Archive for Novembro, 2009

28/11/2009

O programa do padrão

Padrão de Qualidade é o programa com maior audiência da Rádio Mundial, 99,3 Mghz. A popularidade ocorria pela presença do personagem ‘Veio Nordo’, interpretado pelo locutor Tavinho Luk. Porém, com a saída do ‘Veio’, em 2009, o programa perdeu sua maior atração.





Mesmo com a ausência de um dos integrantes principais, o programa permanece com boa audiência. Além disso, a qualidade dos assuntos melhorou. Quem sintonizava na estação para ouvir as piadas costumeiras e pejorativas sobre a cidade, agora ouve apenas os irmãos Sandro Alex e Marcelo Rangel, e outros comentaristas.

Entretanto, agora o programa tem mais espaço para que Marcelo Rangel divulgue o que está “fazendo” no cargo de deputado estadual. Quando não pode estar no estúdio em Ponta Grossa, devido ao seu trabalho, ele participa através de uma antena em Curitiba.





Enquanto isso, o ‘Veio’ ganhou seu próprio programa na estação de Luk, nos mesmos moldes do Padrão de Qualidade.



Maria Fernanda Lievore



Serviço: Padrão de Qualidade

Diariamente, das 12h as 14 hrs.

Rádio Mundial, FM 99,3Mhz

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28/11/2009

(Atrás da) Luz, Câmera e Ação







A 1ª edição do Paraná TV dessa quarta-feira (25), telejornal da Rede Paranaense de Comunicação (RPC), filial da Rede Globo, é criticada de uma forma diferente. Isso porque, acompanhando ao vivo a criação do telejornal, muitos aspectos que ficam fora das câmeras surgem para serem criticados.

O telejornal que começa às 12h tem duração de 45 minutos, mas a preparação começa desde as primeiras horas da manhã. As apresentadoras (âncoras do programa), diferente do que o público imagina, também são editoras, pois ajudam na construção do jornal, e não somente ‘apresentam e vão embora’.





A oportunidade de acompanhar a gravação serve também para analisar o comportamento dos profissionais. A expressão séria das apresentadoras em frente às câmeras é dividida com brincadeiras por detrás dela. As âncoras ficam, dentre os intervalos, preocupadas com a imagem, cabelo e se estão ‘gordas demais’ na tela, desmistificando a ideia de que as mesmas são pessoas distantes da nossa realidade.

Mas o contato direto com a criação, edição e transmissão do telejornal também possibilita ver erros que às vezes passam despercebidos pelo público. Na edição dessa quarta, a desatenção de uma das repórteres fez com que a informação de um número de telefone fosse transmitida errada, fazendo que o editor-chefe (pessoa que comanda o jornal) soltasse uma careta ao perceber o engano e informasse imediatamente a âncora para corregir a notícia. Talvez seja esse um dos principais pontos observados atrás das câmeras: a comunicação imediata entre editores, repórteres e apresentadores.





A experiência de acompanhar ao vivo a criação e transmissão provavelmente fez com que os alunos do segundo ano de Jornalismo da UEPG (nós, repórteres, escritores e editores desse blog) percebessem mais o funcionamento da mídia, e com isso buscar melhorar a forma de criticar, para oferecer textos melhores a você, leitor.



Carla Yarin



Serviço:

Paraná TV 1ª edição – RPC

Filial Rede Globo – Canal 7

De segunda a sexta-feira, das 12h às 12h45

Crédito das fotos: Gilberto Voorsluys

28/11/2009

Literatura em doses



Falta de tempo é uma das principais desculpas para não ler. Há quem diga que os livros são caros, e isso realmente é um problema. Porém, a falta de tempo é um argumento questionável. Nem sempre percebemos, mas no cotidiano aparecem oportunidades de leitura que não aproveitamos. Na editoria Espaço Público do Jornal da Manhã, de Ponta Grossa, há uma seção chamada Crônica, espaço no qual participam seis escritores da cidade, um em cada dia da semana, exceto segundas-feiras, quando o JM não circula.





A crônica é um gênero literário geralmente escrito para ser publicado em jornal ou revista. Trata-se de um texto pequeno, de linguagem simples, feito com base em um acontecimento do cotidiano. Aí entra o talento do cronista para dar à realidade toques de ficção ou humor, conforme seu estilo de escrever. A crônica é uma pequena dose de literatura que deixa leve qualquer jornal, além de ser ferramenta importante para levar o leitor à reflexão.

Uma crônica traduz a visão de mundo do escritor. É uma maneira de ver um acontecimento mais descompromissada do que o jornalismo, mas não deixa de estimular a crítica. Ela está lá, um pouco solitária em meio ao editorial e aos outros textos “pesados”. O espaço é realmente pequeno, a crônica se contenta com poucos parágrafos. Ela pode ser uma pausa, um momento descontraído durante a leitura das informações ou pode ser também uma informação, pensada de modo diferente.



A cada dia, uma surpresa. O escritor fala sobre a cidade, amigos, momentos, lugares ou sobre si mesmo. As possibilidades da crônica são muitas. Seu único pedido é um pouco mais de atenção dos leitores, principalmente daqueles que reclamam que não têm tempo para sentar e ler com calma. Afinal de contas, a literatura nem sempre precisa estar em um livro.



Thalita Milan



Serviço:

Jornal da Manhã, da rede Diários do Paraná

Página 2A, Crônica

Circulação em Ponta Grossa e região

Preço: R$1,75

Crédito das fotos: Thalita Milan

28/11/2009

Teatro Anunciado





Após o fim do Festival Nacional de Teatro (Fenata), fica difícil encontrar opções para a editoria ‘Em Cena’. O site ‘Teatro Para Alguém’, que já teve outras críticas no blog, é a solução para quem gosta de teatro. Com atualizações semanais, é possível acompanhar gratuitamente peças bem produzidas.





Uma das opções disponíveis é ‘Anúncio’, que conta a história de Léo. Com 55 anos, desempregado e morando com os pais, ele comunica à família que o suicídio é a melhor solução para sua vida. O assunto é tratado naturalmente, com gráficos analisando o impacto econômico da presença de Léo na casa. Há também uma discussão familiar

sobre como o suicídio seria visto pelos amigos ou pela religião.

As atuações apresentam um clima descontraído, se destacando em relação ao tema e mantendo a curiosidade do espectador. Outro ponto interessante da iniciativa é o modo como a peça é filmada, que valoriza as expressões dos atores ao invés de capturar o cenário como um todo. É um dos fatores que caracteriza os vídeos como teatro filmado e não cinema.





O principal da peça é a falta de autonomia do personagem principal. Até mesmo para uma ação individual como o suicídio, ele propõe um debate coletivo – com a família e com o espectador. O site inova no mesmo quesito que a peça: traz um diálogo possível entre a arte e o indivíduo.

Leticia Scheifer



Serviço:

O Anúncio – http://tinyurl.com/ylmae3l

Autoria: Richard C. Haber

Direção: Danilo Marques

Elenco: Antônio Petrin, Miriam Mehler, Heitor Goldflus e Lulu Pavarin

Direção de Fotografia: Maurício Tibiriçá

Direção de Arte: Maíra Suzuki

Crédito – Fotos: Alessandra Fratus

28/11/2009

Universidade também é espaço cultural



As concepções sobre o que entraria na editoria de turismo no blog Crítica de Ponta chegou a criar divergências entre os alunos do segundo ano de Jornalismo da UEPG. Se o conhecimento de novas culturas e novos espaços entra nessa editoria, a Universidade fica de fora?





Muitas universidades do mundo têm feiras de profissões para que as pessoas conheçam as produções intelectuais que ali circulam. Através desse espaço os indivíduos entram em contato com as práticas profissionais dos cursos ofertados e, além de ampliar o conhecimento, podem sentir-se incentivados a seguir alguma daquelas profissões.

A UEPG não realiza feiras, apenas poucas práticas de incentivo ao conhecimento das profissões relacionadas aos cursos que a instituição oferece. A Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) faz todos os anos, em todos os campi, uma feira expositiva de profissões. Em 2008, reuniram-se 30 mil pessoas nos 11 campi espalhados pelo Paraná. A UEPG, com seus sete campi e quase 11 mil alunos, não realiza o mesmo tipo de evento.





O maior contato que os estudantes de Ponta Grossa têm com a Universidade enquanto estão no ensino fundamental ou médio, é devido ao Pibic júnior (projeto de iniciação científica destinado a alunos do ensino médio) e às obras do Instituto de Educação Estadual Prof. César Prieto Martinez. Os alunos do Instituto circulam pela UEPG, mas não participam de nenhuma atividade e nem são incentivados a se interessar pelas práticas estudantis universitárias. Mas não são eles o futuro da Universidade e do mercado de trabalho?





Cintia Amaro



Serviço:

Fotos:

Feira de 2009 UTFPR: site – www.madeira.utfpr.br

LINK

Instituto de Educação Estadual Prof. césar Prieto Martinez interditado: site: /www.parana-online.com.br

LINK

Informações UEPG: Wikipédia

Informações UTFPR: www.utfpr.edu.br/

28/11/2009

Futebol e cinema nas telas de PG





O melhor jogador de futebol do mundo visitou Ponta Grossa no último domingo. Calma! Pelé não veio ver o Operário ou algum familiar distante, mas seus gols e grandes jogadas foram exibidos no filme “Pelé Eterno”, no Cine-Teatro Ópera. O filme deu a oportunidade que muitos jovens apaixonados pelo esporte sempre sonharam: ver Pelé em ação.





Mesclando imagens e entrevistas com personalidades do futebol, “Pelé Eterno” focaliza a década de ouro do Santos, quando o time da Vila Belmiro conquistou o bicampeonato mundial. A história deixa os amantes do futebol arte no mínimo concentrados, com tanta variedade de gols e jogadas que, no futebol de hoje, deixariam qualquer adversário humilhado.





O grande problema do filme está na falta da exibição dos jogos em si, já que na maioria das vezes somente os gols são exibidos. A curiosidade do público mais jovem, que não viu o rei jogando ao vivo, também está na parte tática, no posicionamento e na marcação, que tentava em vão pará-lo. “Pelé Eterno” é uma exaltação ao que o brasileiro tem de bom, além de mostrar uma riqueza que parece invisível aos olhos de uma parcela da população.

Sebastião Neto

Serviço:

Filme “Pelé Eterno”

Direção:Anibal Massaini Neto – 2005

Duração:125min.

Participam do documentário: Celeste Arantes, Assiria, Gordon Banks, Franz Beckenbauer, Belini, Paulo César Caju, Roberto Carlos, Clodoaldo, Coutinho, Jair da Rosa Pinto, Ramos Delagado, Didi, Dorval, Gilmar dos Santos Neves e Edinho.

Atividade: Projeto REC-Rede Estadual de Cinema

Promoção: Governo do Paraná, Secretaria de Estado da Cultura,Museu da Imagem e do Som, Secretaria Municipal de Cultura e Turismo

28/11/2009

Próxima Solitária: a banda sem estampas

A banda Próxima Solitária, de Telêmaco Borba, possui algo que hoje em dia está em falta na música: criatividade. Em um cenário carregado de clichês, onde “rock alternativo” é um rótulo irônico, é esse o aspecto que faz a banda ser digna de destaque.





O ano de 2007 foi um período de aventura para o rock telêmaco borbense. Nessa época, muitas bandas do gênero, como Post It, Oh My Dog e Jayslesson, surgiram com os primeiros festivais de rock da cidade. Se considerarmos a mudança de nome e de membros como o fim, nenhuma dessas bandas seguiu em frente.

Próxima Solitária é produto das aventuras musicais de 2007. Dos membros originais restam três: Alisson Matheus (guitarra e vocal), Éder Matheus (guitarra) e Fabrício Bueno (baixo), que hoje contam com Gui Oliveira nos teclados e Arnaldo Ramos na bateria.

Um dos motivos que fez a banda desabrochar e permanecer ativa até hoje foi a ousadia. Grande parte das bandas do período citado eram formadas por adolescentes que queriam apenas se divertir nos festivais. Nada muito compromissado, poucas invenções e covers ruins. Próxima Solitária tem se preocupado desde o início com músicas próprias.





Além de valorizar a criação, o grupo inova ao abrir espaço para influências diversas em seu som. As composições são bem trabalhadas, recheadas de arranjos com toques que vão do indie rock ao rock progressivo. As letras do grupo conseguem falar de identidade e de amor sem ser piegas. Esse conjunto cria um som rico e promissor, que não se enquadra facilmente em rótulos e só deixa a desejar pela pequena quantidade de músicas gravadas em dois anos de existência.



Stiven de Souza



Serviço:

Próxima Solitária

Vocal e guitarra – Alisson Matheus

Guitarra – Éder Matheus

Baixo – Fabrício Bueno

Teclados, piano – Gui Oliveira

Bateria – Arnaldo Ramos

Local: Telêmaco Borba, PR

http://www.myspace.com/proximasolitaria

http://twitter.com/coreseformatos

Fotos: divulgação

22/11/2009

Do raso ao profundo

Foram aproximadamente oito meses de produção de críticas semanais para o ‘Crítica de Ponta’, e, durante o mesmo período, eram previstas dificuldades para encontrar produtos culturais de mídia suficientes a serem criticados. Em certa época, os textos não fugiam do comum, foram vagos, rasos e se sustentavam nas primeiras impressões que os críticos tinham das obras culturais. Oito meses depois, não há o mesmo receio em ousar e o olhar crítico dos estudantes do segundo ano de jornalismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa está bastante aguçado.

Ousadia que nesta semana está presente nas editorias ‘Vitrola’ e ‘Projetor’. Ambas aproximam já na abertura da crítica o nosso leitor dos fatos, o que torna o texto mais atrativo. Descrever o ambiente em que ocorre ou ocorrerá a apresentação deixou os textos mais sensitivos para os internautas que acessam o ‘Crítica de Ponta’. Ao mesmo tempo, as autoras das críticas não perderam o foco em analisar e interpretar os produtos, provando que há possibilidade de mesclar descrição e crítica no mesmo texto. Na crítica sobre o filme “Lua Nova”, outro aspecto chama a atenção positivamente – a análise que mistura os aspectos econômicos da produção cinematográfica, a renda gerada e a temática recente que é garantia de sucesso.

Alguns problemas aparecem na editoria ‘Na Tela’, ao criticar as séries de ‘Casos e Causos’ a autora deixa momentos confusos no texto como na passagem – “Em ‘Casos e Causos’, o requisito falta de experiência é perceptível, pois o elenco não é formado de atores profissionais ou que atuam na área” – vale no caso explicar como são selecionados os atores da série, pois há a afirmação de que eles não atuam na área. Ao mesmo tempo, o serviço fornece o elenco com nomes de atores conhecidos nacionalmente (Ricardo Tozzi, Humberto Martins, Taís Araújo, entre outros). Outra relação desconexa é o fato de uma das imagens apresentadas ser do livro ‘Casos e Causos’, do jornalista Herculano Vicenzi. Há relação entre o livro e a série televisiva?

Em ‘Outros Giros’, a crítica poderia estar centrada no ambiente oferecido e na qualidade do atendimento, o que seriam características particulares da editoria. O título e a abertura do texto passam a impressão para o leitor de que ele lerá algo publicitário, contando a vantagem dos preços do local criticado se comparado aos concorrentes da região.

Após oito meses criticando diversos tipos de veículos impressos, a reflexão sobre o destino final dos jornais foi bastante oportuna e interessante. Uma boa estratégia para inovar no conteúdo das pautas de crítica no ciclo que está prestes a ser fechado.

Felipe Liedmann

21/11/2009

Sonoridade com as mãos, faça chuva ou faça sol


Em meio a raios e à chuva, o palco para a apresentação do concerto de Arthur Moreira Lima estava instalado em frente ao Shopping Palladium, no parque ambiental. Toda a estrutura foi planejada para um espetáculo ao ar livre, mas parece que a organização do evento não considerou a possibilidade de chuva. Ainda assim, ao sentir os pingos, parte da platéia se deslocou até a cobertura da antiga estação rodoviária, enquanto outros (poucos) simplesmente abriram seus guarda-chuvas e permaneceram sentados nas cadeiras onde estavam. Além disso, a organização deixa a desejar ao permitir uma hora de atraso (o espetáculo estava marcado para começar às 20:00 e começou às 21:00).

O recheado currículo do pianista garantiu uma apresentação magnífica. Lima ganhou reconhecimento após participar dos Concursos Chopin (Varsóvia), Leeds (Inglaterra) e Tchaikovsky (Moscou), iniciando uma carreira de turnês internacionais. Ao tocar composições de Bach, Mozart, Ernesto Nazareth, entre outros, não resta dúvida quanto a habilidade do músico. Aos ouvidos de quem não é do meio, os erros parecem não existir e, se acontecerem, ficam imperceptíveis.

Outra prova da capacidade de Lima pode ser percebida durante a sua versão de Asa Branca. O pianista mantém apenas um trecho de fácil identificação da canção original e transforma o restante. Como última música do repertório, o Hino Nacional (brasileiro) fecha a apresentação. Do começo ao fim, a platéia arriscou chegar mais perto do palco, mas voltava à cobertura logo quando a chuva engrossava. De qualquer maneira, o público continuou ali para prestigiar o pianista.

Jennifer Ann Thomas

Serviço: Arthur Moreira Lima Jr, pianista erudito brasileiro.
O concerto foi feito ao ar livre em frente ao Shopping Palladium no dia 19 de novembro de 2009. Entrada franca.
Fotos: divulgação.
21/11/2009

Vende mais porque é sobre vampiro ou é sobre vampiro e por isso vende mais?


O que leva 736 pessoas esperarem mais de cinco horas na fila do cinema de Ponta Grossa para ver um filme á 00:01? O que faz uma pré-estréia precisar de um horário extra porque o primeiro estava com as salas lotadas um dia antes? E o que leva as pessoas saírem das suas cidades, a exemplo de um pessoal de Imbituva, só para assistir ao filme logo no seu primeiro dia? A estréia mundial do filme ‘Lua Nova’, que é o segundo filme da saga Crepúsculo, uma adaptação dos livros de Stephenie Meyer, foi o que levou tantas pessoas ao Multiplex do Shopping Palladium, em Ponta Grossa, na noite de quinta/sexta-feira, 19/11/09.

‘Lua Nova’ se revela como o filme mais depressivo da série de quatro livros. Nele, Edward abandona Bella que, frustrada e triste pelo fato do amado lhe deixar, fica em perigo propositalmente, na esperança que Edward apareça. Diferente de Crepúsculo, ‘Lua Nova’ traz a formação de um triângulo amoroso formado por Bella, Edward e Jacob Black, uns dos lobisomems do filme.

Com um roteiro previsível e insosso, o diretor Chris Weitz tenta salvar a trama colocando mais ação e dinamismo do realmente o filme teria, se seguisse o livro fielmente. Exemplo disso são as brigas de Edward e Jacob e também o momento em que Jacob se transforma na frente de Bella e a salva de um vampiro. Em ‘Lua Nova’ a ação fica por conta das cenas de brigas entre lobisomens e vampiros.

Apesar da maquiagem do filme ainda se mostrar amadora, os efeitos especiais de Lua Nova melhoraram com relação a ‘Crepúsculo’. Porém, ainda falta muito para chegar ao nível das séries ‘True Blood’ e ‘The Vampires Diaries’, que tem o mesmo tema de Stephenie Meyer. Uma desculpa para tantas falhas pode ser o baixo orçamento (para os padrões da indústria do cinema mundial) com que o filme contou. Na produção de Crepúsculo foram investidos 37 milhões de dólares e em Lua Nova 50 milhões.

Mesmo com as falhas e a história previsível da saga Crepúsculo, o primeiro filme rendeu 10 vezes mais que o valor utilizado para produzi-lo. A julgar pela pré-estréia em Ponta Grossa, ‘Lua Nova’ tem tudo para arrecadar tanto quanto Crepúsculo. E aí fica a pergunta, por que não sendo definitivamente o melhor na temática vampiresca a saga de Stephenie Meyer consegue tanto sucesso? Será que é boa porque fala de vampiros? Ou fala de vampiros e por isso é boa?


Mônica Bueno


Serviço:

Lua Nova

Elenco: Kristen Stewart, Robert Pattinson, Dakota Fanning, Ashley Greene,
Classificacao: 12 anos
Sala: MULTIPLEX
Programação:
20 a 26/11 DUBLADO
SEX SAB DOM QUA 14:00 16:30 19:00 21:30
SEG TER QUI 15:30 19:00 21:30
20 A 26/11 LEGENDADO
SEX SAB DOM QUA 14:30 17:00 19:30 22:00
SEG TER QUI 16:00 19:15 21:45