Archive for Abril, 2011

29/04/2011

Agenda Cultural

Filmes em cartaz (Multiplex Palladium):

Eu sou o número quatro: diariamente, às 21h30min. Sala 3.

Hop – Rebeldes sem Páscoa: sexta-feira, sábado, domingo e quarta-feira às 15h30min, 17h30min e às 19h30min/terça e quinta-feira às 16h e às 19h. Sala 3.

Pânico 4: diariamente, às 21h. Sala 1.

Rio (dublado): sexta-feira, sábado, domingo, segunda e quarta-feira às 15h, 17h e às 19h/terça e quinta-feira às 16h e às 19h. Sala 1.

Rio (dublado 3d): sexta-feira, sábado, domingo, segunda e quarta às 13h30min, 15h30min e às 17h30min/terça e qunita feira às 17h. Sala 5.

Estreia (29/04): Thor 3D (Ação/Aventura – Censura: 10 anos)

Legendado: sexta, sábado, domingo, segunda e quarta às 19h30min e às 21h45min (sala 4)/terça e quinta às 19h15min e às 21h3o min (sala 4).

Dublado: sexta, sábado, domingo, segunda e quarta às 14h45min, 17h, 19h15min e às 21h30min (sala 2)/terça e quinta às 16h30min e às 21h45min (sala 2).

29 de abril – sexta-feira:

Evento: Festival do Dia Internacional da Dança – Apresentação de diversos grupos e Academias de Dança de Ponta Grossa

Promoção: Secretaria Municipal de Cultura e Turismo

Local: Cine-Teatro Ópera – Auditório A

Horário: 20h

Entrada Franca

30 de abril – sábado:

Evento: 12ª Conferência Municipal de Cultura – Plenárias

Promoção- Secretaria Municipal de Cultura e Turismo

Local: SESC Ponta Grossa

Horários: Sessão Plenária Inicial: Abertura: 14 horas, seguida de Painel Expositivo e definição dos 07 (sete) segmentos culturais que terão representação no Conselho Municipal de Cultura; eleição dos representantes dos segmentos; formação dos grupos por segmento para eleição de seus representantes titulares e suplentes e delegados.

Sessão Plenária Final: aprovação do texto sobre as políticas culturais do Município; apresentação e homologação dos novos conselheiros e suplentes do CMC e dos delegados.

03 de maio – terça-feira:

Evento: Audição Classe de Violino: Professor Paulo

Local: Conservatório

Horário: 19h

04 de maio – quarta-feira:

Evento: Práticas Artísticas Professor Douglas – Seminário “A Obra de Chiquinha Gonzaga”

Local: Centro de Cultura

Horário: 17h30min/20h30min


29/04/2011

Na hora de artistas e público falarem, se calaram

Representantes das Artes Cênicas de Ponta Grossa deixaram a desejar em reunião setorial

A reunião setorial de Artes Cênicas da 12ª Conferência Municipal de Cultura, realizada na terça-feira, 26, tinha o objetivo de reunir os principais representantes de teatro, dança, mímica, ópera e circo de Ponta Grossa. Entretanto, o debate se centrou no curso técnico de Arte Dramática do Colégio Estadual Senador Correia e suas reivindicações.

A maioria dos conferencistas (ao todo foram cerca de 30 participantes) era formada por alunos, professores e coordenadores do curso, que colocaram em pauta a falta de estrutura, incentivo financeiro público para a realização de espetáculos e a carência por espaços públicos destinados às apresentações. Apesar de a discussão ficar quase todo tempo focada no curso técnico e os problemas (o que não é a finalidade da reunião setorial), o grupo deve ser elogiado pela responsabilidade de participar da conferência e buscar incentivo por parte da Prefeitura, através do Conselho Municipal de Cultura, para que as produções sejam reconhecidas.

O que não pode acontecer, como visto na reunião de terça-feira, é a baixa representação de setores que têm um histórico de cobrança por políticas públicas voltadas a eles, como é o caso das Artes Cênicas. Muito se fala em época de Fenata (Festival Nacional de Teatro de Ponta Grossa) na deficiência de valorização de artistas e companhias locais. Entretanto, quando os grupos têm a oportunidade de falar e cobrar essa valorização, se esquivam e fingem que não estão falando com eles. Resultado: na hora de exigir reconhecimento e apoio, não terão justificativa plausível para apresentar, afinal, tiveram a oportunidade e não souberam usar.

Eduardo Godoy

Colaborou: Weslley Dalcol Leite

Serviço: 

Reunião Setorial de Artes Cênicas

12ª Conferência Municipal de Cultura de Ponta Grossa

Quando: 26 de abril de 2011

Horário: 20h às 23h

Local: Centro de Cultura Cidade de Ponta Grossa

Foto: Divulgação

Membros do Conselho Municipal de Cultura presentes: Hélcio Kovaleski (Artes Cênicas), Rafael Schoenherr (Música), Márcia Sieski (Artes Visuais), Cirillo Barbisan (representante da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo).

29/04/2011

Tv Educativa traz informação local para quem levanta cedo

‘Jornal às 7h30’, da TV Educativa, informa as principais notícias de Ponta Grossa e região

Apresentado há quatro anos na TV Educativa pelo jornalista Altair Ramalho, o Jornal às 7h30 é a única opção da TV local para quem quer saber as notícias de Ponta Grosa e região cedo da manhã. Entretanto, as informações são rápidas e curtas, caracterizando um verdadeiro ‘resumão’ de notícias.

Com reportagens feitas por quatro jornalistas (Ana Cláudia Gambassi, Caroline Vicentini, Marcelo Ferreira e Murilo Zara), uma síntese do que foi notícia e os principais fatos do dia anterior na região é apresentada para o telespectador. Os assuntos são diversificados: economia, esporte, cultura, educação, saúde, política e, a especialidade do apresentador, comentários sobre a Câmara de Vereadores. Além disso, Ramalho traz notas e a previsão do tempo, algo que foi incorporado apenas em 2011 nos jornais da TV Educativa.

O grande problema dos dois jornais da emissora, tanto do Jornal às 7h30 quanto do jornal noturno, é o pouco tempo de duração. Para abranger vários assuntos, as matérias têm que ser curtas, muitas vezes com apenas uma fonte, deixando de fora a pluralidade, fator importante para uma boa matéria. Apesar do problema, o restante das reportagens são bem apuradas e informativas.

Com as notas de falecimento e a leitura das manchetes dos principais jornais, o programa parece ser de rádio. A falta de dinamismo também constitui problema, já que Ramalho apresenta o programa todo sozinho. Apesar das falhas, há jornalismo de qualidade e fica a opção para quem quer sair de casa bem informado sobre Ponta Grossa e região.

Rebeca Gambassi

Serviço:  

Jornal às 7h30 – TV Educativa (canal 58).

De segunda à sexta-feira, ao vivo, às 7h30min

Foto: Rebeca Gambassi

29/04/2011

Pânico 4: do humor à tecnologia

Dez anos depois de Pânico 3, o 4º filme da série é lançado com mudanças notáveis 

 O 4º filme da série Pânico foi lançado em 15 de abril. Exibido no cinema ponta-grossense, o filme continua atraindo jovens e pessoas que gostam de filmes de terror. Apesar de ser considerado um filme de terror, o humor está constantemente presente. Nos outros filmes da série, a gozação sempre aparecia, mas no 4º é impossível segurar a risada em alguns momentos. Se o espectador analisar atentamente o discurso dos personagens, consegue notar as tradicionais “tiradas de sarro” com outros filmes de terror.

Se o Pânico ganha em humor no 4º filme, perde no quesito de terror. Os “sustos” do público, marca registrada  dos filmes de terror, praticamente não ocorrem durante os 111 minutos de filme. É raro o momento em que o coração do telespectador dispara e o medo toma conta.

O lançamento do 3º filme da série ocorreu em 2000. Dez anos se passaram e as mudanças do mundo real tiveram espaço no roteiro do filme. A tecnologia da internet, dos smart phones e dos celulares, por exemplo, aparecem constantemente no filme. É também comum o maníaco deixar mensagens para as vítimas no Facebook, site de relacionamentos na internet.

O roteiro retoma a cidade de Woodsboro. Logo no início, os personagens sobreviventes do filme anterior são introduzidos e é surpreendente a quantidade de referências feitas aos filmes anteriores. Com o retorno da personagem principal para a cidade, os assassinatos coincidentemente recomeçam e a impressão de todos é que o objetivo era superar os assassinatos do tradicional “Pânico”.

O filme, apesar de trazer algumas inovações, cai nos velhos clichês da série. As cenas assustadoras são repetitivas, não causam sustos e o espectador sai do cinema com a sensação de que já tinha visto o filme antes.

Thiago Terada

 Serviço:

– Filme: Scream 4 (Pânico 4)

– Lançamento: EUA, 2011.

– Duração: 111 minutos

– Gênero: Terror

– Direção: Wes Craven

Roteiro: Kevin Williamson  – Horários no cinema (Cine Araújo – Shopping Palladium): diariamente, 19h30min e 21h15min (sala 2)

Foto: Divulgação

29/04/2011

Banda independente leva gênero Ska para Ponta Grossa

Dr. Skrotone ea Máfia do Ska utiliza ritmo jamaicano para difundir música e ideias

Nascido na Jamaica, no final da década de 1950, e considerado pela música como o pai do reggae, o Ska é um gênero musical influenciado por músicas folclóricas de países caribenhos e pelo blues norte-americano. Com doses de uma pegada mais moderna, própria do século XXI, a banda Dr. Skrotone ea Máfia do Ska utiliza o ritmo para elaborar músicas próprias. As letras procuram criticar problemas sociais corriqueiros e também divertir os integrantes da banda e o público.

O grupo se destaca pela boa harmonia entre os nove músicos e pela sonoridade agradável. Os sons dos instrumentos não ficam isolados, não causando ruídos na música. A mistura entre vários instrumentos, que vai desde o saxofone, passando pelo contrabaixo e até a bateria, cria um emaranhado de sons que não estão presentes nos outros ritmos que atraem o público da região dos Campos Gerais. Outro ponto destacável são as composições em português, que valorizam a nossa língua, apesar da incorporação de outros elementos estrangeiros.

O obstáculo que a banda encontra, contudo, é de conseguir encaixar a letra ao ritmo proposto, além de encontrar novas maneiras de não deixar um ritmo parecido nas músicas e assim perder no quesito criatividade. Muitas vezes, pela grande quantidade de instrumentos, o vocal fica inaudível em alguns trechos, confundindo a proposta da música, para o ouvinte.  Na mesma linha, algumas composições se desvirtuam um pouco da idéia principal do Ska.

 

Dhiego Tchmolo

Serviço:

MySpace da banda: http://www.myspace.com.br/drskrotoneeamafiadoska

Próximo show: 07/05/2011, no Malagueta Snack Bar

Flyer do evento: http://twitpic.com/4nonuc)

Foto: Divulgação


29/04/2011

Se Maomé não vai à montanha…

Objetos do Museu Época participam de exposição e relembram a participação dos ponta-grossenses na 1ª Guerra Mundial 

Desde segunda-feira, 25 de abril, a Agência Central dos Correios de Ponta Grossa sedia exposição sobre a Força Expedicionária Brasileira (FEB) na 1ª e 2ª Guerras Mundiais. Quem vai à agência consegue observar um pedaço da História ilustrado por objetos, quadros e roupas pertencentes aos pracinhas da cidade.

O espaço dedicado à exposição é pequeno, o que faz com que as peças fiquem embaralhadas entre si. Os quadros, colocados na frente do manequim e das roupas, reduzem a visibilidade do visitante. No entanto, não há como passar pelos artefatos e não reparar. Caso contrário, seria o mesmo que negar a participação dos ponta-grossenses na História mundial. O acervo pertence ao “Museu Época” e foi doado pelos veteranos de Guerra.

O Museu existe há 18 anos em Ponta Grossa. A coleção de 8 mil peças é exposta em quatro salas (andar de cima, porão, sala dos veteranos da guerra e cozinha colonial). O casarão sede do “Época” tem aproximadamente 170 anos e pertenceu ao comendador José Bonifácio Vilela. A primeira impressão ao entrar no Museu é de desorganização. Contudo, é difícil não se envolver com cada pedaço da História fisicamente representado após as explicações do proprietário e diretor, Aristides Spósito. Todo objeto, por mais simples e escondido que esteja, ganha vida nas palavras de Spósito.

A primeira mostra itinerante do Museu permanece na Agência Central dos Correios até 13 de março. Em seguida, as peças irão para a Secretaria de Cultura e Turismo, na mansão Vila Hilda.

Marina Alves

Serviço:

Exposição Força Expedicionária Brasileira

Local: Agência Central dos Correios de Ponta Grossa

Endereço: Rua Augusto Ribas 802 – Centro

Horário: Segunda a Sexta: 9h às 17h

Sábado: 9h à 12h30min

Museu Época

Praça Roosevelt 56

Telefone: (42) 3028 -18 77

Diretor: Aristides Spósito

Horários de visitação: Segunda à Sexta 8h30min às 11h30min/13h30min às 17h30min

Sábado 8h30min às 12h (escolas devem agendar horários)

Foto: Marina Alves

29/04/2011

Desta vez, um pouco mais sério

Humorista Beto Silva lança novo livro ‘Cinco Contra Um’ com análise crítica da política brasileira

Em Cinco Contra Um, Beto Silva, ex-integrante do programa Casseta & Planeta, Urgente!, explora o psicológico das personagens, trazendo adrenalina, passagens engraçadas e provocadoras de nervosismo. O livro conta a história de Moacir Stein, o Moa, um cara ‘normal’. Na rotina dele, o maior conflito é driblar a esposa para jogar a famosa pelada semanal com os amigos. Na noite em que ele consegue driblar, além da patroa, o principal adversário no jogo, sua vida vira de cabeça para baixo.

A mudança começa depois do futebol, numa quarta à noite, quando a esposa, Marilda, diz que vai se mudar para Brasília para ocupar um cargo em um dos ministérios do governo Lula. Moa descobre que está sendo traído pela esposa. A filha decide, após flagrá-lo nu enquanto assistia a um filme pornô, ir embora com a mãe. Além dos infortúnios, o anti-herói é acusado de assédio sexual pela secretária, torna-se o principal suspeito do assassinato do sócio e chega ao centro da sujeira política de Brasília. A cada página, o avanço fica mais incisivo na mente de Moa, que tem dúvida permanente se é ou não um fracassado.

O livro prende a atenção do leitor e traz à tona temas como corrupção, crime, investigação e traição, tudo bem costurado e sem exageros. O ponto mais forte do livro é o tema político, que põe em evidência os escândalos que já conhecemos. Beto Silva critica o governo duramente através das metáforas. Com uma linguagem simples e muitas vezes coloquial, o autor utiliza a ficção e o humor para mostrar os defeitos na estrutura política brasileira. O livro foi lançado em 31 de março, no Rio de Janeiro.

 Nayra Gazafi

Serviço:

Cinco Contra Um – Beto Silva

Número de páginas: 240

Editora Objetiva

Pode ser encontrado:

– Americanas: R$ 34,90

– Livraria da Travessa: R$ 29,32

– Saraiva: R$ 26,90

– Siciliano: R$ 24,83


29/04/2011

Revista sobre turismo ponta-grossense enfoca outras regiões do PR

 

A 13º edição da revista Ponta Grossa Turismo destaca o município da Lapa

O informativo publicitário Ponta Grossa Turismo completa três anos e está na 13ª edição. A revista pretende atender ao setor de turismo, divulgar eventos, gastronomia e negócios de Ponta Grossa. No entanto, ao contrário do nome, a publicação trata com mais atenção outras regiões do Paraná. Na capa da última edição, a revista traz como destaque a cidade da Lapa, deixando de lado os pontos turísticos de Ponta Grossa.

A imparcialidade é ponto a ser buscado pela revista. A linguagem utilizada em algumas matérias coloca em risco a objetividade do veículo. O fato pode ser observado pelo emprego de termos subjetivos nos textos, como na matéria sobre o Centenário Holandês no Brasil. Logo no início, a expressão “foi um sucesso” revela a opinião do autor.

Outro ponto, que pode gerar dúvidas ao leitor sobre a credibilidade da revista, é a falta de assinatura na maioria das matérias publicadas. Dos 19 textos publicados, os nomes dos autores constam apenas em cinco. O problema se repete na publicação das fotos, apenas duas levam créditos.

Por outro lado, a publicação se mostrou inteligente e em sintonia com o mercado ao trazer o texto principal em dois idiomas (português e inglês). Outro aspecto que também se mostrou interessante foi o uso de quadros de serviço no fim de alguns textos. Os espaços trazem informações importantes para leitor e, principalmente, para os turistas. Nos quadros, são encontrados endereços e horários de funcionamento de pontos turísticos e gastronômicos da cidade.

 Maykon Lammerhirt

Serviço:

Revista Ponta Grossa Turismo

Edição: nº 13, Ano 3

Tiragem: 4.000 exemplares

Produtor: COTTAR Agência de Anúncios S/C LTDA.

E-mail:  faleconosco@pontagrossaturismo.com.br

Telefone: (42) 3238-5332 ou 9111-1276

Foto:  Maykon Lammerhirt

29/04/2011

Revelações básicas para o café

Altair Ramalho apresenta o primeiro programa informativo do dia na Rádio Clube com mais opinião que informação

O programa local Revelações no Ar, apresentado por Altair Ramalho na Rádio Clube AM, das 6h às 7h da manhã, é exibido durante o intervalo entre dois programas nacionais transmitidos pela Band. Em meio a músicas famosas, a maior parte trilhas sonoras do cinema, o jornalista, durante toda a apresentação, mescla notícia, opinião e publicidade.

A primeira informação dada pelo programa é o serviço funerário por telefone. Logo cedo, as notas de falecimento surpreendem o ouvinte. Ao longo de toda a transmissão, o locutor informa, baseado no site Climatempo, o horário e o clima de Ponta Grossa. O tema que Ramalha mais aborda é política. Na manhã de quarta-feira (27), o jornalista utilizou vários argumentos, embasados apenas na própria opinião, para julgar os atos do senador Requião e de outros políticos de Ponta Grossa.

As críticas feitas aos representantes políticos podem ter sentido. No entanto, ficariam mais fundamentadas se algumas fontes falassem no programa. Sem elas, o ouvinte fica em dúvida se o que está sendo transmitido é opinião do apresentador ou informação. O uso de expressões, como ‘terêterê’, ‘patavina’, ‘eita’ e outras utilizadas por Ramalho, aproxima o ouvinte devido ao caráter regionalista.

Na edição, há notícias baseadas em cartas que os leitores enviam, geralmente reclamando da gestão pública da cidade. O programa, por ser o primeiro do dia da emissora e apresentar notícias locais, deveria oferecer informações mais apuradas, inserir entrevistados e encaixar participações diretas. Altair Ramalho cumpre o que propões no perfil do programa (presente no site da emissora) quando proporciona aos ouvintes informações básicas e prestação de serviços.

 Adrian Delponte

Serviço:

Rádio Clube Ponta Grossa, AM 1080 KHz

Programa: Revelações no Ar

Horário: De segunda à sexta das 6h às 7h e aos domingos das 7h30min às 8h45min

Apresentação: Altair Ramalho

Foto: Divulgação


23/04/2011

Saber crítico em desenvolvimento

Por: Isadora Camargo

Ao ler os textos do Crítica de Ponta nesta semana ‘curta’, devido ao feriado, percebe-se um avanço: titulações mais atraentes, deixando o abstrato de lado e conteúdos mais trabalhados, mostrando características positivas e negativas dos produtos analisados. Avanço, também, nas designações dos produtos midiáticos e argumentações para defender os pontos de vista dos críticos.

Desta vez, a edição conta com hiperlinks, ainda que concentrados no texto ‘Um pouco de blog, um pouco de site e muito pouco de imparcialidade’, Na editoria Entre linhas, já que por ser uma análise de um blog jornalístico da cidade, necessariamente, precisaria indicar o endereço eletrônico do objeto de crítica.

Aos poucos o padrão do Crítica de Ponta também vai se constituindo. Vale destacar o uso das linhas de apoio, que contribuem bastante para situar e atrair o leitor a adentrar-se por entre as linhas sutilmente criticas dos autores. Apenas o texto ‘Para o almoço, outra opção é a saúde’, da editoria Antena, que não apresenta linha de apoio, e sai fora do padrão.

Uma outra falha que merece reflexão é quanto a escolha do objeto crítico. Os autores precisam pensar se os produtos que vão analisar estão dentro da proposta do veículo aonde serão publicados, no caso, o blog Crítica de Ponta, além do público alvo e da linha editorial do mesmo. Tais características são importantes para sustentar o motivo da crítica.

Isso não acontece na crítica ‘Pavor para alguns, entretenimento para outros’, da editoria Projetor. O filme escolhido pode até deixar o leitor do Crítica meio confuso, já que não apresenta nenhum gancho, isto é, nenhum aspecto que mantenha as características da linha seguida pelo blog, em que aspectos regionais e atualidade ajudam na seleção dos produtos: o filme é de 1999 e por mais que a autora indique que está disponível na internet, o texto sequer apresenta um endereço para o download. Tudo bem que o blog está disponível para qualquer internauta nesse vasto mundo, no entanto ele é pensado e voltado para uma região específica do Paraná, e isso,deve ser fator decisivo na escolha dos produtos midiáticos. E, lembrem-se também, nosso trabalho é dirigido a um público eclético e os leitores querem saber onde podem encontrar e assistir a produção cinematográfica.

Pequenos problemas que ainda precisam ser resolvidos são as repetições de termos e excesso de adjetivos, o que tem empobrecido as produções textuais. Vamos tentar substituir tais palavras para fortalecer os textos com explicações, indicações, sugestões e, principalmente, pontos de vistas mais abusados. Explorem maneiras de coletivizar opiniões provenientes das análises dos produtos.

As descrições, nesta edição, melhoram na concretude e permitem que o leitor consiga imaginar como foi o show do Ed Mota, mesmo sem ter ido ao espetáculo. Mas vale destacar que quando se fala em estilos musicais, de dança ou vertentes do cinema é preciso contextualizar o significado dessas informações e no que elas interferem no entendimento do produto em questão.

Por fim, o destaque do Crítica de Ponta é a editoria Livro Aberto, com a crítica ‘Onde estão os botequins da Belle Époque ponta-grossense?’. A autora sintetiza o livro analisado e apresenta ao leitor alguns motivos do porquê o livro deixa a desejar. Isso mostra o desenvolvimento do saber crítico que, aos poucos, vai se formando entre os jovens produtores do Crítica de Ponta, que diminuem aos poucos, mas não mais a conta gotas, as abstrações e apresentam características textuais que fortalecem as críticas, como comparações com outros produtos ou sugestões para melhora do objeto analisado. Só, ainda, permanecem os excessos em adjetivos (sem referenciar o porquê daquela valoração). Tanto os elogios quanto apreciações negativas precisam de embasamento…crítico!