Archive for Junho, 2011

27/06/2011

Não cabe no texto opinativo o lead noticioso

Experimentar novas formas estruturais de produção textual é importante para qualquer escritor. Em geral, os textos deste blog não são ousados, se mantêm num mesmo padrão, se tornando repetitivos entre si. Isso pode tornar a leitura cansativa e desanimar possíveis leitores, já que a maioria dos textos começam iguais, com uma informação de serviço sobre o produto pautado. É provável que uma simples modificação na estrutura dos textos, subindo ou descendo um parágrafo, os tornassem mais interessantes. Ainda não se viu um texto do blog que comece de fato com uma crítica. É como se os escritores estivessem contaminados com a paranoia do lead jornalístico, priorizando informações gerais do objeto. Esse lead quadrado não faz sentido na crítica, pois foi pensado pela lógica informativa. Dele se pode aproveitar somente a noção de pirâmide invertida, a qual orienta que as informações mais importe fiquem no topo. Mas o mais importante numa crítica não é o mesmo da notícia. E isso parece que os autores deste blog ainda não entenderam.

Se fôssemos elaborar um lead para uma crítica cultural, certamente o que é considerado fundamental no texto noticioso estaria lá embaixo da pirâmide invertida. No topo estariam os porquês de nossas opiniões. Mas longe de qualquer fórmula, o essencial é experimentar. Entretanto, uma vez que a estrutura textual está diretamente ligada ao gênero, mexer nela é uma tarefa delicada. A editoria Vitrola, por exemplo, traz bem mais uma narrativa fictícia, cheia de deduções, que uma crítica musical. Ao certo o tempo verbal do texto contribuiu para que isso acontecesse. Além disso, em vários momentos a postagem beira o ridículo, como quando diz “…o frio da noite princesina do lado de fora e levando o público a uma apoteose gerada pela música” ou “marcando o retorno do grupo depois de dois intermináveis anos para seu público”.O texto pouco se refere ao desempenho da banda e da qualidade de suas canções, se limita a especular sobre as reações do público. Não é adjetivando uma descrição que o texto obterá criticidade.

O foco no público é outro problema recorrente no blog. Ao pautar eventos, os autores se prendem no público e buscam decifrar seus sentimentos durante o espetáculo. Quem se dá ao trabalho da crítica precisa se colocar num ponto de vista diferente e, em vez de procurar alguma coisa no público, analisar o fenômeno todo, principalmente a apresentação que, afinal, é o objeto da crítica. Além da Vitrola, a Em Cena comete esse equívoco, mas de modo menos piegas, embora utilize termos como “temperada” e “um toque”. Aquela busca de qualquer coisa nos espectadores também pode tornar o texto incoerente, como no fim da “crítica teatral” desta semana, o qual afirma que “Apesar de comentada, a dança foi descompassada e os movimentos sem delicadeza”. Eu, leitor do blog, me pergunto o que é que os comentários têm a ver com o compasso e a delicadeza da dança?

E novamente a editoria Projetor se destaca, revelando uma familiaridade dos autores com a crítica cinematográfica. Com exceção do título que, seguindo a tendência do blog, não fala nada sobre o que vem a ser o texto, a postagem se afirma como um crítica de cinema. Bom seria se nas outras editorias os autores analisassem os produtos com os mesmos olhos que analisam os filmes.

Stiven de Souza

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24/06/2011

Agenda Cultural – 24 a 29 de junho

De 24 a 26 de Junho

Atividade: “ III Ponta Grossa Easy Road” – Encontro de Motos
Local: Complexo Ambiental – ao lado da Estação Saudade
Programação:
24/06- 19h- Show com bandas locais
25/06- 9h – Abertura do Evento- 12h – Desfile de Abertura pela cidade
14h30- Passeio – Durante toda tarde: diversas atrações
22h30 – Show com a Banda “Made In Brazil”
26/06- Shows com Bandas locais

25 de junho a 3 de julho

Festival de Música 2011

Atrações musicais, palestras para o público em geral e oficinas de instrumentos variados.

Palestras e oficinas: R$10 para alunos do Conservatório Musical Maestro Paulino Martins Alves e  R$ 20 para os demais participantes.

Concertos musicais: R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia).

Mais informações: (42) 3901-3038

25 de junho – Sábado

Show com “Blindagem” e Orquestra Sinfônica de Ponta Grossa
Rock in Concert
Maestro Adailton Pupia
Lugar: Cine-Teatro Ópera – auditório A
Horário: 20h
Ingressos: 20 reais

Show com “André Jr. e Alexandre”
Sertanejo
Local: Prime Pub

26 de junho- Domingo

Projeto Rede Luz 
Filmes em cartaz  a serem definidos na semana de exibição
Promoção:  Governo do Paraná/ Secretaria de Estado da Cultura/ Museu da Imagem e do Som e Secretaria Municipal de Cultura e Turismo
Local: Cine-Teatro Ópera – Auditório A
15h
Classificação: Livre
Mais informações: 3901-1610- Osmar
Entrada franca

29 de junho – Quarta-feira

Roda de leitura
Promoção: Bando da leitura
Horário: Das 9h às 11h
Local: Rua Roberto Auer, 141, Vila Ferroviários (Bairro de Oficinas – próximo ao conjunto Acácia)

 

24/06/2011

Uma viagem pelo tempo

O “Bar da Visconde” mistura decoração de botequins antigos com atuais

Quem segue a rua do lado direito da Igreja São José vai chegar na rua Visconde de Sinimbú, no Bairro São José, em Ponta Grossa/PR. Se continuar na rua, umas quatro quadras, vai encontrar um boteco conhecido como “Bar da Visconde”. No local, pode-se encontrar na decoração desde tevês dos anos 1950 até camisas de vários times de futebol, atuais e antigas. As mesas e cadeiras também fazem parte da decoração. Elas estão em todos os lugares, fora há mesas de plástico,dentro mesas e bancos de madeira, na garagem há mesas. E até no teto, por incrível que pareça, tem uma mesa com cadeiras. O jogo americano de papel é personalizado, assim como o cardápio, com desenhos inimagináveis.

A parede é metade de concreto e metade de tijolinho a vista. Para decorá-la placas de carros antigos, jornais antigos, brasões de times de futebol, rádios antigos,  moendas de café e fotos. No meio dessa ‘velharia’ uma tevê de LCD, com DVD e umas caixas de som prata. Mas não é só a decoração que é irreverente, pois o atendimento também tem esta marca, além de ser imediato. Já a música é típica de botequins, hora um chorinho, hora uma samba.

O que talvez faz com que muita gente não saiba da existência do “Bar da Visconde” é sua localização, em meio a casas em um bairro familiar. Mesmo assim, as pessoas que o conhecem são freqüentadores assíduos. Nos horários de happy hour sempre há grande visitação, especialmente porque o lugar oferece também serviço de bebidas, sucos, petiscos e, em datas comemorativas, jantar. Ao que parece, para manter a tradição os donos do bar só tem uma máquina registradora e não aceitam pagamento com cartões de crédito ou débito, o que pode, talvez, afastar alguns futuros clientes.

Maria Fernanda

 

24/06/2011

Deveria ser, mas nem chega perto de ser

Com problemas de apresentação, JB Urgente não cumpre sua proposta editorial

O JB Urgente, programa da TV Vila Velha, canal a cabo de Ponta Grossa, é uma produção independente ancorada por João Barbiero. Um painel com o nome do programa, uma mesa e um notebook são o cenário de algo que se esforça, em vão, para fazer reportagens de interesse público e que chamem a atenção da cidade para uma produção local.

A impressão que o apresentador passa ao público é a de dúvida em frente às câmeras, pois frequentemente conversa com quem está gravando e pergunta para qual câmera deve olhar e o que deve falar. Com problemas no ritmo da apresentação, Barbiero comete o que poderia se chamar de “pecado” em um programa de caráter noticioso que pretende transmitir seriedade ao público.

Com matérias unilaterais, o programa apresenta um caráter de expressão partidária, deixando de lado uma das características do jornalismo, que é dar direito ao contraditório e à pluralidade de opiniões. Diante disso, surge a questão: quem é o jornalista responsável pelo programa, e será que ele passou por alguma escola de jornalismo?

Com cerca de 10 pessoas responsáveis por fazer o programa funcionar, logo nota-se uma certa ausẽncia de um tino jornalístico para colocar em prática a proposta do JB Urgente, que é levar à sociedade notícias de interesse público e, a partir delas, gerar uma solução para os problemas do povo.

De acordo com alguns autores para o jornalismo, como Adelmo Genro Filho e Nilson Lage, programas jornalísticos deveriam ser mais sérios, para transmitir confiança ao público, que busca neles uma possível solução para algum problema que enfrenta. No caso do JB Urgente, talvez, faltaria passar ao público credibilidade e confiança, tornando o programa um pouco mais sério e plural.

Luiza Slaviero

Serviço:

Programa: JB Urgente

Apresentador: João Barbieiro

Canal: TV Vila Velha, canal 16

Horário: Quarta e quinta-feira, às 21h40

 

24/06/2011

Adeus, segunda-feira triste: Bidê ou Balde retorna à Ponta Grossa

Show mescla sucessos da banda com novo EP, lançado em 2011

Aos gritos de “Bidê! Bidê! Bidê” vindos do público, a banda gaúcha Bidê ou Balde subiu no palco da Prime Pub no último dia 11/06. A gritaria foi por conta da demora do grupo em começar a apresentação, que iniciou quase às 2h da madrugada, no espaço quente do Pub. Tirando este entrave, o show foi ‘pra lá de bom, tchê’.

Composta por Carlinhos Carneiro (vocal), Rodrigo Pilla (guitarra), Vivi Peçaibes (vocal/teclado), Marcos Rübenich (bateria), Pedro Porto (baixo) e Leandro Sá (guitarra), a banda de rock foi formada em 1998 em Porto Alegre e, de lá para cá, vem emplacando sucessos em um cenário não tão comercial. O destaque da apresentação é a energia dos vocalistas, que chegam próximos (muito próximos!) do público.

“É preciso dar vazão aos sentimentos…” gritavam os vocalistas e os baladeiros, em um coro que embalava o início do Dia dos Namorados de uma forma bem agitada. Carlinhos Carneiro frisou bem o entusiasmo do público fazendo uma comparação com o show que a banda fez em Guarapuava. Aos gritos, disse que levaria os ponta-grossenses para lá, “porque este sim é um povo animado”.

Um “fenômeno físico”, como bem descreveu o vocalista, ocorria ali, deixando o frio da noite princesina do lado de fora e levando o público a uma apoteose gerada pela música.

Na play list da noite, uma junção dos quatro álbuns da banda era temperada com as canções do novo EP (‘Adeus, segunda-feira triste’), lançado este ano. Mesmo com as músicas recentes, o coro de vozes díspares parecia ter ensaiado para a apresentação.

No ditado popular, há males que vêm para o bem. Um problema com a bateria fez com que a música Aeroporto ganhasse uma roupagem nova. Talvez um carimbo do show de Bidê ou Balde em Ponta Grossa, marcando o retorno do grupo depois de dois intermináveis anos para seu público.

Eduardo Godoy

Show em Ponta Grossa

Data: 11/06/11

Local: Prime Pub

Bidê ou Balde

Site: www.bideoubalde.com.br

My Space: www.myspace.com/bideoubalde

Twitter: @BideouBalde

You Tube: www.youtube.com/bideoubalde

Prime Pub

Site: www.primepub.com.br

Twitter: @PrimePubBar

 

24/06/2011

Do Oriente ao Ocidente em duas horas

O que fazem três mulheres seminuas no Complexo Ambiental em uma tarde de domingo? Protesto? Passeata?

Não, nada disso! Quem caminhava pelas proximidades da antiga estação Ferroviária, depois das 15 horas, no domingo, 19/06, pôde conferir a 1ª mostra do projeto “Semeando Dança”. O projeto conta com apresentações de academias e grupos de dança de PG. A maioria das coreografias era dança gaúcha, mas houve também folclórica, Taikô Japonês (bater ritmado de tambores), e dança do ventre, à qual uma senhora da plateia se referiu como ‘indecente’.

Os dançarinos se apresentaram em meio ao público, que a todo o momento se renovava. Alguns que estavam de passagem paravam, enquanto outros saiam. Pode-se dizer que o número de pessoas se manteve constante durante as quase duas horas de danças.

O Parafolclórico Aracê Poranga dançou a lenda de Vila Velha. O tema só ficou claro porque foi explicado, já que a expressão corporal e a música não mostraram a intenção do grupo. Dentre as apresentações de danças gaúchas destacou-se o CTG Vila Velha, que apresentou uma coreografia diferente, m

ais rápida e animada, com direito à troca de figurino. Os demais grupos demonstraram animação e compasso, mas limitaram-se ao básico.

O bater de tambores chamou a atenção do público, principalmente porque o grupo de Taikô era composto unicamente por crianças. A expressão corporal demonstrava força e respeito àquela arte, o que acrescentou um toque oriental ao conjunto das apresentações.  Quanto ao Grupo de Dança Bagdá, foi o que recebeu mais comentários. Ouvia-se entre cochichos: “É uma dança bem sexy, né?” ou ainda, “Olha como rebola aquela ali!”. Apesar de comentada, a dança foi descompassada e os movimentos sem delicadeza.

Mariane Nava

Serviço:

Projeto “Semeando Dança”

Próxima apresentação:

Dia 19/06- Domingo às 15 horas

Complexo Ambiental- entrada franca

 

24/06/2011

Um programa que conversa com o ouvinte

O Show da Suellen conta com horóscopo, simpatias, significado de sonhos e músicas

Ao ouvir o Show da Suellen, na Rádio Central AM, em Ponta Grossa/PR, fica a impressão de que a locutora, que dá nome ao programa, está sempre a dar conselhos aos ouvintes. Isso acontece devido à postura descontraída da apresentadora.  Construções com referência direta ao público, como “você vai gostar”, “você precisa saber”, e vocabulário de fácil entendimento dão um ar de conversa, o que estreita a relação com o ouvinte. A linguagem coloquial e simples, que dialoga com o público, mantém-se nos quadros de horóscopo, simpatias e significados de sonhos.

Não existem blocos diferenciados para publicidade ao longo das duas horas de duração do programa. A própria Suellen se encarrega de divulgar as propagandas e faz com que cada produto ofertado venha em forma de sugestão. Dessa forma, não fica aquela sensação “hora da propaganda, hora de mudar o canal”, pois a apresentadora é breve e as falas seguem o mesmo tom do programa.

O Show cumpre as características da linguagem do rádio, com frases curtas e no presente, que não cansam o ouvinte e dá atualidade ao que se fala. A entonação da locutora impede que o discurso se dê sempre no mesmo tom, o que poderia deixar a locução monótona. A dicção de Suellen é outro ponto positivo, pois torna possível entender todas as palavras sem esforço, o que facilita a escuta.

Como em grande parte das atrações do rádio, no Show da Suellen também há espaço para músicas, no caso, sertanejas. Em tal aspecto, a transmissão consegue atingir diferentes públicos, uma vez que são tocadas desde canções tradicionais, como as dos cantores Tonico e Tinoco, que têm 60 anos de carreira, até os mais recentes sucessos, como o cantor Luan Santana, de 19 anos.

“A namoradinha da cidade”, como é caracterizada Suellen em uma das vinhetas do programa, torna a experiência de ouvir rádio mais agradável, graças à habilidade de transformar a atração em uma grande conversa. É uma boa pedida pra quem gosta da fórmula carisma do locutor + informação descontraída + música.

Tamiris Busato

Serviço

Programa Show da Suellen

Horário: 12 às 14h

Rádio Central – http://centraldoparana.com.br/

24/06/2011

Advocatus para advogados

Revista direcionada para público jurídico aborda desde temas da área até arquitetura, moda e turismo

 A Revista Advocatus é o órgão oficial de divulgação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Subseção de Ponta Grossa. A publicação é mensal, gratuita e dirigida aos advogados inscritos na seccional da cidade. A tiragem é de 2.600 exemplares.

A revista passou por uma remodelação no mês de abril último, com a inclusão das principais notícias das Subseções de Castro, Irati e Prudentópolis, aumentando de 22 para 30 o número de páginas de cada edição, incluindo ainda seções de arquitetura, moda e turismo, com dicas e fotos sobre estes assuntos realizadas por profissionais de cada área.

A Advocatus é um veículo segmentado que trata de temas de interesse dos advogados, com entrevistas, cobertura de eventos jurídicos e sociais, informações úteis, notícias locais e regionais, artigos e agenda dos cursos programados na cidade. Com papel e impressão de qualidade muito boa, a publicação atende bem à função de informar e orientar os advogados a respeito dos principais eventos e notícias na área jurídica.

Os artigos são bem pontuais e tratam de temas da atualidade. As matérias e notícias são escritas pela jornalista Karina Kozinski, responsável pela publicação. As fotos ilustram bem as informações. Algumas são tiradas pela própria jornalista e outras são fotos de divulgação, compondo harmonicamente as páginas.

O veículo não possui muita publicidade. Na edição nº 34, de maio de 2011, conta-se 9 anúncios publicitários em toda a revista, o que favorece o interesse pela publicação e dá mais credibilidade ao veículo.

A matéria de capa traz um assunto importante para o município, a superlotação na cadeia pública de Ponta Grossa. A foto é do fotógrafo Fábio Matavelli. A matéria explica a atual situação do sistema prisional ponta-grossense e as medidas que estão sendo tomadas para resolver o problema.

Tirando poucos erros de digitação, a revista possui material de qualidade e atende bem às expectativas dos advogados.

Fernanda Rosas

Serviço:

Revista Advocatus

Ano IV, nº 34, maio de 2011

Coordenação: Ordem dos Advogados do Brasil – Subseção de Ponta Grossa

Realização: Barbiero Comunicações

Jornalista Responsável: Karina Kozinski – Mtb 5905/PR

Diagramação: Flávio H. Chrun

Capa: Foto: Fábio Matavelli

Revisão: Luiz A. Rocha

Impressão: Midiograf

Tiragem: 2.600 exemplares

24/06/2011

Saque a pistola, vamos ao Velho Oeste

Bravura Indômita traz um enredo atípico dos filmes de ‘bang-bang’

Um roteiro típico dos Irmãos Coen, que concorreu em 10 categorias no Oscar 2011. Com um figurino fiel para época retratada, uma fotografia que explorou ao máximo o cenário e atuação segura de Jeff Bridges, como Rooster Cogburn, e Hailee Steinfeld, como Mattie Ross, Bravura Indômita (original True Grit) alavanca um gênero que envolve os ‘novos’ filmes de Faroeste, mesmo este sendo um remake de um filme homônimo de 1968, estrelado por John Wayne.

A história fala sobre Mattie Ross, uma jovem de apenas 14 anos que vai atrás do assassino de seu pai, Josh Brolin, contratando o corrupto federal Rooster Cogburn aliado ao ‘Texas Ranger’ LaBoeuf. Apesar do roteiro não incluir grandes peculiaridades e reviravoltas durante a história, o filme consegue fidelizar seu público com o sentimento de presença perante aos personagens. A coloquialidade e o sotaque imposto pelos autores (perceptível pelas diferentes formas como falam a mesma palavra) conseguem ser naturais e fluir durante o filme.

A alta exploração de cenários durante o filme contrasta com a falta de diálogos longos e que estejam relacionados com o enredo. Durante considerável parte dos 110 minutos do longa-metragem, o filme não aborda o lado humano dos dois agentes da lei protagonistas, deixando assim uma brecha para várias interpretações sobre qual é o intuito real de cada um durante a história.

Bravura Indômita, acima de tudo, mostra o amadurecimento da forma de roteiro dos Irmãos Coen sem deixar o seu estilo dramático e sarcástico que cada vez mais adere um público maior que apenas os ‘cults’. Um filme que concorre a 10 estatuetas, todavia tem de ser reconhecido por atender ao interesse crítico da Academia, sem deixar de pensar no público que usará dele. E, assim, o filme impulsiona uma nova forma de pensar os já consagrados filmes de Faroeste.

Dhiego Tchmolo

Serviço:

Filme: Bravura Indômita (em inglês, True Grit)

Diretor: Irmãos Coen

Local: Sala 03, 16h00 e 20h30 – Shopping Palladium (Legendado)

Dia: Todos os dias, menos sexta-feira

Duração: 110 minutos

22/06/2011

Opiniões raras e ainda assim confusas

E a fórmula permanece. A descrição se estende pelo texto todo e só no último parágrafo surge um tímido e vazio comentário. São raros os adjetivos em alguns textos do blog. A postagem da editoria Em Cena serve de amostragem sobre a fórmula em questão. De modo algum o texto se caracteriza dentro gênero opinativo. Não é um comentário sustentado num lugar comum (“magia do teatro”) que fará o texto crítico. Afinal, frases clichês tendem a pouco dizer, pois são reproduções, repetições, cópias. O texto opinativo precisa ser autêntico. O receio em criticar ainda impera na postagem sobre teatro. Vê-se claramente o autor tentando dizer que algumas interpretações eram ruins, mas sabe-se lá por que é reprimido a expor sua opinião e opta em dizer “há interpretações de peso, contrastando com outras não tão vivas, mas com igual emoção”. A pergunta que fica é “como uma interpretação um tanto sem vida pode ter a mesma emoção que uma de ‘peso’?”.

A entrada sobre o telejornal da TV Esplanada se aproxima das necessidades de um texto crítico, no entanto, é bastante confusa. O autor deixa explicitamente anunciado que o telejornal perdeu qualidade com a saída do apresentador, mas no decorrer do texto levanta mais ganhos do que perdas, sendo estas últimas relativas unicamente à técnica. E mais. O texto relaciona as mudanças e os defeitos do telejornal diretamente com a saída do antigo apresentador, como se somente dele dependesse as decisões editoriais.

Apesar da baixa criticidade do blog como um todo, alguns textos conseguem se aproximar da crítica. A editoria Antena aborda o problema da Rádio Resistência de maneira sustentável, já que levanta aspectos que fazem dela ser o que hoje é. A falta de comprometimento dos apresentadores é um ponto que merecia, talvez, mais destaque, sendo contextualizado socialmente a partir de exemplos de desinteresse em outras áreas. O texto, também, poderia abordar o caráter das músicas tocadas na rádio, o que certamente não desviaria o foco da crítica, mas sim reforçaria o argumento, já que as músicas escolhidas pelos apresentadores tendem a condizer com seus ânimos e intenções.

Stiven de Souza