Muito sangue em busca do filho perfeito

            Continuação de “À meia-noite levarei tua alma” (1963), o filme “Esta noite encarnarei no teu cadáver” (1968) não foge às obras de José Mojica Morins, mais conhecido como Zé do Caixão. O protagonista, Zé do Caixão, é  também diretor do filme. O enredo é bem construído e prende a atenção dos espectadores: espera-se o final para saber se ele vai conseguir o “filho perfeito”, nascido do “homem perfeito”, ele, e da “mulher perfeita”, que Zé busca durante boa parte do filme.

            A obra é bastante ousada para a época, ao ponto de sofrer censura da última (do filme) cena que precisou ser regravada com mudanças no roteiro. Durante a apresentação do sábado, 27/11/10, no Cine Teatro Ópera, Centro de Ponta Grossa/PR, arrancou risos da platéia. O filme também funciona como crítica social, e discute temas que ainda são cercados de certo tabu, como a morte, cemitério e as crenças humanas. Pela mudança da última cena, onde Zé morre, dizendo acreditar em Deus, a impressão é de impacto e lição de moral, sugerindo que a intenção do filme era mostrar que Deus é a verdade e quem não acredita e zomba de seu poder, como Zé faz durante as cenas, não terá salvação.

            O filme é quase todo em preto e branco, exceto a parte em que Zé do Caixão vai para o inferno. As cenas passadas no inferno são coloridas, com cores quentes e fortes. Passa-se ao público a idéia de um inferno vivo, não descolorido como o mundo terreno. As crenças (ideológicas) do diretor ficam claras na obra. E o próprio José Mojica parece estar atrás da personagem Zé do Caixão.

            Produzido cinco anos depois do primeiro filme da trilogia, “Esta noite encarnarei no teu cadáver” foi filmado com três vezes mais recursos. Mesmo assim, o filme provoca um choque no público que está acostumado com as tecnologias do novo cinema tridimensional. O último filme da trilogia, “Encarnação do Demônio”, foi gravado 20 anos depois, em 2008.

 

Jessica Bahls

 

SERVIÇO:

Filme: “Esta Noite Encarnarei no teu Cadáver”

Ano: 1968

Exibição: Projeto Cine-Arte, 27 de novembro, às 17:00 horas

Local: Cine-teatro Ópera – Auditório B

Entrada Franca

One Comment to “Muito sangue em busca do filho perfeito”

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