Archive for Abril 1st, 2011

01/04/2011

Agenda Cultural


Agenda Cultural do dia 01/04 ao dia 07/04

1 DE ABRIL – SEXTA-FEIRA

EVENTO: Exposição “Das Kolonistenhaus”  (até dia 30 de  abril)
LOCAL: Museu dos Campos Gerais
HORÁRIO: Horário Comercial

EVENTO: Centenário da Imigração Holandesa nos Campos Gerais  (até dia 4 de abril)
LOCAL: Parque Histórico de Carambei.

EVENTO: Homenagem a Elizabeth Taylor pelo projeto tela alternativa. Exibição do Filme “Gata em teto de zinco quente”.
LOCAL: Cine Teatro Ópera
HORÁRIO: 20h
INGRESSOS: Entrada Livre

2 ABRIL – SÁBADO

EVENTO: A tradicional festa universitária dos Campos Gerais ‘Churrascon’
LOCAL: Centro de Eventos de Ponta Grossa (Rua Margaridas s/n.º, Bairro Sta Terezinha)
HORÁRIO: A partir das 16h

INGRESSOS: R$ 35 masculino e R$ 25 feminino e mais 1 kg de alimento
EVENTO: Torneio Regional de Natação
LOCAL: Campus Uvaranadas UEPG
HORÁRIO: Manhã começa as 8 h e a tarde começa as 14h.
Ingressos: Entrada livre

3 DE ABRIL – DOMINGO

EVENTO: Balada Teen – Festa Pimenteen
LOCAL: Bar Malagueta
HORÁRIO: Das 16h as 22h
INGRESSOS: R$ 15 feminino, R$ 20 masculino

4 DE ABRIL – SEGUNDA-FEIRA

EVENTO: “Teatro Quase Mudo”, Cia Numseikitem
LOCAL: Praça Barão do Rio Branco
HORÁRIO: 14h

EVENTO: Teatro “Bom Apetite”, Cia Pé de Vento Pepe Muniz
LOCAL: Praça Barão do Rio Branco
HORÁRIO: 15h30

05 DE ABRIL – TERÇA-FEIRA

EVENTO: Leitura das cores.  Crianças do Bando de Leitura apresentam seus quadras
LOCAL: Câmara Municipal
HORÁRIO: 20h

EVENTO: Tela Alternativa com o filme “O Pianista”
LOCAL: Cine Teatro Ópera
HORÁRIO:  19h30

EVENTO: Teatro “ O pequeno principe”
LOCAL: Teatro Municipal Bento Mussurunga, em Castro
HORÁRIO: 20h

INGRESSOS: R$ 7

6 DE ABRIL – QUARTA-FEIRA

EVENTO: II Encontro de turismo religioso
LOCAL: Espaço Cultural Sant’Ana
HORÁRIO: 18h30

EVENTO: “Teatro Quase Mudo”, Cia Numseikitem
LOCAL: Praça Barão do Rio Branco
HORÁRIO: 9h e 14h

01/04/2011

Preservar para manter as paisagens dos Campos Gerais

Cicilian L.L. Sahr  busca com pesquisa classificar as paisagens da região sul do Paraná

Paisagem como Patrimônio Cultural: Campos Gerais e Matas com Araucárias no Paraná, organizado pela autora Cicillian L. Löwen Sahr, utiliza conceitos da pós-modernidade e das perspectivas da sociologia clássica, para compreender as influências da paisagem no comportamento social dos indivíduos. Entre as influências destacam-se a histórica, religiosa, social e cultural. Algumas dessas categorias estão interligadas, mas o objetivo da autora é especializar cada método de identificação da paisagem dos Campos Gerais e região.

A obra é dividida em 5 capítulos: o primeiro busca interpretar as paisagens geográficas,  o segundo mostra a identidade cultural como fator de influência sobre a paisagem, enquanto no terceiro capítulo a autora utiliza dados para mostrar a destruição das paisagens,  a partir da falta de preservação dos espaços geográficos. No quarto capítulo Cicilian destaca a paisagem urbana e as obras arquitetônicas que transformam o espaço e o comportamento dos grupos locais.

No último capítulo a autora escreve sobre as ferrovias e como elas afetaram a paisagem dos Campos Gerais. Entende-se na linguagem técnica da autora que a responsabilidade da paisagem deve compreender o âmbito sócio-cultural urbano e mesclado com a estrutura geológica. As fotos da pesquisa da autora situam o leitor dos detalhes que compõem as diferentes trajetórias da paisagem da região e identifica elementos predominantes. Conforme a autora, estabelece certos elementos causam amplitude no sistema social e possibilita uma nova organização ao produzir uma reforma tecnológica e social.

Gildo Antonio

Serviço

Nome: Paisagem como Patrimônio Cultural: Campos Gerais e Matas com Araucárias no Paraná

Autora: Cicilian Luiza Löwen Sahr

Editora: UEPG

Com 16 x 23 cm
349 gramas

221 páginas

Custo: R$ 35,00

Foto: Divulgação

01/04/2011

Conservatório Musical acerta na combinação

Apresentação de músicas clássicas chama atenção do público, que vai ao auditório A do Cine Teatro Ópera

Durante quase duas horas na noite de quarta feira, 30/03, o público ponta-grossense pôde acompanhar as apresentações dos integrantes do Conservatório Municipal Maestro Paulino Martins Alves. O Concerto de Abertura preencheu mais de 70% do espaço do Cine Teatro Ópera, no Centro de Ponta Grossa. Os participantes puderam apreciar instrumentos de corda, de sopro e cantores sopranos.

A abertura do Concerto foi feita pelo coro ‘Cores’ e, para usar um trocadilho, parecia uma aquarela. Não havia sintonia entre as roupas dos cantores, causando má impressão visual. As vozes, ao contrário, estavam em aparente harmonia. Dando continuidade ao espetáculo, apresentaram-se pianistas, violinistas e tenores. Estes últimos pecaram quanto à inexpressão corporal, tornando a apresentação monótona.

A cantora soprano variou a amplitude da voz bruscamente, causando certo desconforto auditivo. Destaque da noite foi o pianista Vinícius Fabri, bastante aplaudido pelo público. Assim também foi Fabrício Ribeiro, que se mostrou muito expressivo ao tocar a flauta transversal.

Durante toda a apresentação o público se manteve atento, poucos se levantaram ou conversaram. Para encerrar a noite, houve o encontro das vozes de tenores, barítonos e sopranos, acompanhados de piano. Essa combinação, ao que parece, não agradou o espectador já que muitos levantaram e saíram.

A sincronia dos instrumentos musicais, das vozes e das luzes tornou o espetáculo agradável. As combinações instrumentais e vocais além das escolhas musicais resultaram em um saldo positivo para o Concerto do Conservatório.

Mariane Nava

Serviço

Atividade: Concerto dos professores do Conservatório Maestro Paulino M. Alves

Local: Cine-Teatro Ópera- Auditório  A

Horário: 20h

Entrada franca

Conservatório:

WWW.maestropaulino.com.br

maestropaulino@gmail.com

Foto: Adrian Dalponte

 

01/04/2011

Aumenta a passagem, mas não a qualidade

Uma análise do que os usuários do transporte público de Ponta Grossa pagam para encontrar diariamente

Em dias que se discute o aumento da passagem de ônibus urbano em Ponta Grossa, o Crítica de Ponta analisa o Terminal Central da cidade. Afinal, além do transporte de qualidade, a tarifa inclui a conservação dos terminais. A única entrada tem uma escada e uma rampa, mas é aí que acaba a acessibilidade. O terminal não conta com roletas especiais para deficientes físicos e nem com rampas internas. Ao que parece, o único modo de um cadeirante entrar no terminal é chegar num ônibus e ir embora da mesma forma.

Os banheiros revelam um mau estado de conservação e a esterilização das cabines adaptadas para cadeirantes não funciona. As escadas internas estão enferrujadas e as que deviam ser escadas rolantes estão quebradas e servem de acento, já que o terminal tem apenas 33 bancos, sem nenhum acento preferencial. Esses números não atendem à demanda. Idosos, mães com crianças de colo e até mesmo usuários carregados com sacolas esperam em pé enquanto os ônibus não chegam.

Pessoas fumam livremente no local, inclusive funcionários, mas não há cinzeiros e as lixeiras são escassas. A poluição visual é outro problema: pichações e pinturas mal acabadas marcam as paredes, muros e escadas do local.

Há três lanchonetes e uma cabine de funcionários que tiram dúvidas e informam sobre os horários dos ônibus. Placas indicam o destino e o local onde param os veículos, facilitando a localização dos usuários. A passagem de um bloco para outro dentro do terminal é perigosa, pois não existe uma sinalização adequada. Os seguranças do local concentram-se nos extremos do terminal, talvez apenas para se certificar de que pessoas não entrem pelas saídas dos ônibus.

Nayra Gazafi

Serviço
Preço das passagens
Em dinheiro: R$2,20
Com possível aumento: R$2,50
Cartão vale transporte: R$2,00
Com possível aumento: R$2,35
Localização: O Terminal Central fica no centro de Ponta Grossa, ao lado do Parque Ambiental.

01/04/2011

Entre música e merchandising

Dupla sertaneja comanda programa de rádio, apostando no entretenimento e  busca novos públicos

O almoço de domingo dos ponta-grossenses pode ser embalado pelo programa “Viola da Mundi”, que vai ao ar todos os domingos, das 12 às 14 horas, pela Rádio Mundi FM. A dupla sertaneja “Giba e Nando” comanda a atração trazendo novos cantores sertanejos e tocando as novidades musicais do Brasil.

Acreditando que pode atrair um público cada vez mais jovem, a rádio investe em algo novo que cresce rápido comercialmente, o gênero musical Sertanejo Universitário. E surgem a todo o momento sucessos instantâneos no País, se tornando uma ‘moda’ entre os jovens.

O público também faz uma participação do programa, ligando para a emissora para pedir músicas e, através da internet, enviando piadas que são contadas pelos cantores. Em tais casos, os apresentadores informam o nome da pessoa que enviou. Giba e Nando tentam deixar o programa mais dinâmico fazendo improvisos, cantando músicas de sucesso nacional, transformando em paródias que destacam pontos turísticos e marcas importantes dos Campos Gerais. E, assim, acabam atraindo um público maior com sua fala simples e regional.

Por ser um programa exclusivo, a dupla também aproveita para se promover, falando dos shows que irão fazer, do lançamento de suas músicas e, muitas vezes, acabam esquecendo que o programa é feito para entreter o ouvinte no horário de almoço, que só quer escutar boa música, ao invés de ouvir propagandas de cantores que estão tentando ser (mais) reconhecidos, além da região de Ponta Grossa.

Melissa Eichelbaun

Serviço

Programa: Viola da Mundi

Rádio: Mundi FM  – 99,3

Horário: Todos os domingos, das 12 às 14 horas

Apresentação: Giba e Nando

Foto: Divulgação

01/04/2011

Hoje tem espetáculo? Tem, sim, senhor

Circo Roda faz espetáculo vibrante, atrai e conquista o publico com show de cores e acrobacias.

O espetáculo“DNA, Somos todos muito iguais”, do Circo Roda, faz parte da categoria chamada de “novo circo”. Trata-se de unir atos circenses, a cadeia narrativa do teatro e a dança. A história é de uma “anja” que tem a asa quebrada ao cair do céu e recebe a ajuda de um exótico cientista (meio-homem, meio-macaco) para se recuperar.

O roteiro trouxe assuntos polêmicos como células-tronco e clonagem, mas em nenhum momento a obra parece ser uma propaganda ideológica dos temas. A mensagem é passada, sem fazer com que o público sinta-se acuado.

Elementos visuais e musicais deram sentido às cenas e foram partes indissociáveis da trama. Figurinos multicoloridos pintaram a alegria dos números de circo, enquanto o monocromático deu o tom às partes tensas e de reflexão. As sombras dos artistas que davam piruetas no ar pareciam ser personagens próprios, mostrando que a iluminação não era meramente funcional.

A mesma lógica aplicou-se às canções, com músicas que ora pareciam ter saído de videogames, pelos toques divertidos, ora de filmes românticos e de terror, compôs-se o clima que cada ato pedia.

Nos intervalos, vinham os palhaços, que seguravam a atenção da plateia. A estratégia, também fez

com que a obra não se tornasse cansativa. Nos atos circenses, ficava difícil tirar os olhos da apresentação, pois os artistas executavam acrobacias que impressionavam pelo grau de dificuldade.

A apresentação faz o público lembrar porque o circo é considerado uma das mais encantadoras artes. “DNA, somos todos muito iguais” deve ser valorizado, pois é mais uma  prova  que é possível realizar ótimas produções no Brasil.

Tamiris Busato

Serviço

Espetáculo: “DNA – Somos todos muito iguais”

Local: Cine Teatro Ópera

Dias: 25, 26 e 27/03

Ingressos: R$ 15 ou R$ 7,50 (meia-entrada)

Foto: Eduardo Godoy (in-formo.blogspot.com)

01/04/2011

Na linha entre o belo e o exagerado

Exagero gráfico e repetição de matérias comprometem revista D’pontaponta.

A revista D’Pontaponta traz na capa de sua 185ª edição o espetáculo “DNA: Somos todos muito iguais”, do Circo Roda. A imagem e a arte de capa foram bem escolhidas, porém, apesar de as cores contrastarem bem, a “poluição visual” apaga os detalhes da foto. A diagramação é vistosa e agradável ao olhar. Poucos espaços em branco ou sem conteúdo. O número de propagandas é expressivo, mas isso é compreensível para um veículo de distribuição gratuita.

Agora, existe um limite para distinguir beleza de exagero. Cores vivas e em abundância são oportunas, sim, mas é preciso cautela num veículo impresso, ou o que foi feito para atrair os leitores, acaba afastando o público. Diversos assuntos acabam passando

despercebidos aos olhos do leitor. Detalhe para ser lembrado é que as edições antigas da revista podem ser conferidas na íntegra no site da mesma (www.revistadp.com.br), juntamente com outras matérias e conteúdo extra.
Assuntos repetitivos também desagradam, e não são poucos. E pior: até mesmo fotos idênticas circulam em edições consecutivas. Faltam matérias aprofundadas, com um “quê” jornalístico mais apurado. Em outras palavras, investigar os assuntos abordados. Boa parte do conteúdo da revista se resume a “divulgar” empresas, políticos e “celebridades” da região. Auto-afirmação não gera credibilidade. Tampouco interesse nos leitores.

Fora as entrevistas publicitárias, certos temas são bem escolhidos. É o caso do cartunista Benett e da ex-professora Carol Ferreira. Porém, nesta segunda entrevista, o rumo para onde o repórter (ou o entrevistado, talvez) leva a entrevista é outra história…

André Luiz Moura

Serviço

Revista: D’Pontaponta

Ano: 23

Número: 185

Circulação: Mensal

Distribuição: Gratuita

Foto: André Luiz Moura

01/04/2011

CG em Destaque mescla elegância e informalidade

Programa de TV da Rede Campos Gerais utiliza linguagem descontraída para conquistar público

Uma mistura de programa jornalístico e de variedades, o Campos Gerais em Destaque CGD), apresentado por Florisvaldo D’ Paula, de segunda a sexta, das 18h às 19h, é transmitido na Região pelo canal 28 UHF Rede Campos Gerais, uma parceria entre TVM e TV Imagem.

O Campos Gerais em Destaque traz cenário e apresentação simples, o que não compromete o conteúdo do programa. A verdadeira surpresa fica por conta dos repórteres e das matérias. As pautas são oportunas, porém pouco exploradas. As reportagens pautam temas atuais que envolvam Ponta Grossa e região.

Certos aspectos do CGD são distintos dos programas de TV ‘convencionais’. A tentativa de utilizar uma linguagem informal e regionalista parece ser uma boa pedida. O figurino dos repórteres, que vestem smoking, dá um ar irônico ao programa. Algumas falhas técnicas também são visíveis, por exemplo, a câmera de vídeo fica deslocada, como se estivesse sem perspectiva. Além disso, as reportagens têm trilhas sonoras dispensáveis em alguns casos e as ilustrações apresentadas na abertura das matérias não condizem com o assunto apresentado, e cortes abruptos no final dos vídeos deixam até mesmo o apresentador desconcertado, sugerindo um caráter de amadorismo.

Mas a experiência de um programa, ou melhor, uma rede de TV que traz como principal referência Ponta Grossa é, sem dúvida, válida. Pautar temas atuais e regionais pode gerar boas discussões e prestar serviço público com ofertas de vagas de emprego é uma maneira de aproximar o público. Falta amadurecimento em alguns aspectos, principalmente nos técnicos, mas é inegável a tentativa de diferenciar-se do convencional.

Marina Alves

Serviço

Programa: CGD Campos Gerais em Destaque;

Apresentação: segunda a sexta das 18:00 as 19:00 hs;

Reprise: segunda a sexta das 12:00 as 13:00 hs;

Canal: 28 UHF Rede Campos Gerais;

Site: www.redetvm.com.br

Foto: Marina Alves