Archive for Setembro 1st, 2011

01/09/2011

Um roteiro não muito maduro

Lanterna Verde não atinge receita de sucesso de seus antecessores e deixa a desejar no quesito enredo

   O longa inicia a história contando sobre a Tropa dos Lanternas Verdes, formada por um grupo de guerreiros que mantém a paz e a justiça intergaláctica. Porém, um novo inimigo chamado Parallax ameaça destruir todos os planetas e o destino de todo o Universo estará nas mãos do mais novo e único humano integrante da tropa, o Hal Jordan, interpretado por Ryan Reynolds.

   Com a breve recuperação da história no início, o filme consegue situar aqueles telespectadores que não são fãs ou não acompanharam a trajetória do desenho Lanterna Verde. O cenário foi bem aproveitado e repleto de efeitos especiais, já que durante uma boa parte do filme a narrativa se desenrola no espaço sideral. O aspecto de dimensão, principalmente, conseguiu atingir seu objetivo, pois o público consegue sentir como se estivesse imerso no espaço.

   Entretanto, o filme perdeu pontos no enredo, porque não foi bem explorado. O Lanterna Verde passa por um grande conflito, pois precisa encontrar em si mesmo forças para conseguir enfrentar os seus medos e assumir suas responsabilidades.  Mas os sentimentos do protagonista foram tratados de forma superficial e a sensação é de que algo está faltando. Outro aspecto negativo são os diálogos, apenas alguns conseguiram o objetivo de ser engraçado, em geral, a interpretação do ator parecia forçada, sem atingir o verdadeiro potencial da história.

   O filme possui 154 minutos e não consegue explorar todo o seu potencial, chegando a ser monótono. O combate entre o Lanterna Verde e o inimigo Pallarax, que deveria ser o ápice da história, demora a acontecer e quando acontece é rápido demais.

Diandra Nunes

SERVIÇO:

Filme: Lanterna Verde

Duração: 154 minutos

Diretor: Martin Campbell

01/09/2011

‘Eu já entendi Seu Antônio’, os meninos da ‘casa amarela’ são bons

Após músicas restritas à internet, The Wonderboys lança primeiro CD

    O álbum Não, da banda ponta-grossense The Wonderboys, foi lançado dia 12 de agosto no Cine Teatro Ópera. O CD é o primeiro do trio composto pelo baterista Luam Nunes, pelo baixista Doug e por Luimar, que se divide entre vocal, guitarra, violões e teclado. As outras músicas do grupo, Casa Amarela, Wondergirl, Prefiro a Rua, O Bonde, Eu já entendi Seu Antônio, não tiveram lançamento oficial e foram divulgadas somente na internet.

    O disco, com seis faixas, segue a linha do rock alternativo, estilo formado por subgêneros da cena musical independente. A produção lembra (sem imitar) traços de bandas como Los Hermanos, principalmente nas músicas mais lentas. Em outras canções, parece que se está ouvindo um rock antigo, difícil de encontrar em tempos de happy rock (estilo que tem a banda Restart como maior referência). A parte instrumental do CD não é linear, o que dá tom criativo às composições.

    As letras de Luimar e Luam Nunes vão de críticas, como na canção Honra em meu lugar (“nada é bom, tudo é sem noção. Ninguém atinge nem o razoável e o povo, muito burro, acha tudo muito bom e aquele que critica, leva fama de ruinzão”) ao sentimentalismo, como na faixa Nova AM, que canta a dor do esquecimento de uma paixão (“vêm sente o riso forçado, que finge ter te esquecido”). Todas as músicas foram compostas pelos Wonderboys, exceto a canção Amauri, que é de autoria de Bento Maceno.

    O CD foi gravado e pré-mixado no ano passado em um estúdio da cidade. Todas as palavras, acordes e tons estão bem nítidos, sem ruídos, tornando a experiência de escuta mais proveitosa.

    The Wonderboys, afirmando o que diz na música própria Não pensei só em mim, pensou também no público e nos fãs, produzindo um disco criativo, ‘Não’ igual a todos os outros iguais.

Tamiris Busato

SERVIÇO:

Para comprar o CD, mande um e-mail para:  thewonderboyss@gmail.com

Preço: R$ 10,00

Para ouvir algumas músicas da banda: www.myspace.com/thewonderboyss

www.palcomp3.com.br/thewonderboys

Twitter: @thewonderboys

Facebook: http://www.facebook.com/thewonderboys

01/09/2011

Entretenimento furado

Radialista também tem espaço semanal na TV Educativade PG

    Veiculado pela TV Educativa (TVEPG, canal 58), o programa Conectados, apresentado por Igor Rosa, radialista da rádio Difusora, tem como proposta transmitir entretenimento. O conteúdo demonstra uma programação voltada para jovens que frequentam o colegial, já que são eles os participantes do programa.

    Há um quadro chamado Melhor de Três, uma espécie de show de calouros, com três jovens participantes e três jurados. Quem se sair melhor na disputa segue a competição e os outros dois vão para a repescagem. Enquanto os competidores se apresentam, o cinegrafista aproxima a câmera no rosto dos jurados que, em alguns momentos, estão com expressão de desaprovação, o que chega a ser engraçado, porém não transmite seriedade.

    O BG (Background) utilizado no início do programa acaba sendo mais atrativo do que a própria fala do apresentador, pois são músicas que estão ‘na moda’ e o volume é mais alto que o necessário. As vinhetas de abertura e encerramento de bloco e efeitos de imagem dão impressão de amadorismo, pois se assemelharem a efeitos utilizados em vídeos feitos para festas de debutantes. Já a iluminação conta principalmente com canhões de luz colorida. Por ser filmado no Cine-Teatro-Pax, a direção do programa poderia, talvez, utilizar outros recursos disponíveis no local.

    Igor Rosa, animado, tenta interagir com a plateia, composta visivelmente apenas por familiares e amigos dos adolescentes que participam do programa. A tentativa é válida, mas não suficiente para uma interação.

    Pela transmissão ainda ser relativamente nova, os conteúdos parecem não estar totalmente amarrados. Mas há quadros permanentes, como o acima citado, Melhor de Três e a Maratona Escolar, onde alunos de escolas públicas respondem a perguntas de conhecimento geral.

Mariel Riveros

SERVIÇO:                  

Todos os sábados às 13h – Reprise aos Domingos às 14h

TV Educativa – TV Aberta, Canal 58

Site: http://programaconectados.wordpress.com

01/09/2011

Viagem para além do arco-íris

Segundo lugar no Concurso de Literatura Infanto-Juvenil de Ponta Grossa, narrativa mostra importância da preservação ambiental

      Narrativas fantásticas em universos imaginários são típicos elementos que compõem uma história infantil. Em O Menino que Adorava o Arco-íris, premiada na edição de 2010 do Concurso Municipal de Literatura Infanto-Juvenil Almir Correia de Ponta Grossa/PR, isso não é diferente. Escrita por Jocelaine Josmeri dos Santos, a narrativa levou o segundo lugar na Categoria 1, destinada à leitores de5 a 7 anos. O concurso objetiva encontrar novos escritores infanto-juvenis e possibilitar a publicação de seus textos.

     As histórias classificadas foram publicadas no formato de pequenos livros. O Menino que Adorava o Arco-íris ganhou vida através das ilustrações de Edvan Eron Lovato. A pequena obra tem 20 páginas muito coloridas, como o próprio título sugere. O enredo da historieta gira em torno de Daniel, um menino que ama as cores. Um dia ele recebe a visita de Lionel, um anãozinho que vive no final do arco-íris, e chega para ensinar ao garoto a importância das cores e explicar a ele que preservando a natureza será possível um mundo mais colorido.

     A história traz uma lição de sustentabilidade e preservação ambiental que, aliada à inocência das crianças, ganha um tom mais simples, sem perder o foco, que é ensinar aos pequenos a importância de um planeta bem cuidado. Porém, a narrativa não é inovadora e nem mesmo se compara a algum clássico infantil, como Onde vivem os monstros de Maurice Sendake (salvo as proporções). A maneira como é feito o jogo entre os nomes de Daniel e Lionel torna o texto um pouco repetitivo em certos momentos e parece que a história só conta a que veio a partir da sétima página.

     O livro ainda é uma pequena história e foi escrita para um público que ainda está tomando gosto pela leitura, mas as ilustrações cumprem seu papel, pois apesar de simples, são bem feitas e conseguem fazer com que a obra seja compreendida somente ao folheá-la, sem ao menos ler sequer uma linha da narrativa. Quanto à questão linguística, a história tem algumas repetições que podem confundir, mas também não se pode descartar a possibilidade de que isso seja intencional e tenha sido feito para fixar os personagens na memória do pequeno leitor.

Marina Alves

SERVIÇO:

Livro: O menino que adorava o arco-íris

Autora: Jocelaine Josmeri dos Santos

Ilustrações: Edvan Eron Lovato

Editora: Progressiva – 2011

Número de páginas: 20

Foto: Marina Alves

Onde pode ser encontrado: No centro de cultura e nas escolas municipais

01/09/2011

Humor e religião deem as mãos

Programa ‘Toque de Fé’ utiliza carisma do locutor para se destacar na programação

    Fugir de um padrão torna-se cada dia mais difícil nas atuais circunstâncias do rádio. A situação é ainda mais complicada quando se fala de conteúdos radiofônicos segmentados. Contudo, o programa Toque de Fé, apresentado pelo ‘Irmão’ Pedro Santos, pastor da Igreja Assembleia de Deus, consegue ter particularidades que destacam a transmissão. O programa é transmitido pela rádio Antena Sul FM 102.7, de segunda a sexta, das 21h às 21h30.

    Com apenas 30 minutos de duração, 15 deles são reservados junto com a exposição publicitária. Há um pequeno espaço para músicas do gênero gospel, que dão uma aproximação ao convencionado das rádios FMs. O principal, porém, está na forma carismática que o ‘Irmão’ Pedro Santos conduz o programa. Com um sotaque carregado, o locutor brinca com o público e utiliza uma linguagem que não se encontra em outras transmissões da mesma grade, como o Luz nas Trevas e Tabernáculo da Fé, que apresentam um conteúdo próximo ao encontrado nos cultos cristãos das próprias igrejas.

    O teor do conteúdo, em alguns momentos, torna-se cômico. O ‘Irmão Pedro, em grande parte da sua participação, faz vários pedidos aos seus amigos, sempre com a mesma proposta: ‘liguem, pois preciso falar com vocês’. A linguagem direta e singular foge da estrutura radiofônica dos outros projetos religiosos. Apesar dos detalhes que transformam o locutor em um personagem, o programa em nenhum momento ofende a fé dos ouvintes. A oração no final, mesmo com o tom cômico do pastor, ainda transmite o sentido que as igrejas evangélicas (e cristãs) se propõem nos seus discursos.

Dhiego Tchmolo

SERVIÇO:

Rádio: Antena Sul FM 102.7, Castro/PR

Programa: Toque de Fé

Horário: 21h às 21h30, de segunda à sexta-feira

Apresentador: Pastor ‘Irmão’ Pedro Santos