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16/04/2011

Críticos, avançem nas argumentações!

 

Por: Isadora Camargo

Como o pianista Newton Schner Jr da editoria Vitrola, os textos do Crítica de Ponta oscilam notas graves de percepção crítica e mais amenas, as quais passeiam entre adjetivos, descrições e o medo, que precisa ser vencido a cada edição do blog, para surpreender a platéia de leitores “ao brincar com os dedos” na produção textual do Crítica.

Esta semana, as temáticas pautadas acompanharam o cenário cultural da cidade, o que mostra interação dos autores com o que acontece na cidade. E, vale lembrar, uma opção é explorar o olhar crítico de ambientes aparentemente comuns, por exemplo usando a criatividade nas editorias ‘Outros Giros’, com críticas sobre a Praça dos Bichos, edifícios históricos, como o Princesa, que possuem representatividade (histórica e cultural) no município.
Quanto às titulações dos textos, de súbito, dois clichês gritantes em “O grande Pequeno Príncipe” e “O programa que está na boca do Povo”. Críticos, o título cativa para a leitura, então, vamos melhorá-los, tornando-os mais atrativos e menos abstratos. Evite os trocadilhos pobres. Algumas ferramentas linguísticas podem ajudar, mas se mal utilizadas acabam com a qualidade das produções textuais.
Quanto ao conteúdo dos textos, constata-se uma melhora a cada semana, mas ainda há uma dificuldade que salta nas linhas do Crítica de Ponta: o medo de argumentar. Descrições tem sido o forte desta semana e, em algumas, falta informações básicas como em Teatro, onde a autora não situa o leitor de quem é a obra literária. Pense no serviço prestado a quem lê o texto, para que o leitor que desconhece que a autoria de ‘O pequeno príncipe’ é do francês Antonie Saint Exupéry. E vá buscar a informação. Outro texto em que a descrição enfraquece o produto é na editoria Projetor, com adjetivos como “lindo”, que não acrescentam muito ao internauta, na medida em que carece de informações que concretizem a adjetivação, empobrecendo a crítica.

Na crítica do programa Ade! faltou delimitar possibilidades em que o problema do som pode ser resolvido. Esse também é um papel do crítico: apontar sugestões que auxiliem na melhora dos produtos analisados. Isto é, seja um crítico do próprio texto, atentando para o que falta para aperfeiçar em qualidade.
Outra observação que precisa ser reforçada é quanto ao uso de hiperlinks: explorem o meio para o qual estão escrevendo. Pensem nas inúmeras possibilidades de informação que a internet oferece, gratuitamente, e dêem sugestões ao leitor, para que ter a escolha se quer ou não ver uma matéria de outro site.

Chega de lindos e feios, preferível optar pelas argumentações que contextualizam, situam o leitor em época, data/hora, e, principalmente, apresentando aspectos técnicos e de conteúdo que fortalecem qualquer consideração crítica. Como já dito em ombudsman anterior, arrisquem! Este é o momento de explorar textos soltos, opinativos, mas ao mesmo tempo defensáveis.