Direto ao ponto: retorno à descrição

A editoria Entre Linhas faz uma ótima descrição sobre os assuntos do Foca Livre, mas passa longe da crítica. Ao destacar as matérias sobre softwares e lixo químico na UEPG, a autora descreve a importância desses assuntos na pauta dos universitários, mas erra ao limitar a crítica aos pontos óbvios de cada tema. Ainda, usa como base a comparação entre outros jornais locais. Ao invés disso, seria mais interessante analisar a fundo o conteúdo do jornal escolhido para a crítica. No final, a frase: “Claro que existem assuntos que poderiam ser substituídos (…)”, deixa para o leitor a dúvida diante de quais seriam esses assuntos.
Já na editoria Na Tela o autor faz a seguinte comparação: “Isso acontece numa escala pequena se comparada às produções regionais e, é minúscula se comparada às nacionais”. Quais dados comprovam isso? Qual é a fonte? O autor também usa conceitos jornalísticos, como a identificação com o público, sem explicar para o visitante do blog, que não estuda jornalismo ou não pratica a profissão, qual a relevância desse problema.
Novamente, na editoria Em Cena, temos uma ótima descrição ao invés de uma crítica. A falta de apuração também está presente, com o termo “casa cheia”, quando a autora não especifica qual a capacidade de lotação do Teatro nem quantas pessoas estavam presentes – t\azornando, assim, difícil a visualização daquilo presenciado pela autora do texto. O trecho no qual temos uma amostra da crítica, no caso, construtiva é em relação aos argumentos para embasar a qualidade de alto nível dos músicos.
A autora do texto da editoria Projetor coloca, durante a descrição do filme, como “(…) até mesmo as poucas imagens urbanas são vistas sob outra perspectiva”. Qual é a outra perspectiva? Ou melhor, qual seria a primeira perspectiva? Se a intenção foi comparar o ângulo das cenas com as de outros filmes, a perspectiva da própria autora fica vaga. Como diz no texto, “(…) a análise e a crítica que o personagem faz da sociedade de consumo é digna de reflexão”. Seria uma opção mais interessante a autora refletir sobre o que ela mesma sugere.
Para o projeto Rádio Escola, o texto sobre o mesmo serve para sua assessoria. A lista das atividades do projeto apenas mostra seu benefício para a comunidade sem interpretar como isso de fato é benéfico. Da mesma maneira, a divulgação gratuita para o bar Botequim realmente pode atrair os leitores a conhecerem o local. Seja para ouvir música, comer ou assistir futebol, com certeza não será pela crítica de maneira construtiva que poderia ter sido escrita.

Jennifer Thomas

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