Archive for Julho, 2010

31/07/2010

Agenda Cultural

29 de julho a 16 de agosto

Atividade: Exposição “Esculturas em cerâmica” do artista plástico Gerson Carvalho

Local: Galeria de Artes da Proex-Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Culturais

Horário: segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h30 às 17h30.

Ingressos: Entrada Franca

30 e 31 de Julho

Atividade: Festival de Música de Ponta Grossa- Oficina ““Técnicas Pianísticas para Acompanhamento

de Corais” (15 vagas)

Público Alvo: Alunos de Piano e Pianistas em Geral

Ministrante: Prof. Leandro Gaffke

Programa: acompanhamento para música popular brasileira; acompanhamento para música folclórica

brasileira; música erudita; música étnica

Promoção: Secretaria Municipal de Cultura e Turismo

Local: Conservatório Musical Maestro Paulino Martins Alves – sala 8

Horário: 14h às 18h

Inscrições: R$ 15,00 ( para o público em geral) e R$ 5,00 ( para alunos do Conservatório Dramático

Musical Maestro Paulino Martins Alves)

31 de Julho

Local:  República acústico Bar

Rockstar – Pop Rock (início às 23:45)

Diego e Rafael – Sertanejo Universitário (início às 1:30)

Horário: 19h

Ingressos: R$ 30,00 ( inteira) e R$ 15,00 ( meia-entrada)

31 de Julho

Atividade: Apresentação da banda Blues na Estrada

Entrada: R$ 5,00

01 de Agosto

Local: Cine Rock

Atividade: Apresentação da banda Vinil 45

Entrada: R$ 5,00

Local: Cine Rock

03 de agosto

Atividade: Projeto Tela Alternativa – exibição de filmes

Filme: Às Margens do Rio Sagrado – Dir. Deepa Mehta, 2005 (Canadá, Índia, 117 min.)

Horário: 19h30

Ingressos: Entrada Franca

Local: Cine Ópera – sala B

Promoção: Departamento de Línguas Estrangeiras Modernas/UEPG e Secretaria Municipal de Cultura e Turismo

04 de Agosto

Exibição dos Filmes – Rede Estadual de Cinema
“Tinker Bell- Uma Aventura no Mundo das Fadas” Gênero: Animação- EUA- 2008- 78min.
Classificação: Livre / Paisagem de Meninos” Assista ao Video Direção: Fernando Severo – Gênero: Ficção- 2003- 25min. Classificação: Livre.
Ingressos: Entrada franca.
De 04/07/2010 a 04/07/2010
A partir das 15h00min
Local: Cine-Teatro Ópera

5 de Agosto

lll ENCONTRO DE FRUTICULTURA DOS CAMPOS GERAIS
III Encontro de Fruticultura dos Campos Gerais e Feira de Negócios. informações: (42)3220-3088

Luan Azevedo e Marco Antonio Favero

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08/07/2010

Desperdício de dinheiro público?

Por iniciativa da Secretaria Estadual de Cultura, desde novembro de 2009, o projeto Rede Estadual de Cultura (REC) vem apresentando curtas e longas metragens em 13 municípios do Paraná (Andirá, Apucarana, Arapongas, Castro, Guairá, Jacarezinho, Lapa, Loanda, Londrina, Morretes, Ponta Grossa, Rio Negro e União da Vitória), em sessões gratuitas. Os 13 cines-teatro juntos têm a capacidade para mais de seis mil espectadores.

Inédito no Brasil, o projeto permite que todas as cidades participantes assistam simultaneamente às sessões, através de sistema de transmissão de imagem por fibra ótica. Segundo os organizadores, nessa primeira fase, a maioria dos filmes mostrados são longas nacionais e internacionais. Em um segundo momento, a proposta da REC é transmitir filmes mais cult.

A iniciativa é válida, por criar no público o hábito para o cinema. Entretanto, os filmes transmitidos (de entretenimento, majoritariamente) são de baixa qualidade, estilo “Sessão da tarde”. Filmes como “Babe – O Porquinho Atrapalhado na Cidade” e “Força G” já foram veiculados no projeto. Mas, como a iniciativa é viável graças a arrecadação de impostos do contribuinte, talvez deveria priorizar longas que levassem à reflexão e criassem nos expectadores um espírito crítico para uma maior consciência dos problemas  sociais que permeiam a  existência humana, garantindo um dos objetivos da cultura moderna. A transmissão de filmes culturais, prometidos para um segundo momento, poderia ser adiantada, assim os recursos públicos teriam efetivados seus propósitos no âmbito intelectual para uma formação humanística dos paranaenses.

Kevin Furtado

Serviço

Sessões: Em Ponta Grossa, o projeto é transmitido no Auditório B do Cine-Teatro Ópera, que fica na Rua XV, esquina com Avenida Augusto Ribas, Centro (Ponta Grossa/PR). Todos os domingos às 15h. Entrada franca.

Fotos: Divulgação e Kevin Furtado

07/07/2010

Espaço cultural (democrático) na sede do Legislativo

É curioso chegar à Câmara Municipal de Ponta Grossa, no bairro da Ronda, e se deparar com telas espalhadas pelo salão principal. Para os que visitam o local pela primeira vez, é estranho notar a presença de pinturas que decoram todo hall de entrada.

O Projeto “Arte na Câmara” transforma a sede do Poder Legislativo local em um ambiente descontraído pela presença de cores e desenhos. Com isso, as telas dão um diferencial ao lugar. A Câmara serve, então, de espaço cultural para a população, além de contribuir para a divulgação dos trabalhos de artistas plásticos da Cidade.

A iniciativa de tornar a Câmara Municipal num espaço para apresentação de telas é o fato de haver poucos locais para este fim na cidade, onde os artistas se vêem sem apoio para divulgar suas obras.

Diferente de outros espaços culturais, o palco, de que serve a Câmara, valoriza a pintura ponta-grossense, ao passo que a divulgação dos trabalhos é apenas de artistas locais, enquanto a música, teatro e outros segmentos culturais apresentados em Ponta Grossa são, em grande parte, de fora da cidade.

As exposições duram, em média, um mês, até as telas serem substituídas pelas de outros artistas, que podem agendar uma exposição na própria Câmara. Atualmente, os quadros expostos são da artista plástica ponta-grossense Cristiana Ferreira Schilder.

Ana Cláudia Massambani

Serviço:

Câmara Municipal de Ponta Grossa

Rua: Visconde de Taunay, 880

Telefone: (42) 32207100

Fotos: Ana Claudia Massambani

07/07/2010

Conselhos com uma ‘Ana Maria Braga regional’

O programa ‘Entre Elas’, exibido pela emissora TVM (canal a cabo de Ponta Grossa/PR), é uma tentativa de entretenimento para o público feminino, abrangendo assuntos como comportamento, saúde, moda, arte, entre outros. A produção é protagonizada por Fabiana Overcenko, eleita a melhor apresentadora de TV a cabo local em 2007. Fabiana lembra uma apresentadora global, seja pelo perfil do programa ou pela aparência física, podendo ser facilmente identificada como uma ‘Ana Maria Braga dos Campos Gerais’. A diferença é que, ao invés de atender suas telespectadoras por telefone e em rede nacional, Fabiana recebe SMS (mensagem) pelo celular, com leituras ao vivo, indicando um ‘sucesso’ de um público mais restrito.

Problemas de filmagem acontecem ao focar um produto em pauta, como os sapatos da nova coleção de inverno de alguma loja da região. Em certos momentos, a câmera se aproxima tanto do objeto que o telespectador tem dificuldades em apreciá-lo. Todavia, este aspecto é compensado pelo período de tempo em que o programa destina a apenas um foco, o que também consegue tornar certos quadros maçantes. No quadro ‘Dicas da Fabiana’, telespectadoras ávidas por conselhos pessoais são saciadas. No entanto, o programa possui praticamente a mesma abordagem de revistas destinadas ao público feminino jovem, como Capricho e Todateen, providas de assuntos sem relevância pública (e debates sociais), gerando basicamente entretenimento e fascínio.

Mas é bom tomar cuidado com as reprises, como alerta a própria Fabiana: “Não mandem mensagens amanhã, gente… Porque amanhã não é ao vivo, e eu sempre fico recebendo mensagens… ok?”. O aparelho telefônico parece pertencer à apresentadora, e ficar tentando participar do programa pode atrapalhar sua manhã de descanso.

Bruna Bronoski

Serviço:

TVM (canal14) a cabo

Programa exibido de segunda à sexta-feira das 15h às 16h, ao vivo, com reapresentação às 08h.

Fotos: Divulgação

06/07/2010

Um espetáculo não convencional para público restrito

A apresentação do Quarteto de Cordas de Brasília no SESC Ponta Grossa (PR), realizado na noite de 24 de junho, foi uma proposta cultural diferenciada para o público da cidade. O concerto estava incluído na turnê do Quarteto pelo País, e fez parte da programação do projeto “Sonora Brasil – Formação de ouvintes musicais”, que na edição deste ano homenageia os músicos eruditos Claudio Santoro e Guerra Peixe. A combinação entre violinos, violoncelo e viola erudita revelaram a harmonia entre os músicos (que tocam juntos há 25 anos) e a “resposta” das cordas ao mais leve toque do arco.

As composições tocadas pelo Quarteto podem ter parecido de início um pouco cansativa para os leigos em música erudita, já que ela possui uma continuidade intensa e um pouco pesada. Isso se deve ao fato dos músicos utilizarem sons dodecafônicos (técnica em que se utiliza 12 semitons e foge do sistema tonal tradicional), que fazem com que a música não seja tão harmoniosa para os ouvidos, mas não diminui a beleza da apresentação. Por não se tratar de um gênero musical comum, o público presente foi um pouco restrito, com cerca de 30 pessoas na platéia. Outro fator que pesou na quantidade de pessoas presentes foi a escassa divulgação do evento.

Em alguns intervalos entre uma música e outra, um dos músicos contava a história dos compositores homenageados e o contexto em que tais produções surgiram, o que enriqueceu e contextualizou a apresentação. Ao final, o Quarteto de Cordas de Brasilia apresentou músicas de outros grandes compositores brasileiros, como Chico Buarque e Pixinguinha, fechando o concerto com um tom mais popular e suave na apresentação que durou cerca de uma hora e vinte minutos.

Michelle Ferrari Pavoni

Serviço:

Quarteto de Cordas Brasília (DF)

Próximas apresentações no Paraná: 1º de julho no Sesc Maringá (44) 3262-3232 e 2 de julho no Sesc Londrina (43) 3378-7800

Ingresso: Entrada gratuita

Realização do evento : Sesc integrante do Sistema Fecomércio Sesc Senac através do projeto “Sonora Brasil”. www.sescpr.com.br

Foto: Guilherme Artoff e Divulgação

05/07/2010

Informação sem inovação no rádio esportivo

De segunda a sexta, a partir das 20h, a rádio MZ FM 90,7 de Ponta Grossa (embora oficialmente sediada no vizinho município de Carambei/PR), oferece ao ouvinte durante 60 minutos mais uma opção de informação esportiva. O programa ‘MZ Esportes’ transmite, durante o início de noite informação, comentários e toques de descontração.

Apresentado por Alex Freire e com comentários da equipe formada por Jackson Carlos, Alencar Rios, Élvio Berg e Diomar Guimarães, o ‘MZ Esportes’ mostra interação entre os comentaristas que, no ritmo de um “bate-papo”, informam o público e discutem os principais acontecimentos esportivos. O programa é dependente das notícias do futebol que envolve o Operário Ferroviário Esporte Clube (de Ponta Grossa), e, na época da Copa do Mundo, com as competições do futebol brasileiro paralisadas, reservam o bloco inicial inteiro para o torneio internacional, enquanto os treinos da principal equipe de futebol da cidade ficam para o segundo bloco.

Apesar de abranger tanto o futebol da região quanto o futebol nacional, e até internacional, há uma limitação no programa ao não trazer outras novidades do esporte dos Campos Gerais do Paraná, embora algumas vezes o ‘MZ Esportes’ traz o futsal da cidade de Ponta Grossa, mas de uma forma que não foge ao veiculado por outros meios de comunicação.

De toda maneira, o programa é um espaço que explora a aproximação entre torcida e clube, com a cobertura de jogos e treinos. Mas peca em não dedicar espaço a outros esportes e às categorias amadoras do ramo esportivo de Ponta Grossa e região.

Felipe Liedmann

Serviço:

MZ Esportes
De Segunda à Sexta das 20h às 21h.

Rádio MZ, FM 90,7
Endereço: Rua Francisco Ribas – Ponta Grossa
Telefone: 3220-7474

Site: www.mzfm.com.br

Fotos:Divulgação

04/07/2010

Poesia variada que consegue agradar ao público

Quando se fala em Poesia, vem na memória algum difícil soneto italiano, a métrica aprendida na escola e palavras de difícil compreensão. Isso se revela um pouco falso quando pode-se ler a poesia de Adilson Reis dos Santos, o poeta da Ronda, escritor que mora em Ponta Grossa/PR. Seu último livro lançado, “Poesia Reunida”, traz textos do poeta desde 1994. Os temas abordados se renovam através dos anos, porém, o bairro da Ronda, considerado um dos mais tradicionais da Cidade, é recorrente em todas as fases.

A linguagem usada é alternada, em alguns momentos, rebuscada e de difícil compreensão, com ordem invertida de frases. Em outros é simples, carregada de trocadilhos. Como em uma poesia cita o compositor Vivaldi, em outras usa rimas pobres. Em um contexto geral, o livro exige concentração para ser entendido.

Outro elemento utilizado pelo poeta é a disposição diferente  das palavras e letras no papel. Nas fases mais tranqüilas,  segue os moldes da poesia mais popular, colocando palavras  em lista ou com as letras em linha decrescente. Em fases  perturbadas, onde parece revoltado e quer tocar os “calos”  da sociedade, faz poesias sem título e grafadas em forma de  texto justificado.  Nestes momentos, quando não há um  título, mesmo sendo intencional do autor, parece menos  atraente ao leitor.

A separação das obras é pelas fases do poeta. O que, em  certos aspectos, é que pode ser exatamente uma das dificuldades da leitura. Como o autor não possui tema definido, não há sequência de temas nem de estilo. Um exemplo é que a poesia Karina II aparece antes de Karina I. Seria, acaso, proposital?

Com um tamanho considerável, não é uma leitura para ser feita em um só dia. O livro “Poesia Reunida” traz poesia que tematiza os sentimentos e o cotidiano das pessoas, conseguindo agradar desde o leitor iniciante até o mais esclarecido.

Ana Carolina Miola

Serviço:

Livro “Poesia Reunida”, de Adilson Reis dos Santos

Editora PROEX, 2009, 208 páginas

Compra somente diretamente com o autor

Disponível para leitura na Biblioteca Municipal

Fotos: Ana Carolina Miola

03/07/2010

Um pouco de sensacionalismo na informação local

A maioria das matérias veiculadas pelo Jornal da Manhã, diário que circula em Ponta Grossa/PR, são produzidas a partir do modelo mais tradicional do jornalismo – a objetividade. Esse conceito procura, a partir de padrões técnicos, evitar ao máximo que apareça no texto algum sinal da opinião do jornalista. Porém, uma das páginas da editoria Cotidiano, escrita basicamente pelo jornalista Mário Martins, acaba fugindo desse padrão algumas vezes e, devido a isso, assegura um pouco de sensacionalismo ao periódico.

Antes disso, o JM desperta dúvidas ao chamar a página policial de “cotidiano”. Das duas páginas sob esse nome no jornal, uma realmente apresenta matérias “do dia-a-dia” e a outra cuida apenas da parte de violência. Por que a opção? Seria para mascarar e parecer menos sensacional? O principal concorrente local – jornal Diário dos Campos, opta pelo nome “polícia” na página, assim como o próprio JM fazia antes da última reforma editorial, em 2007.

Em sua edição de 29 de junho, o JM traz matéria sobre um estudante de Direito preso por tráfico de drogas. Como a droga teria sido encontrada no carro dele, o jornal optou por informar a placa do automóvel, o que pode ser visto como um erro ético do jornalismo. Porém, o maior problema é que o estudante ainda não foi julgado e alega ser inocente. Ainda assim, o texto traz o nome completo e a informação residencial do envolvido, o que pode causar uma série de problemas na vida do acusado.

Na edição do dia primeiro de julho (1º/07/10), em uma matéria sobre um jovem assassinado, o jornalista deixa o texto um pouco mais sensacionalista ao emitir sua opinião em expressões como “uma cena brutal” e “ agonizou até a morte”. Será que a página policial precisa de um texto assim? Vale ressaltar que a mesma matéria foi veiculada no concorrente e não apresenta juízo de valor.

Mozart Artmann

Serviço:

Jornal da Manhã dos dias 29/06 e 01/07 de 2010

Diário dos Campos do dia 01/07/2010

Circulação em Ponta Grossa/ PR e região

Valor: R$ 1,75.

Fotos: Mozart Artmann

02/07/2010

Agenda Cultural

3 de Julho

Atividade: Arraía Pô pega, pô morde, pô beija.

Local:Associação da Caixa Econômica

Horário: 18 h

Ingressos: Acadêmicos do terceiro ano do curso de jornalismo. R$ 20,00

3 de Julho

Atividade: Espetáculo de Dança: “IV Ponta in Tap “.

Direção: Fabiana Sabedotti

Local: Cine-Teatro Ópera – Auditório A

Horário: 20h

Ingressos: R$ 15,00 antecipados na Vozes do Pé –Núcleo Artístico (até dia 02/07) e R$ 30,00 no dia do

espetáculo.

4 de Julho

Atividade: Projeto REC- Rede Estadual de Cinema- Exibição dos Filmes:

1° “Tinker Bell- Uma Aventura no Mundo das Fadas”

2° “Paisagem de Meninos”

Local: Cine-Teatro Ópera – Auditório A

Horário: 15h

Ingressos: Entrada franca

7 de Julho

Atividade: Projeto Poesia e Prosa de Nossa Gente- Ano 4- “ Palavra/Leitura/Pluralidade”

Local: Escola Municipal Zahira Catta Preta Mello/Vila Cipa

Horário: 19h30

7 e 8 de Julho

Atividade: Espetáculo de Teatro- Projeto “ Estrada para a Cidadania”- Com Cia de Teatro de SP

4ª atividade do projeto, que irá contemplar, nesta fase, 2.800 alunos do 2° ano do 2° ciclo de escolas

municipais- Atividade direcionada

Local: Cine-Teatro Ópera – Auditório A

Horários: 9h e 14h

Juliana Spinardi

01/07/2010

As sete cabeças do bicho

O filme Bicho de Sete Cabeças, baseado no livro Canto dos Malditos de Austregésilo Bueno, critica o sistema de saúde do Brasil nos anos 70. Foi exibido no projeto Cine-Arte, no auditório B do Ópera(141 lugares) neste último sábado (26/06). Compareceram 75 pessoas ao evento.

Neto (Rodrigo Santoro) é um jovem de 17 anos quieto e rebelde. Seu pai Wilson (Othon Bastos) é autoritário e não ouve o filho e a mãe (Cássia Kiss) é depressiva e sem atitude. A trama revela-se quando Wilson acha um cigarro de maconha no bolso da blusa do filho. Então Neto é levado para uma instituição psiquiátrica, onde é internado a força pela família. Sem ao menos passar por exames, ele é submetido a remédios sedativos e tratamento de choque, como forma de punição.

O longa mostra o estado de precariedade em que se encontravam os dois hospitais psiquiátricos que Neto ficou. Cenas chocantes desorientam o público, gerando uma partilha entre Neto e quem assiste. Cenários como o pátio onde os doentes ficavam o dia inteiro sem ter nenhuma atividade, celas de castigo onde ficavam presos sem água ou comida por mais de três dias, ajudam a aumentar a tensão. Os coadjuvantes que compõem os cenários dos manicômios têm uma atuação que transmite o sentimento mórbido que paira nos estabelecimentos.

O contexto do filme reflete o objetivo do Movimento Antimanicomial, em que o autor do livro é representante. O longa-metragem mostra abertamente a situação dos doentes para fazer o público evidenciar os maus tratos que os internos são submetidos. Outra situação tratada é a comum falta de informação e diálogo entre a família e o usuário de drogas. Pesado e impactante, Bicho de Sete Cabeças cumpre seu papel de denúncia.

Amanda Cruz


Serviço:

Título: Bicho de Sete Cabeças;

Direção: Laís Bodanzky;

Duração: 74 min.;

Ano: 2001;

Local: Auditório B Cine-Teatro (rua XV de novembro, 467);

Projeto: Cine-Arte;

Entrada: franca;

Horário: 17h;