismo é a dependência de outros profissionais como web designers, flash developer, ou no caso do “Mundo das Crianças” os artistas para desenhar as imagens que compõem o plano de fundo. Um cuidado a ser tomado em trabalhos nesta plataforma é o espaço para expediente e explicação do intuito do trabalho, toda a produção, e orientação. No site “Mundo das Crianças” este espaço é bem definido e esmiuçado.

Maria Fernanda Teixeira

Serviço:

http://www.mundodascriancas.com/

Ilustrações: Melissa Garabeli

Programação: Lucas Motta

Redação e edição: Jennifer Thomas

Orientadora do projeto: Paula Melani Rocha

Banca apresentada dia 22/11/2011

25/11/2011

Dedilhando o violão no aprendizado

Todos torcem para acertar, mas pequenos erros são esperados e compreendidos pela plateia

    É sempre bem vindo o casamento entre entretenimento e exercício. Os alunos do Conservatório Maestro Paulino, de Ponta Grossa, puderam dedilhar seus violões na Audição Pública, que ocorreu no auditório B do Cine Ópera, Centro da cidade. A plateia, que preencheu metade da capacidade da sala, presenciou 16 apresentações de ritmos como jazz, rock e clássicos.

    Mesmo a plateia sendo predominantemente de amigos e familiares, os músicos demonstraram certo nervosismo. Não se sabe se foi a timidez ou o clima de familiaridade, mas a grande maioria se esqueceu de apresentar seu nome e/ou da música e agradecer ao final, gentileza que apenas três apresentadores se lembraram.

 

   Foram 20 músicas apresentadas em uma hora. Por ser apenas o som dos violões, a apresentação se tornou um pouco cansativa, tanto que ao final já se ouviam cochichos e sussurros. Porém é compreensível o formato adotado, reunindo diversas apresentações em uma mesma noite, já que a audição é uma oportunidade para que os alunos possam apresentar e sentir como é estar diante do público, chance estendida a todos os iniciantes.

    De maneira geral, a Audição foi bastante positiva, o volume estava agradável e os erros musicais praticamente inexistiram. Outro aspecto foi a heterogeneidade na faixa etária, desde crianças a adultos, todos sentindo pela primeira vez, ou não, a sensação de expor seu trabalho. Os deslizes são esperados, sendo então corrigidos e os acertos, aplaudidos. Assim, eles põem em prática o que aprendem e o público tem mais uma opção de lazer e entretenimento.

Mariane Nava

Serviço:

Audição de violão

Cine teatro Ópera- Auditório B

23/11 às 19 horas

Entrada franca

Foto: Mariane Nava

25/11/2011

Para que servem as afiliadas?

CBN Ponta Grossa traz pouco conteúdo voltado para a cidade

    A Rádio CBN (Central Brasileira de Notícias) foi criada em 1991, pertencente ao Sistema Globo de Rádio e era um projeto de radio “All News”, com programação jornalística 24 horas e transmissões esportivas. A CBN possui quatro emissoras próprias e 25 filiais, entre AMs e FMs. Uma dessas afiliadas é a AM 1300, de Ponta Grossa, porém o conteúdo voltado para a cidade é pequeno. Os programas transmitidos são, em sua maioria, jornais e programas de debate e discussão de outros lugares do país, como o Jornal da CBN com Heródoto Barbeiro.

    Os programas voltados para notícias regionais são transmitidos entre as 9 horas da manhã e o meio dia, período que envolve dois programas, o CBN Ponta Grossa, de segunda a sexta, no horário das 09h00 às 11h00 da manhã, com as principais notícias de Ponta Grossa e Região, apresentadas por Juca Francisquini e Sandra Merlo, e o CBN Esportes, das 11 ao meio dia com as notícias do esporte, comandado por Joel Brasília.

   

    Diferente das outras AMs da cidade, que dedicam os programas a assuntos locais com locutores e comentaristas que trabalham nos estúdios daqui, a CBN disponibiliza apenas três horas diárias para programas voltados aos Campos Gerais. O tempo se amplia nos fins de semana, quando são transmitidos jogos de times paranaenses pela equipe de esportes de Ponta Grossa.

    A partir do momento em que uma emissora disponibiliza uma afiliada em uma cidade o que se espera é que o conteúdo siga o mesmo caminho. Não se pode deixar de considerar que o publico também busque por noticias do país em geral, mas é contraditório uma emissora trazer uma sede à cidade e pouco se dirigir a ela. Se o conteúdo, em sua maioria, não se diferencia da emissora original, perde o sentido ela ter afiliadas.

    Ao se pensar que emissoras de rádios também são empresas, é compreensível que respeitem certos critérios. Questões empresariais não são simples de se entender, porém uma maior atenção à região não poderia atrair ainda mais a atenção de anunciantes dos Campos Gerais?

    O comprometimento dos profissionais locais que atuam na CBN PG deveria ser um impulso para a emissora abrir espaço para os demais profissionais da cidade e programas voltados especificamente a ela, o que traria mais sentido ao veículo se chamar CBN Ponta Grossa.

Marrara Laurindo

Serviço:

CBN Ponta Grossa – AM 1300 – http://cbnpontagrossa.com.br/

23/11/2011

Enfim, críticos!

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Os textos desta (18 a 24/11) semana conseguiram alcançar o ideal do blog: criticar. Não abusaram das descrições, como na edição passada. Mostraram e opinaram sobre características específicas dos produtos. Assim deve ser um crítico, analisar e expressar a sua opinião, ou seja, ver o que os demais não conseguem enxergar.

Na editoria ‘Livro Aberto’, a falta de leitura do livro não foi um empecilho para escrever a crítica. O autor falou sobre o preço elevado dos livros, que por sinal, é um problema da cultura brasileira. Como incentivar a leitura se o principal objeto custa no mínimo acima de R$ 30,00? A crítica ajuda a refletir sobre a leitura de livros no País e na região. Além disso, traz exemplos da realidade, mostrando alguns livros e seus respectivos valores.

Alguns textos tornaram o clichê um modo de atrair o leitor, como o ‘Projetor’, que criticou a repetição de estórias nos filmes, mas ainda fazem sucesso, pois cada um narra de forma diferente. Através de críticas e descrições, a autora consegue instigar a vontade em vê-lo daqueles que gostam de comédia romântica.

No ‘Vitrola’, o autor transpôs a música para o texto. Para tanto, explorou os adjetivos, mas soube utilizá-los. Pois, através deles entendemos o que a música transmite para o público. “O som está vertiginoso ou abalador”.

Com poucos dias para encerrar a disciplina de Crítica de Mídia em 2011, era de se esperar textos mais argumentativos. Nesta edição, os alunos souberam analisar e criticar o produto, percebe-se que eles realmente viram as peças, os programas, o jornal, o filme e ouviram a música e o rádio. Isso mostra, que o contato entre o crítico e produto é essencial para elaborarem uma verdadeira crítica.

Mesmo com o cansaço de final de semestre da faculdade (entrega de trabalhos e provas), todas as editorias desta semana foram escritas. Diferente de edições passadas que sempre faltavam uma ou duas.

 

Carla Onaga


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20/11/2011

Descrições ou críticas?

Como o nome já diz, Crítica de Ponta, a proposta é criticar os eventos e produções culturais da região. Porém, esse objetivo não está presente em todos os textos do blog desta semana. Ainda há um predomínio das descrições, em que apenas predominam relatos do que se viu e ouviu, sem opinião, sem um olhar diferente do senso comum.

Claro, a descrição é um elemento que facilita a compreensão do produto para o leitor e é um complemento da crítica. Há editorias que necessitam de descrições, como ‘Em Cena’. Mas, algumas exploraram demais esse recurso, como ‘Antena’ e ‘Vitrola’, que descreveram do início ao fim.

Em uma crítica mostra-se um  “novo olhar”, e  não a opinião do senso comum. Uma das características fundamentais do jornalista é verificar os fatos com visões e abordagens diferentes. Esse “novo olhar” só se alcança com a prática, através da análise de diversos produtos. Neste ano os estudantes (de Jornalismo UEPG) tiveram a oportunidade em alcançá-lo, mas os mesmos erros ainda persistem no blog.

Outro problema são os usos de adjetivos sem argumentações. Em ‘Projetor’, o autor explica que: “Os diálogos e a sequência de acontecimento são fracos”. O que é ser fraco? Como um diálogo e a sequência podem ser fracos?  Cada pessoa possui uma opinião sobre determinados adjetivos, ser belo para um pode ser feio para outro. Portanto, é necessário explicar o que de fato está querendo expor.

Nesta semana, há editorias que cumpriram o objetivo do blog, ‘Outros giros’, por exemplo, conseguiu perceber a falta de infra-estrutura da feira. E ainda cobrou ações do poder público. Já, o ‘Projetor’ fez diversas criticas ao longo do texto, como as perguntas clichês e falta de “democracia” no programa. Textos como esses, que realmente criticam, deveriam estar presentes em todas as editorias do Crítica de Ponta. Mas, ainda não há.

                                                                                            Carla Onaga