Archive for Setembro, 2011

30/09/2011

Agenda Cultural

1 de Outubro – Sábado

Último dia:

Exposição de artes plásticas: “ Alunos do Atelier Débora Brückmann”

Local: Saguão do Centro de Cultura Cidade de Ponta Grossa

Horário: das 13 hrs às 18 hrs

Último dia:

Exposição de Fotografias “ 120 Anos de Imigração Ucraniana”.

Local: Shopping Antártica

2 de Outubro – Domingo

 “I Festival de Música com Playback Sonoro”.

Local: Centro de Cultura Cidade de Ponta

3  a 7 de Outubro – Segunda  a Sexta-feira

XX Semana de Estudos em Comunicação

Local: Campus Central da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).

Manhã: Ciclo de palestras no Grande Auditório

Tarde: Oficinas no Departamento de Comunicação

Valor: R$ 20 a Semana

 R$ 5 oficinas

30/09/2011

Livro ou cartão de visita

O livro Campos Gerais- Terra de Riquezas traz ao olhar do leitor uma cidade cheia de investimentos e bons negócios

 O livro Campos Gerais – Terra de Riquezas foi lançado em outubro do ano passado pelo jornal Diário dos Campos em parceria com da empresa ABC Projetos. Com 157 páginas, o livro tem capítulos que apresentam a prosperidade dos negócios locais, o valor das entidades cooperativas e os festivais de música e canção de Ponta Grossa. Os textos foram escritos em português com tradução para o inglês, o que facilita a internacionalização da obra.

A tiragem da edição é de 3.000 exemplares e, segundo o site do Diário dos Campos, o livro foi distribuído gratuitamente entre as entidades que colaboraram para a produção, para a Prefeitura Municipal e para estabelecimentos privados.

A capa do livro é vermelha, em contraste com os grãos de soja, dispostos do lado direito e o título em dourado. A escolha de cores atrai os olhares de quem procura algo luxuoso. As páginas internas têm tipografia desenhada e contém ao lado de cada texto fotos que ilustram o assunto, fotos estas com ótima resolução e cores vibrantes. Entre estas fotos estão também algumas propagandas.

A linguagem utilizada não é simples e o conteúdo não traz aprofundamento. Vê-se claramente que o objetivo da obra não é contextualizar assunto algum, e sim trazer ao público um “belo cartão de visitas” para a cidade. Muito pouco de cultura e muito pouco de história são mostrados.

O leitor pontagrossense que procurar o livro, pensando em algo como uma lembrança ou a historia do desenvolvimento dos Campos Gerais, provavelmente irá se frustrar.

 

Juliana Zavadzki Maier

 Serviço:

Campos Gerais – Terra de Riquezas

Redação: Luciana Brick

Editora do jornal Diário dos Campos

Edição: 2010

30/09/2011

Pista de skate pública com um toque de trabalho em equipe

Local de treino e lazer de skatistas, em Ponta Grossa, se destaca pela forma como é cuidado

Em diferentes bairros da cidade de Ponta Grossa, skatistas podem provar das rampas, piscinas e outras coisas disponíveis nas pistas de skate. A pista de skate do Rio Verde se estende um terço de quarteirão, e está logo ao lado de um pátio com equipamentos de exercício. Há seis anos que o local foi construído na Rua Luiz Sodré Swensson, entre Pitangui e Rio Verde. Na pista, onde se encontram os skatistas locais, moradores também costumam levar suas crianças para brincar, em virtude do espaço aberto.

Uma curiosidade sobre a pista é que os próprios usuários a limpam. De vez em quando, os skatistas trazem vassouras e varrem a sujeira para longe dos locais das manobras. É a forma que os usuários encontraram de lidar com o espaço público, mantendo o espaço de lazer sempre pronto para o uso. Outra atitude tomada pelos skatistas foi consertar algumas rachaduras que foram aparecendo pela pista, dificultando algumas manobras. Ponto para eles, que reividicam melhorias para a local, assim como está sendo feito na pista do Centro.

 O local é aberto, o que impossibilita o uso em dias chuvosos, além de durante a noite contar apenas com a iluminação da rua. Mas não deixa a desejar para iniciantes: a pista possui grade de segurança no entorno, o que ajuda a evitar acidentes. Outra característica são os desenhos feitos por usuários, infelizmente contrastando com muitas pichações.

 A pista de skate do Rio Verde pode não contar com a estrutura de uma pista particular, nem com corrimões ou outros acessórios interessantes do skatismo, mas mostra como a solidariedade no esporte favorece a todos que usufruem do mesmo espaço.

André Luiz Moura

 Serviço:

Local: Pista de Skate do Rio Verde – Rua Luiz Sodré Swensson

Horário: 24 horas

Foto: André Luiz Moura

 

 

 

30/09/2011

Uma professora nem tão ‘bad’ assim

O filme ‘Professora sem Classe’ não consegue atingir a proposta inicial e peca na questão enredo

Quando anunciada, a nova comédia do diretor Jake Kasdan, Professora sem Classe (Bad Teacher), foi encarada com suspeita. Estrelado por Cameron Diaz, a sinopse, que lembra filmes da linha American Pie, não combinava com o estilo da atriz. Outro que não era acostumado com essa linha de cinema é Justin Timbarlake, que faz o papel de Scott. A aproximação que ele tenta fazer com Cameron deixa o filme em ‘banho-maria’.

 A história trata de uma professora que acabou seu noivado e ficou sem dinheiro. Então, saiu em busca de um novo namorado para pagar as contas. Além de má professora, a protagonista rouba resultados para conseguir se promover no emprego.

O enredo parece começar com um ritmo, mas a pressa por mais situações que chamem a atenção da plateia desalinha a história. O filme deixa a impressão de que faltou cenas, fazendo com que fique um vazio no mente do espectador.

A ideia não era ruim, mas o longa sofre com atuação de Timbarlake, que parece forçado em todas as cenas. A relação entre Cameron e as crianças foi mal explorado, o que, pelo fato de ser professora, deveria ser o forte do filme.

As piadas e ironias não marcam, sendo que as poucas cenas engraçadas vem de Lucy Punch, que interpreta Amy, a nova namorada de Scott. A ideia inicial do filme foi levada para o lado simplista, pois o que aparece mais é como a protagonista compete com Amy.

A proposta de mostrar uma professora politicamente incorreta não colou, tornando a exibição clichê, onde a protagonista má (nem tão má assim) fica ‘boazinha’ ao fim da exibição e se torna a diretora do colégio. Porém, se o filme não é tão ‘bad’ quanto propôs, a culpa não é de Cameron, que teve uma boa atuação, em termos técnicos, apesar dos limites do roteiro.

Jean Marcel

Serviço:

Professora sem Classe – Bad Teacher

Direção: Jake Kasdan

Ano: 2011

Duração: 92min

Gênero: Comédia

30/09/2011

Para onde vai a München Fest?

Tradicional festa da cidade traz programação com maioria de shows sertanejos

A programação oficial de shows da 22ª edição da München Fest foi anunciada na quarta-feira, 28/09. Olhando com atenção os shows planejados para este ano, a pergunta é inevitável: para onde vai a München?

A lista de artistas que irão se apresentar no palco principal da fest  a indica que a München está cada vez menos democrática. Dos nove shows programados, seis são do gênero musical sertanejo – cinco deles do chamado sertanejo universitário. Somente duas das atrações não fazem parte do gênero sertanejo: a banda de pop rock Jota Quest e o grupo de pagode Revelação.

A constatação fica ainda mais grave quando a programação deste ano é comparada com os shows das edições anteriores. Em 2010 os pontagrossenses tiveram a oportunidade de assistir artistas como Nando Reis e Ultraje a Rigor. Em 2009 bandas como Titãs e Chimarruts também ocuparam o palco principal da München. No período de apenas três anos, a programação da Festa deixou de ser minimamente diversificada e passou apenas a privilegiar os shows sertanejos. Uma das duas: ou a população da cidade passou a ser, majoritariamente, fã de música sertaneja, ou a programação de shows tem deixado a desejar.

 Tal fenômeno não diz respeito apenas ao sertanejo ocupando o espaço do rock, reggae e pagode, mas a todas as outras opções musicais. Talvez, pensando nisso, os organizadores da München Fest tentaram diversificar as opções com o projeto Münchentronic, que oferecia música eletrônica com apresentações de DJs da cidade e região. No entanto, a iniciativa só funcionou na edição de 2009 da Festa.

É importante perceber que o ‘fenômeno’ não está presente apenas na programação da München. A EFAPI (Exposição feira agropecuária, industrial e comercial de Ponta Grossa) deste ano passou pelo mesmo processo: ofereceu aos pontagrossenses quatro shows sertanejos, enquanto no ano passado os moradores da cidade tiveram a oportunidade de conferir o show da banda Paralamas do Sucesso.

Afonso Verner

Serviço:

Agenda de shows da München Fest 2011:

25/11 – Hugo e Gabriel (Antigo Hugo Pena e Gabriel)
26/11 – Jota Quest
27/11 – Revelação
28/11 – Atividades para Idosos e Deficientes
29/11 – Gustavo Lima
30/11 – Michel Teló
01/12 – Paula Fernandes 
02/12 – Luan Santana 
03/12 – Chitãozinho e Xororó
04/12 – Fazenda Cocoricó (atração para crianças)

30/09/2011

Páginas de puro entretenimento

Colunismo social, cultura e turismo são elementos da linha editorial do jornal mensal ‘A Notícia Campos Gerais’

 Desde abril de 2010 circula em Ponta Grossa o jornal A Notícia Campos Gerais. Em sua mais recente edição (setembro de 2011), o impresso homenageou os 188 anos de Ponta Grossa, trazendo pequenos perfis de personalidades consideradas importantes para a história da cidade.

O jornal tem publicação mensal e tiragem de 5.000 exemplares com distribuição gratuita. A idealizadora e responsável pelo impresso é Cleucimara Santiago, que não tem formação jornalística, mas atua há 20 anos na área. A editora trabalhou em outros veículos impressos de Ponta Grossa, como o extinto Diário da Manhã e também atuou como agente de publicidade.

 

A linha editorial do veículo busca valorizar Ponta Grossa e o que acontece na cidade. O formato do impresso se assemelha ao suplemento cultural e dominical do Jornal da Manhã (‘Urbe’).

O conteúdo apresentado nas páginas parece respaldado em três elementos: colunismo social, cultura e turismo. Não há a presença de matérias de cunho jornalístico ou que possam ser consideradas notícias, ou seja, textos que indicam atualidade ou olhar crítico sobre determinados assuntos. Basicamente, o impresso se baseia em colunas sociais, uma escrita pelo bispo (católico) da cidade, Dom Sergio Arthur Braschi, intitulada “A voz do pastor”, e outra produzida pela própria Cleucimara Santiago, que traz os aniversariantes e eventos da cidade.

O jornal utiliza um grande número de imagens. A linguagem é muito mais visual e basta uma rápida análise de conteúdo para perceber a ausência de temas de cunho econômico e político. Em geral, a matéria que ganha a capa ocupa 6 das 16 páginas da publicação. A presença de publicidades também é expressiva, principalmente pelo fato do jornal ter distribuição gratuita.

A Notícia Campos Gerais produz o que se conhece no jargão jornalístico, como ‘jornalismo rosa’, ou seja, seu conteúdo é especializado em falar sobre o cotidiano e o comportamento das pessoas, em geral de uma suposta burguesia ascendente.

Marina Alves

Serviço:

Jornal A Notícia Campos Gerais

Responsável: Cleucimara Santiago.

Onde encontrar: Bancas de jornais e revistas (distribuição gratuita)

Contato: anoticiacamposgerais@hotmail.com

Foto: Diandra Nunes

30/09/2011

Termina como começa, sem chamar a atenção

Falta de vinhetas e falhas na abertura e término do Antena Espiã afastam ouvinte do programa

 Antena Espiã faz parte da programação da rádio Antena Sul FM, na Região dos Campos Gerais do Paraná. Mychael e Luciane Santos apresentam o programa todos os dias, durante uma hora. O conteúdo é predominantemente musical. Além das canções, os diálogos dos locutores dão tom humorístico à edição.

Se o ouvinte realiza outras atividades enquanto ouve rádio, não nota o programa. A ausência de vinheta própria para o Antena Espiã reflete a importância do efeito. Tanto para caracterizar o programa, quanto para chamar a atenção do ouvinte. Ao longo da edição de terça-feira, apenas a rádio era ressaltada. Ainda falando em nome, fica o enigma sobre o porquê de “Antena Espiã”.

O sertanejo universitário impera. Desde duplas que estão começando no ramo, como Conrado & Aleksandro, até as mais populares, como Jorge & Mateus e João Carreiro & Capataz. No primeiro bloco, dá para arriscar palpite sobre o nome Antena Espiã. Como tocam músicas novas de cantores novos, é possível pensar que o programa descobre canções e músicos. Mas, nos próximos blocos, tal possibilidade é descartada.

Quando o ouvinte quer pedir música e mandar recados, a interação é estimulada através de mensagens de celular. Como é divulgada, constantemente, apenas a comunicação por SMS, fica a dúvida se dá para participar também por telefone ou e-mail.

 Mychael e Luciane Santos “casam” na locução. Ambos são descontraídos, mas ele ainda tenta ser mais engraçado. Em um momento, a locutora lê a informação, mas Mychael faz brincadeiras até ela não conseguir concluir. A conversa da dupla se baseia mais em adivinhações e comentários breves.

O programa acaba como começa, sem chamar nada a atenção de quem ouve. Luciane se despede dez minutos antes das 11h, mais músicas tocam, e logo Mychael avisa que as notícias vão começar. O ouvinte que presta atenção fica esperando, esperando e nada de vinheta e despedidas para se ter certeza que o Antena Espiã terminou.

Alana Fonseca

 Serviço:

Antena Espiã – Rádio Atena Sul (102,7 FM)

Todos os dias, das 10h às 11h

30/09/2011

Deficientes auditivos, não! Somos surdos

 

Movimento Setembro Azul busca consolidar a cultura surda e exigir escolas de ensino especial

  Quem entrou na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) pelo bloco B, do Campus Central, na terça-feira, 27/09, pode ter estranhado a aglomeração de pessoas gesticulando em silêncio. Chamar a atenção para a luta por escolas bilíngües foi a intenção do Movimento Surdo. Os integrantes querem escolas públicas em que a língua principal é a de sinais (LIBRAS), além de exigir respeito à sua diferença lingüística.

Durante 45 minutos as pessoas (surdas ou não) ficaram atentas aos vídeos que eram exibidos. Cerca de 30 pessoas pararam para assistir, mas constantemente passavam estudantes que captavam pequenos trechos do documentário. Utilizando a LIBRAS e sendo traduzido ao vivo para os não surdos, o primeiro tape explicou o que é o movimento. Em seguida foram trazidos relatos de experiências pessoais e as diferentes fases da alfabetização bilíngüe das crianças.

Apesar de parecer direcionado aos pedagogos, o movimento deixou claro que não é apenas a exigência de um ensino público de qualidade voltado aos surdos, há também a busca pela consolidação da imagem da comunidade surda que quer reforçar sua cultura e se inserir na sociedade. Os surdos contestam a inclusão da forma como é feita, em que as crianças surdas frequentam o ensino regular sem qualquer preparação. Eles defendem um método de aprendizado diferente, em que o pensamento é construído a partir dos outros sentidos além da audição.

A mostra de vídeos faz parte do Setembro Azul, iniciado pelo Movimento Surdo em Favor da Escola e da Cultura Surda. O nome combina o mês em que se comemora o dia nacional dos surdos (26) e a cor que representa internacionalmente a surdez. O movimento prevê palestras, teatros, passeatas e audiências públicas que lembram as lutas e conquistas do grupo.

Mariane Nava

Serviço:

26/09: Conversa e Passeata sobre cultura surda no Centro de Cultura ;

27 e 29/09: Mostra de vídeos na entrada do bloco B do Campus central às 18h;

28/09: Mostra de Vídeos no hall de entrada da central de salas do Campus de Uvaranas às 18h;

29/09: Debate sobre escola bilíngüe no mini auditório do Campus central às 19h.

 

28/09/2011

Crítica de Ponta agora está também no Cultura Plural

Parceria fortalece os projetos experimentais do curso de Jornalismo da UEPG

A partir de agora, os internautas do site Cultura Plural terão um link direto para acessar os textos do Crítica de Ponta, desenvolvido por alunos do 2º ano de Jornalismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), na disciplina Crítica de Mídia, ministrada pelo professor Sérgio Luiz Gadini. O blog passa a fazer parte da seção Colunas do site, que conta também com as páginas Chocalho de Palavras (de Bruno Scuissiatto), Espaço Literário (que congrega várias contribuições textuais) e a o Blog do Cultura (que conta os bastidores do próprio site).

Site jornalístico congrega atividades, patrimônios e produtores culturais dos Campos Gerais

A proposta do Cultura Plural é dar visibilidade às manifestações culturais de Ponta Grossa e dos Campos Gerais, através de matérias jornalísticas em vários formatos (texto, foto, vídeo e multimídia). “O site é um espaço para dar visibilidade aos grupos e associações culturais que, muitas vezes, não têm registro de suas ações. É uma forma de preservar a memória do patrimônio cultural da região”, afirma o editor do site, Weslley Dalcol. O projeto, desenvolvido por alunos e professores de jornalismo da UEPG, é financiado pela Fundação Nacional das Artes (Funarte), do Ministério da Cultura, através de um edital de Reflexão Crítica e Produção Cultural para a Internet e foi o único selecionado na região.

A parceria entre o Crítica de Ponta e o Cultura Plural faz parte de uma nova política de ligação entre os projetos experimentais, extensionistas e de pesquisa do curso de Jornalismo, com o intuito de aproximar as produções e aprimorar o aprendizado da comunicação por parte dos alunos.

Eduardo Godoy

26/09/2011

Crítica é mais do que ‘gostei e não gostei’

A crítica, seja ela qual, for não pode em nenhum momento ser apenas um amontoado de idéias e gostos pessoais. Um simples relato de “gostei e não gostei”. Não que a crítica não seja uma opinião, mas é uma argumentação fundamentada em tópicos técnicos e bem específicos, analisados por pessoas que realmente sabem do que falam. Cada pessoa tem o direito de expressar suas preferências, mas quando  se escreve uma crítica literária, cinematográfica ou sobre qualquer tema, os gostos pessoais devem ser deixados de lado. Assume-se um papel de porta-voz, de analíticos e, pois, deve-se estruturar um texto baseado em conceitos mais pragmáticos do que ideológicos.

Essa é a grande dificuldade de todos os alunos que passam pelo laboratório do blog ‘Crítica de Ponta’. É raro ver um texto que seja uma crítica aceitável. O que mais se ve são descrições de eventos e programas de televisão. O interessante é que as pautas são ótimas, criativas e o leitor fica esperando uma nova abordagem durante a leitura, mas o ponto final aparece e o que o leitor fica sabendo é “aconteceu” e “como foi”.

O texto “E ééé touchdown! Olinda Esporte Clube é a casa do Ponta Grossa Phantoms, clube local de futebol americano não consegue apresentar nenhuma crítica. O autor critica a estrutura de uma arquibancada e da situação higiênica do banheiro. Não que isso não possa, de maneira sutil, aparecer no texto. Mas a abordagem poderia ser feita falando de como é o treinamento do time, como é a rotina dos jogadores.  Uma simples conversa durante o intervalo bastaria para que o texto ficasse mais atrativo e mostrasse as dificuldades do esporte na cidade. Um tema tão criativo, mas que ainda ficou na descrição, como a maioria.

Outra dificuldade encontrada pelos estudantes do 2º ano  (Jornalismo da UEPG) é a coesão, como já ressaltado pelo Ombudsman passado. Na editoria “Na Tela” o leitor encontra um primeiro parágrafo confuso, com frases cheias de números, que dão a impressão de serem jogadas no texto simplesmente para fazer uma introdução e aumentar o número de caracteres.

Mesmo com tantos erros, normais, pois é para isso que existe o laboratório e a disciplina de Crítica de Mídia, alguns alunos conseguem encontrar o caminho e fazer um texto crítico, de fato. Um exemplo é o texto “Ironicamente reflexivo”, onde a autora resgata um documentário antigo e dá uma nova abordagem. O tema é válido, já que o vídeo relembra a tragédia do 11 de setembro, em uma semana que se comemorou 10 anos do atentado as Torres Gêmeas do World Trade Center.

O exercício da critica é complexo. Livrar-se dos clichês e das preferências pessoais ao redigir um texto analítico sobre eventos e obras culturais e artísticas não é uma tarefa fácil. E só é aprimorado com a prática, com os erros. A crítica deve contribuir para que o público, que não compreende de termos técnicos e ontológicos, tenha a possibilidade de enxergar os deslizes cometidos pelos artistas.

Juliana Spinardi