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12/04/2011

Matem o Capitão Nascimento, cuidado com o Ataque dos Clones e aprendam a vencer seus medos com o Crítica de Ponta

Por: Cleber Facchi

Padrão, algo que estava em falta ao Crítica de Ponta e que finalmente foi adquirido por seus integrantes. Imagens em boa resolução, textos formatados de maneira similar (ou quase isso) e acima de tudo: um perceptível avanço na produção textual, deixando alguns achismos e excessos de lado em prol de um conteúdo mais límpido e melhor direcionado. Entretanto, nem tudo são flores, mesmo que o jardim do polêmico blog (tudo bem, hoje nem tanto) já desponte belos exemplares da flora literária.
Para começar uma dica: usem hiperlink. Principalmente nessa última publicação alguns textos seriam mais bem aproveitados se fizessem uma ponta com publicações anteriores ou mesmo dessem abertura para novos sites. Em “Além do normal tem o trivial”, por exemplo, o autor ao falar sobre “Brian Scheuble, famoso produtor norte-americano” poderia (além de dar exemplos de artistas com quem ele trabalhou, como Elton John, Ringo Starr e Bon Jovi) rapidamente linkar o nome de Scheuble com a página oficial do mesmo, dando pequenas mostras sobre a carreira do norte-americano. O uso dessa ferramenta amplia a interatividade com o leitor, além de proporcionar conteúdos que vão além do texto.
Optem pelo diferente. Quantos textos já não trataram sobre Tropa de Elite 2 em publicações nacionais ou mesmo em âmbito ponta-grossense? E quantos trabalhos ligados à imprensa local fazem análises sobre as películas que circulam pelo Tela Alternativa (não contando as notas de serviço)? Até em “A escrita como forma de exercício”, com o autor fazendo uma análise sobre um livro que aborda estudos gramaticais (!) se orienta de forma menos batida do que uma análise sobre um blockbuster nacional. Tentem sempre que possível dar vazão às análises que englobam a produção regional (esse não é o objetivo do blog?), não ligada somente ao cinema, mas em todos os outros campos das artes ou das demais editorias do Crítica de Ponta.
Problema recorrente desde as primeiras publicações, as repetições ainda se mostram presentes nos atuais trabalhos. Cintia Capri e seu clone Cíntia Capri (cuidado com a grafia no nome das pessoas) desfilam por todo o texto “Nervosismo faz cobertura de comemoração virar um show de erros” (que apesar dos pequenos erros é uma ótima crítica), assim como são muitos “atores” em “Cantar histórias também é uma forma de contá-las”, gente o suficiente para ler tanta “revista” como aponta “Quando a imagem pessoal vale mais que a informação”. As postagens contam com poucos caracteres o que deixa a possibilidade de brincar com os sinônimos. Cintia poderia virar “a repórter”, “a apresentadora”, “a âncora”, assim como os “atores” também são “interpretes” e segue a lista.
E lembram do “medo” abordado lá no primeiro texto do Ombudsman? Ver alguns autores não poupando esforços para dizer o quanto determinado programa televisivo é falho, que “A impressão é que as músicas são todas parecidas” ou ainda que certos trabalhos são “sempre expressos em pequenos textos com muita adjetivação”, apenas deixam claro, que receio e o temor de outrora é definitivamente coisa do passado. Críticos ferrenhos ou não, ao menos vocês estão sendo sinceros, e esse é o melhor começo para que a análise de determinado produto seja feita com qualidade.