Archive for Março, 2011

26/03/2011

O bom, o mau, o feio e o mais ou menos

Cleber Facchi

 

Antes de começar apenas uma “regra”: Fica proibido fazer qualquer tipo de crítica relacionada à diagramação ou o projeto gráfico de qualquer produto analisado enquanto o Crítica de Ponta não encontrar uma formatação e um visual adequado. Padrão é algo que não existe no blog há um bom tempo. Fontes diferentes, fotos desalinhadas (se é que usam fotos), cadê a parte do serviço? Uma manutenção se faz necessária. Ou até quando vão brincar com esse Frankenstein virtual?

 

Uma semana, esse é tempo para que diversos acertos possam se evidenciar, assim como se torna possível dizer adeus a alguns pequenos, porém irritantes erros. Em sete dias o medo que tomava conta de boa parte dos textos publicados no blog parece aos poucos abandonado, em alguns trabalhos de maneira mais latente, enquanto em outros ainda se mantém preso, quase como um vício.

No lado “bom” (brincadeira com o filme homônimo de Sergio Leone) das publicações estão (novamente) dois trabalhos voltados a editoria de cinema. Tanto “O orgulho do cinema soviético” (que belo título) como “Antes tarde do que… Tarde demais?” conseguem cumprir com suas funções, mesclando com perspicácia o uso de informações sobre as obras retratadas, como deixando que a crítica flua de maneira mais natural. Destaque também ao texto da editoria Antena, embora acabe se perdendo muito no apresentar de informações, deixando para a crítica em si um espaço bem reduzido.

A face mais desafiadora dos textos ainda não se manifestou, parece que os críticos aqui têm algum tipo de dívida com os produtos analisados, mas isso é algo que se resolve com o tempo. O lado “feio” fica por conta do visual do blog, uma repaginada é sempre bem vinda e nesse caso necessária. Já no resto dos textos fica tudo no “mais ou menos”.

Em “Esporte não se resume a futebol” quando o autor começa a formular sua crítica – dando inclusive boas justificativas, usando o Rugby como exemplo de outros temas a serem tratados dentro do periódico em analise – há um corte e o texto passa a focar abruptamente em outro assunto. Já “Herança para seus leitores” faz a analise de um livro de 2004, mas veja bem, Miguel Sanches Neto acaba de lançar Então Quer Ser Um Escritor?, seu novo livro de contos. O leitor anseia sempre por ineditismos, guarde conteúdos antigos para quando indispuser de novidades.

Apenas um cuidado, principalmente quando foram tratar de estabelecimentos comerciais, como ocorre em “Um Mesmo Nome para um novo bar”. Redobrem a atenção para que o texto não abandone seu formato de crítica se convertendo em propaganda. E tudo bem que o texto descreve bem o local, fomentando a imaginação do leitor, mas uma foto (uma única foto) seria assim tão difícil?

25/03/2011

Agenda Cultural

Dia 25 de Março de 2011 (Sexta – feira)

Abertura da Exposição CHIC-CHIC*- Apresentação de espetáculo circense com Família Salgueiro no Espaço Cultural Chic-Chic/SESC às 19h 00.

Endereço: Rua Theodoro Rosas, 1274, Centro.

No Thribus Campestre ocorre a Enfermeirada às 16h 00. A entrada é R$ 15,00.

Thribus Campestre: Av. Carlos Cavalcanti ao lado da UEPG.

Dia 26 de Março de 2011 (Sábado)

Festa “Vem todo Mundo” no Thribus Campestre às 16h 00. Ingressos antecipados R$ 25,00 (masculino) e R$ 20,00 (feminino). Na hora R$ 30,00 (masculino) e R$ 25,00 (Feminino).

DJ Gabiru toca na “Magic Sound disco Club” às 23 horas.

Endereço: Benjamin Constant, 405, Centro.

Dia 27 de Março de 2011 (Domingo)

Duelo de MC´s

Local: Centro de Cultura

Horário: 15h

Dia 28 de Março– Segunda – feira

Workshop Circo – projetos sócio-educativos* – Com Tania Piazzetta/Circo Ático – Toledo

Atividade direcionada a educadores, agentes e dinamizadores sócio-culturais. O evento acontece no Espaço Cultural Chic-Chic/SESC ás 14h 00.

Endereço: Rua Theodoro Rosas, 1274, Centro.

Também acontece a “Leitura dramática de BLASTED/Sarah Kane*- Projeto Leituras em Cena”

Atividade direcionada a maiores de 18 anos o evento ocorre no Cine- Teatro Ópera – Auditório B-  no horário das 19h 30.

Endereço: Rua XV de Novembro, 468 – Centro – 84010-020

Ocorre na segunda o Espetáculo “A menina que morava no arco-iris” no Cine- Teatro Ópera- Auditório A – às 15h 30.

Dia 29 de Março- Terça – feira

Haverá um espetáculo de Teatro de Bonecos “MENINICES”, apresentado pela Cia Ti Biri Bão Teatro de Bonecos de Curitiba no Calçadão da Coronel Cláudio às 11h 00 e depois no Espaço Cultural Chic-Chic às 14h 00.

Espaço Cultural Chic-Chic: Rua Theodoro Rosas, 1274, Centro.*

Dia 30 e 31 de Março  (Quarta-feira e Quinta-feira)

Inicia o espetáculo teatral “O ENFERMEIRO” encenado pela Cia Teatral Bocarela das Palavradas  de Araranguá – SC. No dia 30 a peça é apresentada no Espaço Cultural Chic-Chic/Sesc e no Cine Teatro Pax respectivamente às 9h e às 14h. E quinta-feira é apresentado no Calçadão da Coronel Cláudio às 11h 00 e no Cine Teatro Ópera as 14h 00.

Cine Teatro Ópera: Rua XV de Novembro, 468, Centro.*

Espaço Cultural Chic-Chic: Rua Theodoro Rosas, 1274, Centro.*

Circuito SESC de corrida acontece no domingo 10/04. Mas as inscrições abertas e compõe vagas para todas as categorias.

Sua inscrição pode ser on-line pelo endereço

http://www.sescpr.com.br/eventos/circuito-sesc/pontagro

25/03/2011

Um mesmo nome para um novo bar


Bar Aladin, no Centro de Ponta Grossa, inaugura outra unidade, com novidades, prós e contras

Inaugurado no dia 5 de março, o Aladin Music Bar é mais uma opção de entretenimento na noite em Ponta Grossa. O nome Aladin já é conhecido pelos princesinos, pois o bar já conta com uma unidade ao lado do Campus Central da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Apesar do mesmo nome a diferença entre os dois ambientes é notável.

Localizado na Avenida München, o Aladin Music Bar recebe atrações ao vivo, predominantemente de rock, enquanto no bar próximo a UEPG todos os estilos têm seu espaço. Outra diferença está no ambiente. A sede da Avenida tem um espaço semelhante ao do antigo Cine Rock, bar que funcionava no mesmo lugar antes da troca de proprietário. Mesas, luz baixa, palco para apresentações musicais e um local que não permite muita conversa. A novidade está na área externa, onde um espaço aberto tornou o lugar mais atraente para pessoas que se incomodavam em sair a todo o momento para fumar, escapar do calor ou, até mesmo, conversar.

O estilo simples e despojado do antigo Aladin não perdeu sua clientela, mesmo com a inauguração do novo, que cobra um valor simbólico pela entrada. O cardápio é outro diferencial dos bares. O novo não conta com as tradicionais comidas árabes, como o ?shawarma?, mas a área aberta é ideal para fumar o ?narguilé?.

Com um estilo bem definido, o Aladin Music Bar atende um público que estava carente de espaço de entretenimento, após o Cine Rock ter fechado as portas (em janeiro/2011). Apesar de ser um ambiente agradável o bar não é um lugar para encontro de amigos que querem conversar, mas sim, um espaço para pessoas que querem curtir uma boa música.

Thiago Terada

25/03/2011

“Em Brasília, 19 horas”

 

Há mais de 60 anos, exatamente às 19 horas, o Guarani, de Carlos Gomes, toca em todas as rádios do Brasil e abre espaço para o programa mais antigo de circulação radiofônica do Hemisfério Sul: A voz do Brasil.

Com transmissão diária e obrigatória por lei em todas as emissoras de rádio, o programa é essencialmente jornalístico e, além de apresentar as notícias factuais mais relevantes, o programa tem como principal característica ser o divulgador oficial das notícias do governo federal, além do diário oficial, com a pauta do que foi discutido no Senado e na Câmara de Deputados, sendo uma ponte entre o governo e a população.

O programa teve sua fórmula renovada apenas uma vez desde que foi criado por Getúlio Vargas em 1938. As mudanças em 2003 deixaram A Voz do Brasil com uma linguagem mais coloquial e dinâmica com a presença de uma voz feminina na locução. Outra grande mudança foi a inclusão do ouvinte no programa que, agora, ganhou um espaço para fazer suas críticas, sugestões e reclamações.

Apesar da tradição, o programa tem uma audiência baixa, principalmente entre o público jovem. Isso pode ser explicado por dois fatores principais: a baixa qualidade do som das matérias externas, além da longa duração do programa, deixando-o cansativo, já que ele tem a duração de 60 minutos ininterruptos. Então, o que tinha tudo para ser o melhor programa de radiojornalismo do país, peca em apuração das informações e acaba sendo, basicamente, um meio de publicidade do governo e, principalmente, das ações presidenciais.

 

Rebeca Gambassi

 

 

25/03/2011

Um telejornal padrão da TV Paranaense


Programa da TV Educativa de Ponta Grossa não prioriza originalidade na produção notíciosa

O Jornal da Educativa 2ª edição é um programa jornalístico exibido no canal aberto 58, de segunda a sexta ás 19h30 e aos sábados é apresentado excepcionalmente às 12h30, com uma retrospectiva da semana. Tem duração aproximada de 30 minutos e é produzido pela TV Educativa de Ponta Grossa (TVE PG). O atual âncora do telejornal é o jornalista Altair Ramalho e os comentários esportivos cabem ao cronista Júlio Cesar Gonçalves.

O programa é feito em parceria com a Paraná Educativa e prioriza notícias da cidade de Ponta Grossa e região. Classifica-se como um noticiário de utilidade pública, abordando temas como política, cultura e esporte. Também presta serviços à comunidade, informando vagas de emprego na Agência do Trabalhador.

O objetivo de uma TV Educativa é proporcionar programas que sejam diferentes do habitual, porém ?O Jornal Educativa? segue os mesmos modelos padrões dos telejornais brasileiros, o que acaba com a proposta de realizar algo mais original. Em uma breve chamada o telejornal é iniciado com as manchetes e após o intervalo comercial o programa começa de fato.


As notícias não são separadas por assunto o que ocasiona um certo dinamismo, característico de programas jornalísticos de curta duração. O movimento da câmera é bem restrito, limitando-se ao enquadramento do apresentador. O âncora, no decorrer do programa, utiliza-se de muitos chavões e expressões populares, talvez, com a intenção de tornar-se próximo ao público, contrariando a proposta do cenário cinza, que passa um ar mais formal.

O programa deixa muito a desejar nos comentários sobre as principais manchetes do dia. A opinião pessoal do apresentador interfere em como a nóticia é discutida, o que afeta diretamente o telespectador que não dispoem de uma informação pluralista.

 

Diandra Nunes

 

Serviço:

TV Educativa de Ponta Grossa (TVE PG)

Canal 58 (UHF)

Jornal da Educativa, exibido de 2ª a 6ª-feira, às 19:30h, sábado, às 12:30h

E-mail: jornalismo@tvepg.tv.br

Foto: Divulgação

25/03/2011

Rock em inglês também é opção em PG


 

A banda ponta-grossensse de rock alternativo T.H.G.T. (Tiny Hearts Great Thinks) está na estrada há dois anos e a atual formação é composta por Cezar Iensen, Emanuel Furtado, Felipe Bortolozo e Guilhermo Vieira.

T.H.G.T possui público assíduo, mesmo que moderado. Agora a banda poderá atrair mais fãs, pois projeta um novo repertório baseado em covers de seus maiores exemplos musicais, mesmo que o objetivo seja apenas o de se divertir.

Com 14 músicas produzidas e gravadas pelos próprios integrantes, a banda se apresenta em casas noturnas de Ponta Grossa. O grupo peca ao possuir um repertório somente em inglês, sendo que músicas em português atingiriam maior público. Por mais que a banda fique restrita às próprias composições, é uma maneira de ter seu trabalho valorizado e não se apresentar apenas para satisfazer a indústria musical.


O nome do grupo se traduz ao pé da letra como ?Pequenos Corações, Grandes Pensamentos?, porém não é exatamente o tipo que cria proximidade com o público. Primeiro por ser uma sigla de um nome estrangeiro e segundo por ser comprido e de difícil memorização.

Um ponto positivo para os integrantes da banda é a tentativa bem sucedida de interagir com o público durante as apresentações. Entre uma música e outra, o vocalista Emanuel, ou Teco, como também é chamado, sempre busca atrair a atenção com brincadeiras.

Como o rock alternativo se caracteriza por receber influências de vários segmentos do rock, com a T.G.H.T. não é diferente. Ela se baseia em bandas como Pixies, Joy Division, The Cure e The Smiths.

 

Mariel Riveros

 

Sem shows agendados, você pode ouvir a T.H.G.T. aqui:

www.myspace.com/thgtrockmusic

 

25/03/2011

Herança para seus leitores


 

Livro de Miguel Sanches Neto conta sua trajetória no mundo literário

 

Publicado em 2004 pela Editora Record, o livro Herdando uma Biblioteca faz uma compilação de 20 crônicas do ponta-grossense Miguel Sanches Neto sobre sua iniciação no mundo das letras e sua opinião sobre diversos temas relacionados à literatura.

Não muito comum em livros de crônicas, Herdando uma Biblioteca tem uma unidade em seus textos. Os escritos datam, principalmente, de 2002 e seguiram um cronograma preestabelecido por Sanches Neto, formando assim uma continuidade ao longo da obra. O leitor é seduzido pelo título, imaginando que existiu mesmo uma biblioteca familiar. Uma falácia, já que Sanches Neto herdou apenas uma Bíblia protestante.

 


O leitor inicia a leitura conhecendo como era a vida do menino Miguel e segue acompanhando passos importantes de sua história, chegando a beirar uma autobiografia. Ao final da obra tem-se um mapa do caminho literário traçado por ele e uma visão do leitor Sanches Neto, como nas crônicas A arte de ler jornais, Colecionar livros e Lendo em trânsito. No último texto, Vende-se uma casa, o autor abre as portas de seu domicílio para o leitor e mostra como são seus espaços de leitura, projetados pela esposa, designer de interiores. É uma visão intimista, egocêntrica, desnecessária para quem lê.

Com uma diagramação e capas impecáveis, o livro salta da prateleira para as mãos do leitor. A partir da capa já se pode ver uma função metalinguística da obra, com uma foto justamente de um livro. Percebe-se, porém, que o livro é direcionado para um grupo de leitores formados e, em alguns momentos, Sanches Neto tenta justificar sua função de crítico literário para os próprios amigos escritores.

 

Eduardo Godoy

 

Herdando uma Biblioteca

Autor: Miguel Sanches Neto (20 obras publicadas)

Editora: Record

Ano: 2004

Páginas: 144

Onde comprar e quanto custa?

Record.com – R$ 32,90

Livraria Cultura ? R$ 32,90

Estante Virtual ? de R$ 12,50 a R$ 27,00

Sebo Espaço Cultural II ? R$ 15,00

Americanas.com ? R$ 27,90

Blog do autor: http://www.herdandoumabiblioteca.blogspot.com/

 

25/03/2011

Esporte não se resume a futebol


Jornal PG Esportes peca por informar somente sobre futebol em sua primeira edição

A primeira edição do jornal PG Esportes apresenta erros e acertos em relação ao conteúdo e diagramação. O periódico não cumpre o que é proposto no editorial a respeito de cobrir o esporte em Ponta Grossa. Apesar de, certamente, conter somente notícias ponta-grossenses, limita-se a falar apenas sobre futebol e futsal. Esporte não se limita a ser jogado com os pés, é muito mais amplo que isso. Faltam conteúdos sobre outros esportes da cidade, que possui excelentes times de voleibol e basquete colegial, além de equipes de desportos menos conhecidos, como futebol americano e rugby.

Sem levar em conta o tamanho das matérias, o jornal acerta em direcionar um espaço maior para falar sobre o Operário. Um periódico precisa informar sobre o que a população quer saber. E em relação a futebol, o torcedor ponta-grossense tem interesse em saber cada vez mais sobre o time que representa a cidade. No entanto, as duas matérias relacionadas ao ‘Fantasma’ sob o título parecido ? ?Individualidade salva Operário? e ?Cadê o coletivo?? ? deixam a impressão de mesmo conteúdo em ambas.

 


Em relação à diagramação, o excesso de propaganda traz ao jornal um ar popularesco, sensacionalista, o que o conteúdo prova que não é. A manchete aparece em cima da foto, o que acaba tornando praticamente ilegível as páginas correspondentes da mesma, logo abaixo da chamada. Ainda sobre a capa, falta a assinatura da foto principal. O uso de duas fontes distintas na mesma página do periódico atrapalhou o visual das páginas.

Patrick Inada

Serviço:

Jornal: PG Esportes

Ano: 1

Edição: 1

Circulação: Semanal

Data: 16 a 25 de março

Distribuição gratuita

25/03/2011

Antes tarde do que… Tarde demais?



Filmes premiados entram em cartaz no Multiplex de Ponta Grossa meses depois de sua estréia

Há um problema no que se diz respeito à programação cinematográfica em Ponta Grossa. Mesmo com alguns projetos fora do ciclo hollywoodiano, a leva de filmes comerciais é tão intensa que certas produções passam despercebidas do único multiplex da cidade. Apenas quando tais filmes recebem destaque em premiações internacionais e se tornam alvo de debate, são exibidos tardiamente.

Tal fato se deu com ?O Discurso do Rei? (The King’s Speech, 2010) e ?Cisne Negro? (Black Swan, 2010), que só receberam horários na grade depois do amplo reconhecimento na premiação do Oscar. Afinal, eles não mereciam o cartaz em sua época de estreia?

Do diretor Darren Aronofsky, observa-se em ?Cisne Negro? um estilo característico. Assim como os vícios em ?Réquiem para Um Sonho? (Requiem for a Dream, 2000), encontram-se os conflitos psicológicos que o público acompanha nos protagonistas dos filmes de Aronofsky.

Nina Sayers (Natalie Portman) busca a superação enquanto bailarina de sua companhia, e tem sua sanidade destruída aos poucos por seus desejos. Em um ritmo que apresenta cenas de suspense misturadas aos magníficos passos de dança, o filme nos tira o fôlego. Aguardamos explicações, muitas vezes implícitas e abertas à nossas próprias interpretações.

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Aronofsky leva a pressão ao nível personificado. O diretor da companhia (Vincent Cassel) cobra de Nina uma interação com seu lado sensual para a interpretação genuína do Cisne Negro, dentro da peça ?O Lago dos Cisnes?. Há ainda a mãe (Barbara Hershey) protetora e rígida e por fim, a imagem do próprio Cisne Negro com Lily (Mila Kunis), uma bailarina rival que provoca e instiga ainda mais as situações na mente de Nina.

Sem falar dos inúmeros aspectos que prendem a atenção ao filme, apenas a atuação que rendeu a Natalie Portman o Oscar de Melhor Atriz faz valer cada um dos 108 minutos em frente à tela. Com um final misturando o fantástico, o belo, o horror e o mais puro dos desejos de Nina, uma produção como essas jamais poderia deixar de ser exibida nas ?telonas? de qualquer cidade.

 

Rodrigo de Souza

 

Serviço:

“Cisne Negro” – Black Swan

EUA, 2010 – 108 min ? Suspense.

Direção: Darren Aronofsky

Roteiro: Mark Heyman, Andres Heinz e John J. McLaughlin

Elenco: Natalie Portman, Mila Kunis, Vincent Cassel, Barbara Hershey e Winona Ryder.

Foto: divulgação.

 

25/03/2011

O orgulho do cinema soviético

 

Ganhador da Palma de Ouro em Cannes em 1958, filme apresenta um amor interrompido pela guerra

 

A edição 2011 do projeto ‘Tela Alternativa apresentou, na terça- feira (22), o sucesso internacional do diretor Mikhail Kalatozov, ?Quando Voam as Cegonhas? (1957). Vencedor da Palma de Ouro em Cannes em 1958, a obra é um dos marcos da história do cinema soviético. Em preto e branco, o filme aborda o tema da guerra preocupando-se com a questão humana, ao retratar os horrores do conflito e as consequências para as famílias envolvidas.

A história do filme acontece na Rússia durante a Segunda Guerra Mundial. O casal Veronika (Tatyana Samojlova) e Boris (Aleksey Batalov) é separado pelo conflito. Apesar de não receber notícias do namorado, a jovem não deixa de pensar e esperar pelo seu antigo amor. Ressalta-se a atuação de Tatyana Samojlova que recebeu uma menção especial no Festival de Cannes por sua interpretação como Veronika.

Com alta qualidade técnica, a parceria entre o diretor Kalatozov e o fotógrafo Sergei Urusevsky, faz a diferença na estética do filme. A fotografia é impecável e composta de fortes contrastes. É impossível deixar de notar a qualidade dos enquadramentos, composição dos planos, sobreposição de imagens, filmagem dinâmica com boas angulações, luminosidade bem marcada com jogos de luzes e sombras. Além de tudo, o filme apresenta elenco competente, um roteiro simpático, emotivo, inteligente e com um discurso pacifista.

?Quando voam as cegonhas? é um filme reconhecido e que honra o cinema russo. O enredo prende a atenção com seu lirismo e sutileza, contando com qualidade de elenco, fotografia e imagem. Uma obra que apresenta um painel trágico, mas também de amor, onde a poesia se manifesta nas imagens.

 

Danny Antunes

SERVIÇO

Projeto Tela Alternativa ? entrada gratuita ? Todas as terças-feiras, 19h30.
Local: Cine Teatro Ópera (Auditório B) ? Rua XV de Novembro, 458 – Ponta Grossa ? PR

Telefone: (42) 3901-1610
Coordenador do projeto: Antônio João Teixeira.

Programação de março:

29 de março ? Cinema Paradiso (1988) ? Giuseppe Tornatore

(quem se interessar sobre os filmes, poderá ver a programação até junho através do link http://www.diariodoscampos.com.br/cidades/noticias/39089/?noticia=tela-alternativa-abre-exibicoes-do-semestre-em-marco).

Foto: Divulgação