Archive for Maio, 2010

30/05/2010

Falta crítica de teatro nos jornais (regionais)

Quando os jornais locais (editados em Ponta Grossa/PR) dão algum espaço para as críticas de teatro é simplesmente para contextualizar em apenas algumas linhas a apresentação teatral e recolher informações sobre os atores principais do grupo. O primeiro ator que aparece em cena, habitualmente, é elogiado, segundo a lógica de mercado contemporânea, pois se trata da principal estrela e significa os investimentos da publicidade do grupo cultural e seus patrocinadores.

Ponta Grossa, uma cidade de médio porte, não tendo muitas apresentações e manifestações culturais, tem o espaço para a crítica nos jornais pequena, chegando quase a zero.

A falta de crítica de teatro não atinge apenas cidades pequenas, mas todo o país. Os Jornais que dizer ter circulação nacional pecam ao tratar grandes manifestações culturais internacionais igualmente como tratam as pequenas peças artísticas nacionais.

Outro motivo para a falta de crítica é a ausência de críticos que apreciam peças teatrais de todos os gostos. Para isso, a crítica não deve deixar resumir apenas um crítico para cada jornal, e sim se basear também no gosto do público que assiste a peça, prestando atenção em cada olhar das pessoas que prestigiam o trabalho artístico, embora nem sempre identifiquem problemas técnicos de palco ou iluminação. Apenas vê o que lhe agrada.

A crítica deve ser vista com um olhar diferente, e nunca pejorativo, e a resposta pode estar no próprio público que assiste a dramaturgia. A falta de espaço em jornais dificulta tais percepções (críticas).

Luan Azevedo

Serviços:

Fotos: imagem 1 retirada de: acesso em:26 de maio de 2010.

Imagem 2 retirada de: acesso em:26 de maio de 2010.

30/05/2010

‘Rádio Resistência, a rádio que você vê’

Depois de uma manhã de palestras da VII Semana da Integração da Resistência, como forma de socialização, os alunos de todos os anos da graduação de Jornalismo da UEPG se dividem na apresentação e nas entrevistas da Rádio Resistência. As apresentações (radiofônicas) acontecem em todos os eventos do curso e em ocasiões extraordinárias, como o protesto em defesa ao diploma para exercer a profissão de jornalista. A rádio, que é móvel, tem atrações culturais e conta com a participação do público, como no tradicional quadro “Te pego no susto”, deixando muitos dos estudantes em situações embaraçosas.

É uma oportunidade dos alunos colocarem em prática os conhecimentos adquiridos nas disciplinas ministradas em sala de aula e, através do ‘microfone aberto’, todos os envolvidos podem expor suas opiniões. A Rádio é viciada nas apresentações culturais, faltando pluralidade e diversidade nas atrações. Músicos que tocam as mesmas músicas, o repertório escolhido pela Rádio é sempre o mesmo. Quem participa dos eventos, de alguma forma, fica cansado de sempre ouvir as mesmas coisas.

Além dos problemas de programação, ela é marcada pelas limitações físicas e tecnológicas. Microfones que não funcionam direito, gerando microfonia, caixas de som em condições nada favoráveis e a falta de equipamento e estrutura para quem se apresenta. Os músicos têm de trazer seus microfones, caixas de som, pedestais e estante.

Apesar dessas dificuldades, a Rádio Resistência não deixa de ser uma rica contribuição ao conhecimento pessoal e profissional e deixa uma lição de como um profissional domina os improvisos e os desafios de se fazer um programa ao vivo.

Letícia Cabral

Serviço:

Acontece nas Semanas de Integração da Resistência e nas Semanas de Estudos em Comunição, da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG)

Horário: depois das palestras, geralmente ao meio-dia

Apresentação: alunos do Curso de Jornalismo da UEPG

Fotos: Thiago Terada

29/05/2010

De um músico

No myspace é possível conferir o trabalho de alguém que não é da cidade, mas que hoje reside em Ponta Grossa: o estudante Lucas Nobuo Waricoda, que disponibiliza na rede seu trabalho. As músicas de seu projeto solo, “De um filho, de um cego”, são disponibilizadas para quem quer curtir e fazer download em seu myspace, que hoje conta com mais de sete mil exibições.

As músicas são curtas, nenhuma delas passa de quatro minutos, todas em voz e violão, com uma levada bem alternativa como colocado na página do cantor, e com letras de cunho cristão, o som se diferencia das músicas desse gênero, que tem surgido no cenário brasileiro nos últimos anos. As músicas parecem ter surgido de uma rodinha de amigos, em meio a conversas, com o diferencial de não se prender totalmente ao estilo alternativo, o que provoca, para quem escuta, uma sensação de tranquilidade.

As melodias lembram (muito) as músicas da já inexistente banda ‘Los Hermanos’, principalmente nas músicas “Como eu aprendi a velejar” e “Luar”. As letras são simples e os refrões fáceis de decorar. Elas tornam-se familiares, já quando se escuta pela segunda vez. A experimentação dos instrumentos dá mais preenchimentos às músicas e o som não é cansativo, como o pop indie, de Malu Magalhães.

O som, acústico e bem trabalhado, não se prende apenas ao violão. Lucas consegue explorar os instrumentos e sons, encaixando sua voz levemente rouca, o que deixa as músicas bem encorporadas. Vale a pena conferir o trabalho de Lucas Nobuo Waricoda na Página do myspace.

Larissa Silvestre

Serviço:

Artista: Lucas Nobuo Waricoda

Álbum: De um filho, de um cego

Contato e divulgação: http://www.myspace.com/deumfilhodeumcego

Fotos: Divulgação

 

29/05/2010

Leminski através das gerações

Mistura do barroco, estilo clássico, concretismo e a fuga do óbvio são algumas das características do inovador Paulo Leminski, autor paranaense que influenciou uma geração familiar a escrever poemas. Prima de Paulo, Solange Leminski lançou, em 2010, a obra “Gerações Leminski”, que reúne produções literárias de alguns membros da família.

Como todo leminskiano, o livro não possui um formato comum de poesias, há uma mescla de imagens e poemas. Obras escaneadas de um caderno de poemas dos irmão Paulo e Estela Leminski, em seu formato original, mostram os rascunhos e rabiscos.
Os poemas retratam desde a vida cotidiana até confissões amorosas, com um amplo caráter ‘democrático’, buscando agradar a todos os gostos. Outro diferencial do livro é a não linearidade dos poemas, o que permite a leitura a partir de qualquer página.

A obra reúne fotos de Paulo Leminski, além de uma diagramação diferenciada, e textos que dão um ar de contemplação do poeta. Há, também, poemas inéditos da filha de Leminski, Estrela.
O livro apenas reafirma o que já se sabe sobre Paulo Leminski. Poemas com experiências concretistas, a preocupação do autor com a expressão gráfica do poema e com a linguagem. Todas as características do poeta estão reunidos no “Gerações Leminski”, que traz contribuições da família, que manteve as características do poeta no livro.
Carla Onaga

Serviço:
Livro: “Gerações Leminski”
Autora: Solange Leminski
Editora: Toda Palavra, 2010
Páginas: 100 páginas

Preço: R$ 40,00
Local de venda: no site http://www.todapalavraeditora.com.br
Fotos: divulgação

29/05/2010

= Agenda Cultural =

28 de maio
Atividade: Formatura dos Cursos da área de “Embelezamento”, promovidos pelo SOS
Sinopse: 17 obras do artista plástico Sebastião Natalio, a exposição vai até dia 31.
Local: Captólio Vest & Art
Horário: comercial
Entrada Franca

28 de maio
Atividade: Exposição de Artes Plásticas “Com que cara nós ficamos?”
Promoção: SOS- Serviço de Obras Sociais de Ponta Grossa
Local: Centro de Cultura Cidade de Ponta Grossa
Horário: 19h30
Ingressos: Convites Direcionados

29 de maio
Atividade: Espetáculo Teatral “ O Analista e a Sexológa de Bagé”
Promoção: Cláudio Cunha Produções ( SP)
Local: Cine-Teatro Ópera – Auditório A
Horário: 21h
Ingressos: R$ 30,00 ( inteira) R$ 15,00 ( meia-entrada)
Ingressos promocionais antecipados e com bônus de jornal, válido apenas para entrada inteira, R$ 20,00
Classificação: 14 anos

29 de maio
Atividade: Concertos da Orquestra Sinfônica Cidade de Ponta Grossa
Local: Igreja Presbiteriana Renovada- Palmeirinha
Horário: 20h
Ingressos: Entrada Franca


30 de maio

Atividade: Projeto REC- Rede Estadual de Cinema
Exibição do Filme “Coraline e o mundo secreto”
Direção: Henry Selick
Gênero: Animação – 2002 – 101min
Sinopse: Colarine é uma menina triste em sua nova casa, sempre aborrecida por causa dos vizinhos estranhos que a rodeiam. Um dia, então, descobre que atrás de uma parede de seu quarto há uma porta secreta para um outro mundo, com uma outra mãe e um outro pai – e numa versão muito melhor de sua vida.
Promoção: Governo do Paraná/ Secretaria de Estado da Cultura/ Museu da Imagem e do Som e Secretaria Municipal de Cultura e Turismo
Local: Cine-Teatro Ópera – Auditório A
Horário: 15h
Ingressos: Entrada franca
Classificação: Livre

31 de Maio- Segunda- Feira

Atividade: Concerto da Orquestra Sinfônica Cidade de Ponta Grossa
Promoção : Secretaria Municipal de Cultura e Turismo
Local: Cine-Teatro Ópera – Auditório B
Horário: 20h
Ingressos: Entrada Franca
Classificação: Livre

1° de Junho- Terça- Feira

Atividade: Teatro de Bonecos – Espetáculo “ Encanta Brasil”
Promoção : Editora Positivo / Cia. Manoel Kobachuk
Apoio Cultural: Secretaria Municipal de Cultura e Turismo
Sinopse: Uma viagem musical que passa pelas diversas regiões brasileiras e inclui em seu repertório desde o frevo, forró, capoeira, até a ginga do carnaval, música de ciranda e a beleza dos folguedos brasileiros. Os encantos dos cantos de nosso país, de nossa gente, de nossa cultura, ganham vida pelas mãos dos bonequeiros e invade os palcos, convidando o telespectador a mergulhar num mundo de fantasias do teatro de bonecos.
Local: Cine-Teatro Ópera – Auditório A
Horários: 20h
Ingressos: 1 kg de alimento não perecível em prol da entidade assistencial Lar Odilon Mendes
Classificação: Livre

4 de Junho- Sexta- Feira

Atividade: Debate com o cantor e compositor “Lobão”. Produção independente: caminhos e formas de divulgação para inserção no mercado.
Promoção: Secretaria Municipal de Cultura e Turismo
Local: Centro de Cultura Cidade de Ponta Grossa
Horário: 17h
Ingressos: Inscrições gratuitas na Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Rua Julia Vanderlei, 936, esquina com a R. Cel. Dulcídio)

De 4 a 6 de Junho

Atividade: “ II Ponta Grossa Easy Road” – Encontro de Motociclistas
Promoção: Convention & Visitors Bureau, Prefeitura Municipal / Secretaria de Cultura e Turismo
Local: Complexo Ambiental – ao lado da Estação Saudade
Horários
04/06- 18h- Show com bandas locais

05/06- 10h – Abertura do Evento
12h – Desfile de Abertura pela cidade
15h – Show com diversas atrações
20h – Show com “Lobão”

06/06- 15h- Encerramento do evento
Ingressos: Atividade livre ( entrada franca)

De 4 a 7 de Junho

Atividade: Projeto Escola Preparatória de Ópera “ Master Class para cantores líricos”
Direção: Luisa Giannini
Promoção: Secretaria Municipal de Cultura e Turismo e Conservatório Maestro Paulino Martins Alves
Local: Conservatório Dramático Musical Maestro Paulino Martins Alves
Horário: das 9h às 12h e das 13h30 às 18h
Ingressos: somente para alunos já inscritos

5 de Junho- Sábado

Atividade: Espetáculo de Teatro “ Memórias do Subterrâneo”
Da obra de Fiódor Dostoievski- Adaptação, Concepção e Performance: Emerson Rechenberg
Assistência de Direção: Lucas Ruteski / Programação Visual: Maisa Goldemberg
Sinopse: Na peça, um personagem, auto-isolado em sua casa, mais precisamente em seu porão. Deliberadamente apartado do mundo que o rodeia, ele reinventa-se a partir de suas memórias e fundamentalmente de suas crenças. Um desistente social, porém com bases sólidas e justificáveis. Ácido, irônico, suscetível e rancoroso, esse homem de meia idade é dissimulado quando se esconde por trás de uma doença que nem ao menos sabe qual é e que, provavelmente, não seja verdadeira. É provável que todo seu discurso seja mentiroso. Porém sua veemência torna suas mentiras verossímeis. Através desse personagem múltiplo, Dostoievski levanta questões filosóficas indefectíveis.
Promoção: Casa de Artes Helena Kolody
Apoio Cultural: Secretaria Municipal de Cultura e Turismo
Local: Cine-Teatro Ópera- Auditório B
Horário: 20h
Ingressos: R$ 10,00 ( inteira) e R$ 5,00 (meia-entrada estudantes, maior de 60 anos, professores)

6 de Maio – Domingo

Atividade: “Concerto Tela Lírica” com cantores líricos brasileiros e do Uruguai, Argentina, Itália.
Direção: Luisa Giannini
Promoção: Secretaria Municipal de Cultura e Turismo e Conservatório Maestro Paulino Martins Alves
Local: Cine-Teatro Ópera – Auditório A
Horário: 10h30
Ingressos: Entrada franca
Classificação: Livre

Atividade: Rede Estadual de Cinema- Exibição dos filmes:
1°- “Adventureland – Férias Frustradas”
Direção: Greg Mottola- Gênero: Comédia, EUA, 2009, 107min.
Elenco: Jesse Eisenberg, Kelsey Ford, Michael Zegen, Ryan McFarland, Jack Gilpin, Wendie Malick, Matt Bush, Todd Cioppa
Sinopse: Durante o verão de 1987, o jovem James Brennan acabou de se formar no colégio e acaba conseguindo emprego num parque de diversões, onde descobre que é o local ideal para se preparar para o mundo. Classificação: 12 anos

2° – “Malasartes Vai à Feira”
Direção: Eduardo Goldenstein- Gênero: Comédia, 2004, PR, 12min. Classificação: Livre
Promoção: Governo do Paraná/ Secretaria de Estado da Cultura/ Museu da Imagem e do Som e Secretaria Municipal de Cultura e Turismo
Local: Cine-Teatro Ópera – Auditório A
Horário: 15h
Ingressos: Entrada franca

Kyene Becker

27/05/2010

Continuamos sem crítica e sem fundamentação

É evidente a melhoria em grande parte dos textos publicados no blog Crítica de Ponta nessa semana, mas ainda há diversos problemas, que, inclusive, já foram apontados nos textos dos Ombudsmans anteriores. O mais gritante deles continua sendo a falta de crítica nas publicações. Um exemplo é o texto da editoria Vitrola, que trata de uma apresentação da Orquestra Militar. O texto é esteticamente agradável, mas se limita à descrição do evento, com algumas palavras que sugerem uma leve crítica. É preciso fazer mais do que uma bela descrição dos acontecimentos e apontar, de forma crítica, qualidades e defeitos do produto analisado.

A editoria Projetor, que esmiúça o remake do filme “A Hora do Pesadelo”, é exemplo a ser seguido. A autora critica elementos do filme comparando-os com o longa original dos anos 1980 e demonstrando conhecimento técnico e contextual para fundamentar a crítica. Outra publicação que segue corretamente a proposta do blog aparece na editoria Na Tela, que critica a produção jornalística da TV Educativa de Ponta Grossa, com argumentos fortes e bem fundamentados.

 

Aline Jasper

Outro defeito que parece persistir no blog é a crítica sem fundamentação. Alguns textos cometem o mesmo erro: são um mero elogio, sem explicação, à obra ou evento. Como exemplo o texto da editoria Entre Linhas, que elogia a revista Juliette, mas se contradiz quando afirma que “com páginas carentes de fotos, notas e boxes, percebe-se que o espaço é, majoritariamente, destinado para textos longos, o que os deixa valorizados”. Nesse caso, seria necessário explicar o que significa essa valorização, pois elementos gráficos como fotos, notas e boxes poderiam valorizar mais a parte estética da revista do que textos longos.

27/05/2010

Freddy não é mais o mesmo

Em plena moda dos filmes 3D familiares, a Paris Filmes resolveu apostar no remake de um clássico dos anos 1980: ‘A Hora do Pesadelo’, com Jackie Earle Hailey na “pele” do temido Freddy Krueger e um elenco adolescente como vítimas do psicopata. O filme não honra a tradição da Rua Elm, embora seja possível observar o público se assustando. O diretor Samuel Bayer preferiu investir mais em tecnologia e menos em um bom enredo.


A versão de Bayer apresenta um vilão com vítimas selecionadas, mas cometendo assassinatos pouco emocionantes se comparados aos mais antigos. Por algum motivo, o diretor também economizou no sangue falso e na clássica canção assustadora, o que acabou aproximando o longa mais de terrores adolescentes contemporâneos como ‘Premonição’ do que dos outros ‘A Hora do Pesadelo’. Outro erro foi a tentativa de alusão a uma das mortes mais famosas do cinema, na qual Freddy arrasta a vítima pelo quarto e a esquarteja; nessa versão, o valor de uma boa maquiagem foi subestimado pelo da computação gráfica.


A produção de 2010 talvez tenha trazido assuntos mais atuais como a pedofilia e efeitos visuais mais elaborados, mas a atuação de todos faz do filme uma espécie de caricatura dos bons slashers das décadas passadas. Talvez, o pior do filme seja a sensação de segurança com que os espectadores deixam a sala de cinema. Na nova versão, o número de vitimas é certo, o que não deixa aquela tensão na hora em que o público vai dormir. Os aspectos que consagraram a ideia de Wes Craven foram quase deixados de lado. De maneira geral, raramente alguém sairá do cinema pensando “one, two, Freddy is coming for you” (“um, dois, Freddy vai pegar você depois”).

Mayara Sonchini

Serviço
CINEMA MULTIPLEX PALLADIUM
SALA 3
SEX SAB DOM E QUAR: 20h E 22h
SEG TER E QUI: 19h30 E 21h30

25/05/2010

Casa da Memória passa pelo esquecimento

Saber o que ocorria no tempo Imperial ou no início do século XX é possível na cidade de Ponta Grossa. A Casa da Memória Paraná, inaugurada em 1995, guarda e conserva os mais variados documentos, como fotos, jornais, revistas, vinis e outros artigos da região dos Campos Gerais. Os objetos do local pertenciam à Biblioteca Municipal e à Prefeitura local. Outros artefatos foram doados por pessoas que colecionavam antiguidades.

A Casa traz a possibilidade de uma verdadeira viagem ao passado sem sair do lugar. Estudantes e pesquisadores encontram no local dados importantes e curiosos sobre a cidade no tempo da república das oligarquias, durante o governo de Getúlio Vargas, ou na época da Ditadura Militar, além de manter dados sobre fatos mais recentes. No entanto, faltam à Casa da Memória muitos artigos que poderiam ser doados por qualquer indivíduo da cidade.
O local onde se conserva documentos relevantes para toda a população pontagrossensse é uma casa antiga, sem muita estrutura. A parte superior do prédio não comporta o peso dos armários, deixando os artigos na parte de baixo. Outro problema enfrentado é o da invasão de cupins.
Os jornais e outros documentos deveriam ser escaneados para uma melhor manutenção dos objetos, já que eles sofrem com a degradação do tempo. Porém, não há scanners para tal processo e, com isso, muitos artigos importantes já foram perdidos. Além disso, os escassos (e velhos) computadores dificultam o trabalho dos três funcionários da entidade.


A Casa da Memória enfrenta, desta forma, o ‘esquecimento’, por parte da Prefeitura Municipal e também da população pontagrossensse, que não reconhecem a importância que o lugar tem à sociedade.

Rafaela Mendes Silva

Serviço
Casa da Memória Paraná
Endereço: Rua Benjamin Constant nº. 318
Telefone: 3901-1584.
Horário de funcionamento: segunda a sexta-feira das 09 às 17 horas.

25/05/2010

Televisão com fins “educativos”

Em 1999, a Fundação Educacional de Ponta Grossa (FUNEPO) recebeu a concessão do Ministério das Comunicações para executar retransmissão de televisão com fins educativos. No ano seguinte, foi obtida uma concessão para geração própria de imagens com a mesma finalidade. Mas até que ponto a TV Educativa de Ponta Grossa cumpre seu papel?

Sabe-se que, em praticamente todo o país, as TVEs estão nas mãos dos gestores do Estado. Em Ponta Grossa, a Prefeitura Municipal indica os diretores do canal. Hoje o presidente é um empresário do ramo imobiliário, que até assumir tal função, não havia atuado em jornalismo. Em função disso, a emissora fica sob influência ideológica, o que se pode perceber em momentos de programas como o “JB urgente”. O programa é produzido por uma TV a cabo da cidade e apresentado por um político sem formação jornalística. Aí cabem duas questões: por que a TVE não produz? Por que o apresentador não é jornalista, mas sim um político aliado (e secretário municipal) do atual prefeito?
O “Jornal da Educativa” é produzido pela própria emissora e por jornalistas formados. Porém, em certos casos, as notícias não tem pluralidade, ou seja, apenas um lado da história é mostrado. O que também desperta dúvida de uma eventual influência ideológica.

Outro problema a se pensar é a quantidade de anúncios publicitários veiculados pelo canal. Uma emissora que recebe dinheiro público para funcionar, e tem, teoricamente, a meta de educar, não deveria manter intervalos comerciais que chegam, em certos momentos, ao tempo de cinco minutos. Porém, esse parece ser o rumo que as TVs públicas brasileiras estão tomando. Em junho próximo, toma posse o novo presidente da TV Cultura de São Paulo, que reconheceu, em matéria da “Folha Online”, não assistir ao canal, e que considera mítica a ideia almejada pela emissora, chamada de ‘jornalismo público’.

Mozart Artmann


Serviço
TV Educativa de Ponta Grossa: Canal 58 (UHF) e canal 8 (cabo)
Telefones: 3901 7000 (geral) e 3901 7001 / 3901 7002 (jornalismo)
E-mail: jornalismo@tvepg.tv.br
Endereço: Rua Augusto Ribas, 722. CEP: 84.100-000
Programa JB Urgente: Quartas e quintas às 21h Jornal da Educativa: Segunda a sexta às 19h30min, sábado às 12h30min.
Entrevista de João Sayad (novo presidente da Cultura/ SP) à Folha Online: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u735512.shtml
24/05/2010

Orquestra militar se apresenta no Ópera

Na penumbra das lâmpadas, e pontualmente às 20h, no dia de maio, iniciou uma apresentação da Banda de Música da 5ª Brigada de Cavalaria Blindada no auditório A do Cine-Teatro Ópera. A apresentação foi um concerto alusivo ao Bicentenário do nascimento do Brigadeiro Antônio de Sampaio, e reuniu cerca de 710 pessoas, sendo que para assistir ao espetáculo era necessário ter um dos convites dirigidos.
Com uma iluminação simples, sem muitos efeitos, a orquestra, composta basicamente de instrumentos de sopro e percussão, abriu a noite com a música “Granada”. A cada canção, a banda era aplaudida, mas na música “Faz um milagre em mim”, o grupo foi ovacionado. Nesta mesma música, a plateia arriscou alguns sussurros para acompanhar o intérprete, mas cantou apenas na última estrofe.
Durante alguns momentos, a orquestra teve coreografias, algumas engraçadas, que arrancaram risos dos ouvintes, como na encenação em que o solista fingia um problema no instrumento.
Na música “How Can I Go On”, os cantores Silvio Prandel e Andressa Lino participaram. Prandel variou o estilo, passando do lírico ao popular e sua interpretação se destacou, enquanto Andressa ficou estática apenas cantando.
Ao contrário do que o folheto dizia, o grupo ‘Corpo que Dança’ não se apresentou na “Pout Porri Beatles”, mas sim na “Besame Mucho”, embora a melhor participação deles na noite tenha sido em “Flor de Lis”.


“Maria, Maria” teve uma percussão tribal interessante. Em “Campo de Batalha” foi transmitido no telão cenas de um filme de guerra enquanto a banda tocava algo como uma trilha sonora com direito a solo de bateria. O show acabou com “Canção da Infantaria”, na qual todos os militares na plateia ficaram de pé e cantaram em coro.


Marco Antonio Favero

Serviço
Banda de Música da 5ª Brigada de Cavalaria
Local: Cine-Teatro Ópera
Horário: 20h
Ingressos: Dirigidos
Data: 20/05/2010

Playlist completa
GRANADA
FANTASIA BRILHANTE
VAMOS DANÇAR

HOW CAN l GO ON
POUT PORRI BEATLES
SAMURAY

BODY AND SOUL
FAZ UM MILAGRE EM MIM

FLOR DE LIS
BESAME MUCHO / VOLARE
LOVE BY GRACE

MARIA MARIA
CAMPO DE BATALHA