Archive for Maio, 2011

29/05/2011

Uma releitura não faz mal a ninguém

A falta de alguns textos deixa em dúvida a relevância que a equipe dá para a produção do blog. Da mesma forma, um texto que não se tratava de uma crítica ficou de fora. A tênue linha entre crítica e release deve ser observada nesse caso. Mesmo que a proximidade com o objeto do texto seja evidente, o lado jornalista é o que deve transparecer.

E, mais uma vez, os exageros foram utilizados. Na editoria “Projetor”, muito pouco se fala sobre a estrutura do filme, especificações técnicas e atuações. E, para quem nunca assistiu nenhum filme da franquia, se faz necessária uma explicação sobre o tema de “Piratas do Caribe”,  quem se trata Jack Sparrow, o que já aconteceu nas tramas anteriores. Pasmem… nem todo mundo conhece essa série da Disney!

Já em “Vitrola”, o texto foi bem construído, há informação completa para quem não é familiar com o Taiko e detalhes pertinentes sobre a formação do grupo. Consistente, a crítica deve prender e interessar tanto quanto a apresentação a que se refere. Outro recurso explorado foi a acertada comparação “os jovens músicos emitiam o som equivalente ao de um exército”. O fim desse texto traz a agenda de apresentações, suprindo mais uma necessidade de serviço do blog.

A editoria “Livro Aberto” deixa uma dúvida. Se Alberto Olavo de Carvalho faz uma homenagem ao pai no livro, como é que se trata de uma “homenagem de pai para filho”? Cuidado com isso, revisar é necessário e poupa desses detalhes passados despercebidos. “Site esportivo dá visibilidade às diversas modalidades esportivas de Ponta Grossa e região”, diz a linha de apoio da editoria “Entre Linhas”. Um site esportivo fala sobre modalidades esportivas? Eu não esperaria que falasse sobre moda! O último parágrafo deste texto possui as mesmas palavras várias vezes e a crítica sobre o design está muito confusa.

A evolução é visível. Prestar atenção e reler o próprio texto é necessário. Pensem nisso.

Tuanny Honesko

Anúncios
28/05/2011

Agenda Cultural – 28 a 31 de Maio

28 de maio – Sábado

Atividade: Espetáculo de Teatro para adultos ‘Abajur Lilás’, de Plínio Marcos

Direção: Emerson Rechenberg
Local: Cine-Teatro Ópera – Auditório B

Horário: 20h30

Ingressos: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia-entrada) na bilheteria do Teatro

Classificação: 18 anos

Mais informações: 8405-1205 com Osmar

Atividade: Show acústico com Fabinho Ribeiro

Local: Esquina XV

Horário: A partir das 19h00

Couvert artístico: R$ 2,00

Atividade: ‘La musique party’

Local: Malagueta Snack Bar

Ingressos: R$ 5,00

29 de Maio- Domingo

Atividade: Concerto do Coro Cidade de Ponta Grossa ‘Hinos clássicos’, com músicas de Martim Lutero e outros. Coletânea de Hinos Sacros com arranjos contemporâneos

Promoção: Secretaria Municipal de Cultura e Turismo e Conservatório Maestro Paulino Martins Alves

Local: Igreja Luterana Bom Pastor

Horário: 10h00

Ingressos: Entrada franca

Atividade: Projeto Rede Luz –  Exibição do Filme ‘Coraline e o Mundo Secreto’

Direção: Henry Selick- EUA- 2009- Animação- 101 min.

Promoção:  Governo do Paraná/ Secretaria de Estado da Cultura/ Museu da Imagem e do Som e Secretaria Municipal de Cultura e Turismo

Local: Cine-Teatro Ópera – Auditório A

Horário: 15h00

Ingressos: Entrada franca

Classificação: Livre

31 de Maio- Terça-Feira

Atividade: Projeto Tela Alternativa – Exibição do Filme:  ‘O Povo conta Larry Flynt’

Direção: Milos Forman-  EUA- 1996- Drama- 130 min.

Promoção: UEPG- Departamento de Línguas Estrangeiras Modernas e SMCT

Local: Cine-Teatro Ópera – Auditório B

Horário: 19h30

Ingressos: Entrada Franca

Classificação: 14 anos

Filmes em cartaz:

Shopping Palladium

Filme: Água para elefante
Gênero: Drama

Filme: Padre
Gênero: Terror

Shopping Total

Filme: Rango
Gênero: Animação

Filme: O retrato de Dorian Gray
Gênero: Drama

Filme: Sexo sem compromisso
Gênero: Comédia romântica

28/05/2011

Quem conta, os males espanta

Alberto Olavo de Carvalho registra ‘causos’ do Rotary Club de Ponta Grossa no livro ‘Uma Grande Família’

            Um livro de lembranças, recordações e homenagens. Assim pode ser definido Uma Grande Família, obra do médico obstetra ponta-grossense Alberto Olavo de Carvalho, também conhecido simplesmente por Tim.

A obra trata da amizade e companheirismo de pessoas que já passaram e outras que participam até hoje do Rotary Club de Ponta Grossa. O autor possui um carinho especial pelo clube que freqüenta, desde criança em companhia do pai. Já adulto, o médico passou a fazer parte do rol de associados do Rotary.

O início do livro é composto por uma homenagem de pai para filho. Alberto Olavo de Carvalho conta um pouquinho da vida do pai, Olavo Alberto de Carvalho, falecido em 1996. Nesse momento, a narrativa torna-se um pouco confusa pela semelhança dos nomes, deixando o leitor perdido no que se refere aos personagens das histórias contadas.

A obra ainda contém depoimentos do médico, de familiares e amigos do rotariano Olavo Alberto de Carvalho e de outras pessoas que ajudaram a criar o Clube.

O livro é dividido em contos. O autor utiliza ditados populares, expressões e gírias regionais durante toda a narrativa. Os diálogos são narrados exatamente como ocorreram. Como grande parte da publicação é composta de histórias cômicas, muitos palavrões fazem parte dos ‘causos’. Esse expediente acaba aproximando o leitor que se identifica com as situações.

A maioria das histórias foi presenciada pelo próprio autor ou contada nas reuniões do Clube. Há muitas curiosidades sobre a cidade de Ponta Grossa, como a criação dos Clubes Guaíra e Princesa dos Campos, do Cine Teatro Ópera, o nascimento do extinto Banco Bamerindus e do Colégio Agrícola.

Existem ‘causos’ engraçados, alegres, curiosos, trágicos e tristes. O saudosismo encontra-se presente em toda a obra. Um livro interessante para ser apreciado tanto pela família rotariana, quanto por aqueles que apreciam uma boa história.

Fernanda Rosas

Foto: Fernanda Rosas

Serviço:

Livro: Uma Grande Família

Autor: Alberto Olavo de Carvalho

Ponta Grossa, 2010

231 páginas

Apoio: Universidade Estadual de Ponta Grossa e Rotary Club Ponta Grossa

Valor: R$ 30,00

A renda obtida com a venda dos livros será destinada à ‘Maratona Intelectual’, iniciativa do Rotary Ponta Grossa.

28/05/2011

Esporte de verdade

Site esportivo dá visibilidade às diversas modalidades esportivas de Ponta Grossa e região

O Net Esporte Clube é um site esportivo pontagrossense, produzido por Alexandre Costa, ex-aluno do Curso de Jornalismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa. O endereço eletrônico tem um conteúdo bastante amplo pois, além das notícias desportivas da cidade, divulga novidades da região e até do estado do Paraná. O Operário Ferroviário Esporte Clube (OFEC) é o principal time de futebol da cidade e tem um espaço diário no Net Esporte Clube. Apesar disso, o site abre espaço para outras modalidades do esporte, o que é raro de encontrar nas mídias que se dizem desse segmento jornalístico. Natação, futsal, ciclismo, entre outros estão presentes nas matérias.

Além dos campeonatos da região, atletas locais participantes de competições em outros estados também ganhas destaque no endereço. Também são fornecidas informações e a programação dos Jogos Estudantis Municipais (JEM). Outra característica que vale destaque é a possibilidade que o Net Esporte Clube dá aos leitores de publicarem matérias. Basta que os interessados enviem os textos para a redação, citando as fontes e assinando a reportagem. A interação com o público dinamiza o site.

O design do endereço eletrônico é um pouco confuso e as cores um pouco frias. A disposição das manchetes e chamadas poderia ser mais clara. As fontes utilizadas são muito rústicas. A linguagem é bastante clara e objetiva, facilitando a leitura e sendo fiel às principais características do jornalismo.

Nayra Gazafi

Foto: Reprodução

Serviço:

Net Esporte Clube “Aqui o titular é você” – Um site com informação sobre esportesem Ponta Grossa.

28/05/2011

Navegando em águas não tão misteriosas

Batalha, mistério, fugas incríveis e muita água resumem o 4º filme da saga de Piratas do Caribe

Terra à vista! Ou deveria dizer Jack Sparrow à vista, pela quarta vez! Foram 135 minutos que o público navegou pelas emoções vividas pelo personagem principal, Capitão Sparrow, interpretado por Johnny Depp. O público foi seduzido por diversas fugas, seres mitológicos e viagens fantásticas, tudo com um toque de ironia no filme sequencial de Piratas do Caribe, intitulado Navegando em Águas Misteriosas.

O longa-metragem estreou mundialmente dia 20 de maio e, ao que parece, não decepcionou o público. Em seu 4ª dia de exibição, mais de 70% das poltronas da sala de cinema onde o filme está em cartaz foram preenchidas. Na saída, só se ouviam elogios, tanto em relação ao ambiente quanto ao filme, que seguiu a fórmula de sucesso e conseguiu dar continuidade à história sem deixá-la cansativa. O que ficou expresso durante a exibição, já que não houve conversas e percebia-se que as pessoas estavam concentradas no filme, seja pela história ou pelos efeitos visuais.

A trama gira em torno da busca pela fonte da juventude, cobiçada por espanhóis, ingleses e piratas. Cada cultura é representada de forma bastante estereotipada, ingleses como comilões egocêntricos, espanhóis como cristãos fervorosos e os piratas, pessoas fora da lei. Todos buscando a fonte por motivos próprios e divergentes, e ao descobri-la…

O filme parece cumprir a promessa feita pela divulgação anterior ao lançamento e a fama adquirida pelos outros filmes da saga. Os cenários, as maquiagens e os efeitos especiais provocavam sensações que variavam de nojo até espanto. A sujeira dos piratas parecia verdadeira, e tanto os cenários de terra firme quanto os mares eram como o canto das sereias, puxavam e prendiam o espectador.

Mariane Nava

Serviço:

Cine Araújo

De seg à sex as 15h – sala 4 dublado

De seg à sex 20:30 – sala 4 legendado 3D

28/05/2011

O som do grande tambor

Associação nipo-brasileira realiza apresentação de Taiko em frente ao Museu dos Campos Gerais

A Associação Cultural Esportiva Nipo-brasileira em Ponta Grossa(ACENBPG)) realizou no sábado, 21/05, um espetáculo de Taiko em frente ao Museu dos Campos Gerais, no centro da cidade. O Taiko (“grande tambor” em japonês) consiste em um tambor com corpo de madeira confeccionado com pele de animal, e possui variações em seus tamanhos. O instrumento, no passado, servia de motivação aos guerreiros japoneses, além de marcar o passo da marcha, e intimidar tropas inimigas.

Das oito crianças que fazem parte do grupo de Taiko de Ponta Grossa, as cinco que se apresentaram no início da tarde em frente ao museu esclareceram o motivo da intimidação. Quem estava passeando se surpreendia ao perceber que os jovens músicos emitiam o som equivalente ao de um exército.

Com idade entre cinco e dezesseis anos, os participantes trajavam kimonos nas cores laranja e preto e evidenciaram experiência com a prática. A apresentação era uma mistura de batuques fortes nos tambores, vocalizações entoadas em uníssono (som reproduzido por várias pessoas) e ainda movimentos corporais. A necessidade de preparo físico e concentração para a apresentação pediu que os jovens se alongassem antes do início do espetáculo, que teve quase meia hora de duração e foi gratuito.

O público que se aglomerou em torno da apresentação aplaudiu ao final de cada uma das cinco melodias, com os olhos atentos, buscando acompanhar todos os movimentos sincronizados dos músicos. A performance, que demonstrou a habilidade e coordenação de um conjunto de ações das crianças, é ensinada por professores voluntários, naturais do Japão, na sede da associação.

O grupo de Taiko de Ponta Grossa já realizou mais de 50 apresentações em 2011 na região dos Campos Gerais do Paraná. A ACENBPG, em parceria com o Museu Campos Gerais, realiza, no mês de maio, uma exposição sobre as faces da cultura japonesa. Logo após o musical Taiko, foi realizada uma apresentação de Tai Chi Chuan(arte marcial chinesa) e outras atividades acontecerão até o dia 9 de junho.

Patrick Inada

Serviço:

Exposição “Faces Culturais do Japão” – Exposição até 9/06

Museu dos Campos Gerais, rua Engenheiro Schamber, 686, Centro.

Contato: (42) 3223-7766 ou museucamposgerais@uepg.br

Associação Cultural Esportiva Nipo-brasileiraem Ponta Grossa(ACENBPG)

http://kaikanpg.com.br

Fotos: Maycon Lammerhirt

28/05/2011

Especialmente para as donas de casa

Programa de grande audiência na região, ‘Jornal Popular’ se destaca na manhã pontagrossense

 Nas manhãs de Ponta Grossa existe um grande número de programas preparados especialmente para as donas de casa. O ‘Jornal Popular’, transmitido pela Rádio Central é mais um desses programas. Ele se destaca dos outros, pois tem uma longa duração, começa às 06h30min da manhã e acaba às 10h00.Acompanha a dona de casa durante todos os seus afazeres matutinos e, talvez, também porque tem a apresentação de Nilson de Oliveira, apresentador carismático, que conquista o ouvinte e tem larga experiência radiofônica.

O programa começa com as tradicionais notas de falecimento, que se repetem de meia em meia hora até o final do ‘Jornal’. Depois há uma longa oração feita pelo apresentador, finalmente o programa começa, lá pelas 7 horas, com a apresentação das notícias em notas resumidas. O ‘Jornal’ dá enfoque nas noticias da região e informação úteis para as donas de casa. Nilson de Oliveira leva o programa de forma muito leve, pois é habilidoso com as palavras. O ponto negativo é quando ele começa a comentar algumas notícias, ato dispensável em um programa jornalístico.

Talvez, a longa duração do ‘Jornal Popular’ faça com que o programa se arraste um pouco, chegando a última hora praticamente sem nada para informar, tanto que o apresentador começa a fazer piadas, pois tem tempo de sobra. Apesar dessa e de outras falhas, o programa vale a pena ser ouvido, pois tem muita informação, e também por causa do apresentador, que dá show a parte e consegue levar um programa sem músicas por mais de três horas, sem deixar o ouvinte entediado.

Vinicius Almeida

Foto: Divulgação

Serviço

Programa: Jornal Popular – O Flagrante da Noticia.

Radio Central AM-1460KHz

Horário: de segunda a sexta das 06h30 as 10h00.

Apresentação: Nilson de Oliveira


27/05/2011

Personagens tirados do lixo

Assuntos do cotidiano são retratados, no teatro, de maneira simples e criativa

O espetáculo de teatro ‘O Beco’, apresentado pela Companhia Fantokid’s de Maringá, é uma peça em que seus personagens principais são dois bonecos, Gertrudes e Gregório. O texto foi escrito pelo jornalista Jorge Henrique Lopes e adaptado para o teatro de bonecos, já que poucos textos são escritos para este tipo específico de apresentação.

A peça conta a história do casal idoso Gertrudes e Gregório, que mora em um beco e sobrevive do lixo e, mesmo com dificuldades, não deixa de sorrir. O tema é bem evidente, já que no palco está montado um cenário com latões de lixo e objetos velhos. Os bonecos eram feitos de colchões velhos, latas descartáveis e roupas velhas.

O roteiro destaca a vida das pessoas que sobrevivem do lixo, como a falta de comida. Em um dos momentos da apresentação, Gregório sugere para Gertrudes para eles mudarem para um beco, na cidade de Nova Iorque, nos Estados Unidos. E, para surpresa da platéia, começa a tocar a música ‘New York, New York’, de Frank Sinatraenquanto um robô feito de sucata dança. Elementos musicais são bastante utilizados, desde músicas instrumentais até gaúchas, deixando mais dinâmica a peça.

Os personagens arrancaram risadas do público, contando as histórias com bom humor. Falaram do lixo reciclável e de como observam a humanidade através do lixo que as pessoas produzem, fazendo um trocadilho com um ditado popular: “me diga que lixos tens e te direis quem és”.

A peça tem duração de 50 minutos e a todo o momento prende a atenção do público, desde crianças até idosos. Ao final da apresentação os atores se apresentaram para a platéia e convidaram todos para olhar mais de perto os bonecos e conhecer um pouco mais a história da Companhia Fantokid’s.

Melissa Eichelbaun

SERVIÇO:

Local: Cine Teatro Ópera – Auditório A

Horário: 20 horas

Data: 26/05/2011

Entrada Franca

Foto: Gisele Manjurma

26/05/2011

Documentários de ex-acadêmicos preenchem espaço na TV Comunitária

Vídeos expõem assuntos não tratados pela mídia convencional, porém a repetição exagerada desgasta os trabalhos

     O programa ‘Doc Especial Universitário’, transmitido pela TV COM PG em horários espalhados pela programação, tendo aparentemente como único horário fixo toda segunda-feira das 20h00 às 21h00, reproduz documentários (na maioria elaborados como Trabalho de Conclusão de Curso – TCC). Cada edição do programa é apresentada por um estudante de Jornalismo ou jornalista (já formado).

     A abertura fica por conta do apresentador, que diz quais serão os documentários apresentados no programa, sendo que, de acordo com a duração, podem ser um ou dois. A média do programa é uma hora, com intervalo apenas quando há dois documentários, encaixando-o entre os dois. Além disso, o fato do apresentador citar os nomes e autores dos vídeos apenas no início do programa impede que aqueles que ligaram a televisão depois possam identificar estas informações.

     Quem assiste à TV COM frequentemente percebe que o Doc Especial Universitário funciona como ‘tapa-buracos’ na programação da emissora. O problema disso é a excessiva repetição dos programas que chegam a ser exibidos diversas vezes na semana.

     O lado bom da presença desse programa na TV Comunitária de Ponta Grossa é a geração de um espaço de divulgação para temas inibidos pela mídia, como o documentário “Vôo da Liberdade”, que retrata a vida de detentos em regime semi-aberto, ou “Neuroses”, sobre depressão e ansiedade. O programa divulga também o trabalho de ex-acadêmicos que hoje estão no mercado de trabalho.

André Luiz Moura

Serviço:

Programa: Doc Especial Universitário

Horário: 2ª feira das 20:00 às 21:00 e outros horários aleatórios pela semana

Emissora: TV Comunitária de Ponta Grossa (TV COM PG) canal 96

20/05/2011

A arte de saber balancear a linguagem

Por Tuanny Honesko

O que alguns autores têm esquecido neste blog é que a crítica é um gênero jornalístico. Como todo texto dessa natureza, ela deve seguir certos critérios de objetividade e imparcialidade. Exageros como “dono de uma dicção excelente, com enorme carisma”, na crítica da editoria “Antena” são dispensáveis e empobrecem o texto. As características devem, sim, ser elogiadas ou evidenciadas, mas cuidado com as palavras que são usadas. Essa acertada sutileza foi observada na editoria “Na Tela”, que colocou o adjetivo “simples” para descrever um cenário que, convenhamos, é feio e pobre.

“Um pouco de rock rural na noite ponta-grossense” mostrou linguagem harmônica, termos leves, texto feito sob medida para a editoria “Vitrola”. O estilo musical em questão pode não agradar a gregos e troianos, mas a explicação desses estilos por parte do autor da crítica faz com que, pelos menos, o leitor tenha uma ideia do que está sendo falado. O mesmo comentário pode ser feito sobre “Uma reflexão da sociedade”, que colocou breve biografia do diretor em questão, não deixando o leitor “no escuro”.

A editoria “Entre Linhas” foi muito feliz em comparar dois sites de conteúdo similar para aprofundar a crítica. Está aí uma forma eficaz de fazer valer o pensamento do autor: não somente avaliar o que sobra, falta, está errado, mas realmente demonstrar as diferenças entre dois produtos. Esta prática deve ser explorada. Porém, a repetição de palavras (falha, falha, falha…) ainda assombra os textos do “Crítica de Ponta”.

Gritantes contras, diante dos prós citados: as imagens de todas as editorias deixam muito a desejar, e encontrar um título certeiro para qualquer texto é tarefa difícil, mas cabe um empenho para que esta prática seja aperfeiçoada. Encerro com quase o mesmo pensamento que meu post de ombudsman anterior: fujam do óbvio.