Archive for Julho, 2011

05/07/2011

A respeito da cara do blog

Em geral, o (a) Ombudsman do Crítica de Ponta vem aqui e fala dos textos de cada edição. É normal, já que eles são as únicas novidades do blog. Entretanto, algumas coisas parecem ter passado sem discussão, aceitas tacitamente. Me refiro à estética do blog. Toda vez que o visito, tenho a sensação de estar acessando um site religioso. É o fundo azul que causa essa impressão. Em teoria, azul passa tranquilidade e dá noção de profundidade, mas na prática, pelo menos para espaços virtuais, ele se torna pesado. De fato, nem é a cor tanto que importa, mas sim as dimensões do espaço que ele povoa. No Crítica de Ponta existe mais fundo do que texto, e tal qual os sites eclesiásticos mencionados anteriormente, o azul é a primeira coisa que se vê ao carregar a página. Não é legal e poderia ser mudado. O mesmo acontece com a logo, ou melhor, a falta dela. Tudo o que se tem é uma escrita que intitula o blog sobre um fundo caótico. Talvez esteja na hora de repensar o visual e dar mais identidade a ele, considerando que a equipe atual de produção não fez nada a esse respeito desde que iniciou as atividades. Não falo em grandes reformas gráficas, mas em algumas mudanças simples, referentes a cores e, como já dito, logotipo. Como veículo informativo de atualização permanente, é importante que o blog tenha uma marca.

Em relação às novidades desta edição, se sobressaem os textos das editorias Antena e Vitrola. A primeira se destaca ao trazer críticas contundentes e fundamentadas sobre o objeto analisado. A autora expõe as características do programa que justificam seus comentários e juízos acerca dele. O texto se estrutura de modo fluente, sem aquela já perpetuada dicotomia “descrição/opinião”. A outra apresenta uma boa crítica ao iniciar o texto contextualizando o gênero musical criticado. No entanto, o texto perde o respeito quando o autor se admira com os solos do guitarrista unicamente pelo fato deles serem executados de olhos fechados.

Como um todo, esta edição se mostra mais concisa, com textos secos e diretos, embora algumas vezes ainda esvaziados de crítica propriamente dita (ler a editoria Em Cena). O aspecto poesia/romance não foi visto nesta semana, o que certamente é uma evolução para a crítica cultural do blog. Aos poucos, com a prática sistemática, os autores vão se ajustando à proposta do espaço.

Stiven de Souza

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01/07/2011

Agenda Cultural

Sexta-feira (01/07)

Festival de Música 2011 – Oficina de Violão Popular e Choro

Com Cláudio Menandro

Local: Cine Teatro Ópera – Auditório B

Horário: 9h às 12h – 14h às 17h

Inscrições: R$ 10,00 para alunos do Conservatório / R$ 20,00 para demais participantes

Festival de Música 2011 – “Concerto de Música Popular Brasileira e Choro”

Com Cláudio Menandro e vonvidados

Local: Cine Teatro Ópera – Auditório B

Horário: 20h30

Ingressos: R$ 6,00 ( Inteira) e R$ 3,00 ( Meia-entrada)

Sábado (02/07)

Festival de Música 2011 – Oficina “Ópera – Interpretação e Performance em Palco”

Com Ana Paula Brunkow

Local: Cine- Teatro Ópera – Auditório A

Horário: 9h às 12h – 14h às 18h

Inscrições: R$ 10,00 para alunos do Conservatório / R$ 20,00 para demais participantes

Festival de Música 2011 – Concerto de Trios, Quartetos e Quintetos de Sopros

Local: Cine Teatro Ópera – Auditório B

Horário: 18h30

.Ingressos: R$ 6,00 ( Inteira) e R$ 3,00 ( Meia-entrada)

Domingo (03/07)

Show de Encerramento do Festival de Música 2011- Espetáculo Musical “ Leveza”- Música

Popular Brasileira com Vanildo Machado

Local: Cine Teatro Ópera – Auditório A

Horário: 20h

Ingressos: R$ 6,00 ( Inteira) e R$ 3,00 ( Meia-entrada)

Sábado (02/07) e domingo (03/07)

Peça teatral BarbAzul

Local: Cine Teatro Ópera (Ponta Grossa)
Horários: dia 02/07 às 20h, e dia 03/07 às 19h
Ingressos: R$ 10,00 (inteira), e R$ 5,00 (meia-entrada)

Quarta-feira (06/07)

Curso básico de sushi e sashimi – Espaço Gourmet (Escola de Gastronomia)
Período: Tarde

Mais informações:
Rua 7 de setembro, 1303

Telefone: (42) 3028 7120

 

Quinta-feira (07/07)

Atividade: “Piano Rock Concert” – Show Concerto com Jeff Reinholds

Local: Centro de Cultura Cidade de Ponta Grossa

Horário: 20h30

Ingressos: R$ 20,00 ( inteira),  R$ 10,00 ( meia-entrada)

Promoção válida apenas para entrada inteira: Casal R$ 30,00

01/07/2011

Meio bossa-nova e rock’n roll

Cine-cittá oferece opção de lazer cultural diferenciada para ponta-grossenses

Bar, Café & Restaurante. Se não fosse pela placa indicando o Cine-Cittá, no centro de Ponta Grossa, aquela residência poderia se passar por uma casa qualquer. No entanto, se há algo que o Cine-Cittá não é, é um lugar qualquer. Com uma decoração diferenciada, composta por pôsteres de filmes como Laranja Mecânica e de cantores como Madonna, o lugar apresenta uma nova opção de lazer totalmente inovadora para a cidade de Ponta Grossa. Além de servir almoços, produzir pratos à la carte e cafés, o novo local conta com uma programação única para agradar a todos os tipos de clientes.

A proposta do Cine-Cittá é oferecer um espaço cultural. Para que isso de fato aconteça, eles preparam uma programação noturna diferenciada. Nas segundas e nas quintas haverá exibição de filmes relacionados a um assunto (os primeiros filmes que estão sendo exibidos possuem música como tema). E, após a exibição, ainda haverá espaço para debate. Além disso, na terça-feira (noite) acontece o Dia do Vinil onde os visitantes podem escolher os vinis que irão tocar ou podem levar seus próprios vinis, CD’s e até mesmo músicas em pen drive.

Outro aspecto interessante, tanto para gerar interação quanto para deixar os visitantes mais a vontade, é o dia da cultura popular – que acontece nas quartas – onde todo aquele que quiser cantar, declamar poesia ou realizar uma atividade artística pode mostrar seu talento. Nas sextas o Cine-Cittá organiza apresentações musicais, como shows ao vivo. E, para a surpresa de quem ver o cardápio, os drinques possuem nomes de algumas personalidades, como Che Guevara, Madonna e Mussum. Já as especiarias da casa ganham nomes de filmes como A dama e o vagabundo, Memórias de uma gueixa e Psicose.

O atendimento merece destaque, já que cada cliente novo que chega ao espaço é tratado com muita atenção, sendo convidado a conhecer as mediações do bar. Há três repartições, sendo uma dessas para fumantes. Outro ponto relevante são as músicas que sempre estão tocando, variando entre os estilos MPB e rock alternativo. A altura do som permite que os clientes conversem sem que se incomodem. O bar também abriu espaço para que haja exposições fotográficas e de pinturas em seu interior. O Cine-Cittá é inovador e abriu a possibilidade para o que o público ponta-grossense se aproxime de diferentes culturas.

Diandra Nunes

Serviço:

Cine-citta

Rua Coronel Bittencourt, 359 (próximo a Santa Casa)

Telefone: 3323-0359

e-mail: cinecitta@gmail.com

Twitter: @cine_citta

Imagem: Marina Alves

01/07/2011

Da espera e monotonia ao envolvente Ragamuffin

Show da banda de reggae Maskavo arranca bocejos do público em Ponta Grossa

“O reggae não é pra se ouvir, é pra se sentir. Quem não o sente não o conhece”. De acordo com as palavras de Bob Marley, o reggae é muito mais que uma música com os compassos acentuados na segunda e na quarta batida: o ritmo carrega uma vibração que contagia aqueles que compartilham desse tipo de som.  Essa levada foi o que faltou na exibição da banda de reggae Maskavo, que ocorreu no palco da Prime Pub, centro de Ponta Grossa, na quinta-feira (23/06).

A apresentação teve tons de monotonia, clima que era perceptível a cada bocejo de um dos presentes na plateia. A música parecia cansativa e o horário também não colaborou, já que o início do show, marcado para meia-noite, teve um atraso de quase duas horas. A banda também pecou na escolha do repertório, esgotando logo de inicio a maioria de seus sucessos e deixando para o restante da noite apenas canções desconhecidas, causando assim reações no público como gritos de “toca Bob Marley” e até mesmo a redução no numero de presentes.

O destaque da noite ficou por conta dos solos do guitarrista da banda Rodrigo Busnello Prataviera, conhecido no meio musical como Prata. O músico mostrou  destreza com o instrumento de trabalho chegando, em alguns momentos, a executar solos com os olhos fechados. No entanto, o ponto alto da apresentação foi durante a execução da música Quando o sol se por, onde os instrumentistas da banda mostraram sincronia ao se utilizaram do Ragamuffin para quebra a levada do reggae, fazendo com que os presentes tirassem os pés do chão.

Maykon Lammerhirt

Imagem: Maykon Lammerhirt

01/07/2011

A doce sina da bailarina: dançar, dançar e dançar

Academia de dança La Ballerina comemora 25 anos e planeja espetáculo, mesclando ballet clássico, contemporâneo e jazz

Este ano, 25 é número especial para a escola de dança La Ballerina. Em outubro de 2011 a academia completa 25 anos, o mesmo número de espetáculos apresentados em Ponta Grossa. O espaço da academia é aconchegante e amplo, com uma recepção rosa e azul e muitas fotos e ilustrações de bailarinas nas paredes. Ao entrar no ambiente logo se ouve música e muita conversa entre as pequenas meninas que desejam ser bailarinas.

A La Ballerina já ganhou prêmios em diversos concursos, inclusive fora do estado. Em 2010 a academia levou dois segundos lugares e um terceiro lugar no 130 TDB Bauru.

A academia conta com sete professores no total e mais de 12 turmas. Em média, o prazo para um aluno estar formado é de 13 anos. Mas também há turmas que contemplam adultos que desejam fazer dança apenas como um hobby, sem formação. As aulas são de ballet clássico, ballet contemporâneo e jazz. Em 2011, o espetáculo anual de dança promete contemplar os três gêneros. As coreografias do show são feitas pelos professores da escola e a execução delas fica a cargo dos próprios alunos. Portanto, é um espetáculo de dança amador.

Pelo segundo ano, a escola traz aulas de ballet contemporâneo e já mostrou, em 2010, com o espetáculo “Épikus”, que a junção da leveza do ballet clássico com a força e os movimentos mais livres do contemporâneo resulta em uma apresentação forte e ao mesmo tempo delicada. A expectativa é que a apresentação anual de 2011 traga algum diferencial, que em “Épikus” se revelou não somente nos passos e movimentos, mas também no conteúdo histórico apresentado.

Marina Alves

Serviço:

Atendimento de segunda à sexta pela manhã, das 9h30min às 11h30min / a tarde das 13h30min às 19h30min

Telefone: 3223-12 82

Endereço: Rua Santana 113 (próximo a Catedral da cidade)

E-mail: la-ballerina@hotmail.com

Imagem: Marina Alves

01/07/2011

Sem qualidade, mas com audiência

Informação de qualidade não é levada em conta em programa de circulação nacional

O programa “A hora do Mução”, veiculado pela rádio Mix, estação FM 94, 7 em Ponta Grossa, objetiva ser um entretenimento humorístico. No site do programa aparece a frase: “O Mução e sua galera bizarra vão fazer você passar mal de tanto rir”. Bizarra, a galera pode até ser, mas dar risada é a última coisa que é proporcionada ao ouvinte.

Tudo bem que esta produção não tem a pretensão de ser encarada como, mas vai totalmente contra as referências básicas do radiojornalismo, pois pode-se notar desrespeito aos ouvintes, presença de palavras de baixo calão, não é conciso, locução e dicção nada agradáveis e, além de tudo, não passa nenhum tipo de informação.

“A hora do Mução” é transmitida de segunda a sexta-feira, às 8 e às 18hrs, horários estratégicos em que há maior audiência no rádio. Talvez, o horário seja um dos poucos disponíveis aos ouvintes que trabalham possam escutar rádio, e deveria ser utilizado para passar informação às pessoas e não para propiciar formas de alienação.

Pelo programa ter circulação nacional, não se sabe como as pessoas acionadas para fazer pegadinhas são descobertas, deixando aí a credibilidade em risco. Além da utilização de algumas gírias regionais, que podem não ser compreendidas em estados mais afastados.

As pegadinhas e piadas realizadas com os ouvintes nada têm de engraçado e, em alguns casos, poderiam ser tranquilamente encaradas como ofensa. Porém, se analisar os comentários de alguns ouvintes no site, percebe-se que existe um público que acompanha o programa, gosta do que ouve e quer participar.

Mariel Riveros

Serviço:

A hora do Mução

Segunda à sexta-feira, às 8h e 18h

Rádio Mix.

Imagem: divulgação

01/07/2011

A maior assessoria de Ponta Grossa

É o que se pode afirmar. Site da Prefeitura pauta imprensa local, mantido pela assessoria do poder executivo

Com informações sobre todos os setores do administrativo municipal, o site da Prefeitura de Ponta Grossa é um dos mais acessados pela imprensa local. Prova disso são as inúmeras informações repetidas que se pode ver, ler e ouvir nos meios de comunicação ponta-grossenses. Nos noticiários das emissoras de rádio (principalmente as AM’s), nos dois jornais impressos ‘diários’ (Jornal da Manhã e Diário dos Campos) e nas emissoras de TV (Educativa de Ponta Grossa, TVM e Vila Velha, com menor repercussão na RPC – TV Esplanada), as notícias veiculadas no site da Prefeitura ganham visibilidade e chegam a ocupar grande parte da programação/espaço dos meios.

Um dos motivos é a relevância para o público nas notícias que têm proximidade com o local, como informações referentes às escolas, hospitais, postos de saúde, transporte coletivo urbano e os serviços de utilidade pública (recadastramentos em programas sociais, por exemplo). Outro assunto que ganha visibilidade – e que é reproduzido pelas outras mídias – são os eventos promovidos pela Prefeitura que, além de constarem no espaço fixo da Agenda Cultural, são pautados em matérias no corpo do site.

A página diferencia-se também por ferramentas que facilitam a localização do público leitor, como uma ‘nuvem’ de temas mais constantes e banners com links para outras páginas úteis do próprio site, como o Portal da Transparência, Diário Oficial, Licitações, Fale Conosco, Agenda Cultural, Defesa Civil e Procon, por exemplo. Por fim, se destacam também as informações turísticas, porém ainda exploradas de forma simplória para uma cidade que busca ter suas referências no turismo.

Quanto ao conteúdo das matérias, é inegável que tratam a Prefeitura como o melhor órgão possível para o cidadão ponta-grossense. Entretanto, como se trata de uma assessoria, o público não poderia esperar que mostre os problemas da cidade e sim a maquiagem aplicada pelos administradores públicos.

Eduardo Godoy

Serviço:

Prefeitura Municipal de Ponta Grossa:

http://pontagrossa.pr.gov.br

Imagem: reprodução

01/07/2011

Filme nacional com cara de estrangeiro

Cinema brasileiro tende a copiar modelos hollywoodianos visando maior lucro

Em dezembro de 2011 aconteceu a estreia do filme De pernas pro ar, que esteve em cartaz no cinema do shopping Palladium e atraiu um público satisfatório através da propaganda que foi feita a respeito da trama.

O filme começa enfatizando a característica de “workaholic” – viciada em trabalho – da personagem principal, Alice (Ingrid Guimarães). A personagem tem a sua vida atrelada à empresa de brinquedos em que trabalha e não destina muito tempo à vida familiar. Ela cruza seu caminho com a vizinha Marcela (Maria Paula), que é dona de uma loja de “sex shop”, e a partir de então começa a pensar mais em sua família de maneira altruísta.

As propagandas feitas sobre o filme antes da estreia colocaram no público a expectativa de ver algo ligado ao sexo, visto que o assunto mais comentado da obra foi o momento em que Ingrid Guimarães tem seu primeiro orgasmo, com um objeto da “sex shop” que a amiga Marcela lhe vende.

De pernas pro ar é um filme fraco e semelhante em demasiado às produções de comédia romântica de Hollywood. Primeiramente, vale deixar claro que “workholic” é um termo não traduzido para o português.

As mulheres do Brasil se identificariam mais com uma obra onde a mulher fosse calorosa com seu filho e marido, mesmo que trabalhando e se preocupando com a vida financeira. Além disso, a trama corre pelos conflitos familiares de Alice, e não por seus conflitos sexuais, como era a expectativa.

Não há nada de novo no filme, nada que prenda a atenção do público. Tudo que se vê na tela é o mesmo desenrolar dos filmes que estão no mercado. Uma mocinha estava no caminho errado, passa a pensar melhor na vida, toma um novo rumo e por fim consegue resolver todos os seus problemas como num passe de mágica.

Se a proposta era mostrar ao público a imagem atual da mulher brasileira, os produtores do filme erraram feio.

Juliana Zavadzki

Serviço:

Filme “De pernas pro ar”

Produção: Mariza Leão

Lançado em dezembro de 2010

Elenco: Ingrid Guimarães (Alice), Bruno Garcia (João),  Maria Paula (Marcela) e João Fernandes (Paulinho)

Trailer

Site

Imagem: reprodução